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Medicamento aprovado para controle crônico do peso no Brasil amplia a busca por harmonização facial e exige avaliação individual para preservar naturalidade
A popularização da tirzepatida em 2025 ocorre em um cenário de avanço do sobrepeso no país. Dados do Ministério da Saúde indicam que cerca de 68% dos brasileiros adultos vivem com excesso de peso, sendo mais de 30% com obesidade. Estudos clínicos publicados no New England Journal of Medicine mostram que pacientes em uso da medicação podem perder, em média, entre 16% e 22,5% do peso corporal ao longo de até 72 semanas, a depender da dosagem e do perfil clínico, um ritmo considerado elevado do ponto de vista metabólico.
Porém, Angélica Lucena, biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, alerta que esse emagrecimento acelerado também afeta a face. “O uso da tirzepatida muda a composição de gordura do rosto e do corpo. Em alguns casos, é indicado intercalar ou ajustar o momento dos procedimentos para garantir proporcionalidade. A avaliação precisa é o que define o melhor momento para cada paciente”, afirma.
A perda rápida da gordura subcutânea pode provocar esvaziamento do terço médio do rosto, maior evidência de sulcos e flacidez, sobretudo quando a pele não acompanha o ritmo da redução de volume. Relatos clínicos e publicações internacionais descrevem que esse processo pode gerar, de forma temporária, um aspecto mais envelhecido, o que tem levado pacientes a procurar procedimentos estéticos ainda durante a fase ativa do emagrecimento.
Segundo a especialista, antecipar decisões definitivas costuma ser o principal erro. “Quando a perda de gordura ainda está em curso, procedimentos volumizadores podem ter efeito transitório ou exigir correções em curto prazo”, explica. A professora observa que, nos primeiros meses de uso da medicação, o organismo passa por ajustes intensos, tornando o contorno facial mais instável.
Na prática clínica, o planejamento costuma priorizar intervenções voltadas à qualidade da pele no início e durante o tratamento. Bioestimuladores, tecnologias para estímulo de colágeno e protocolos regenerativos ajudam a preservar firmeza e textura, criando uma base mais segura para etapas futuras. “Deixar a harmonização estrutural para quando o peso estiver mais próximo da estabilização aumenta a previsibilidade do resultado”, afirma a fundadora do método AL de planejamento estético progressivo.
O debate se intensificou após a Anvisa publicar, em junho de 2025, a nova indicação da tirzepatida para controle crônico do peso, ampliando o acesso ao medicamento no país e levando mais pacientes a buscar orientação estética durante o tratamento.
Diante desse cenário, Angélica preparou sete orientações práticas para quem deseja aliar emagrecimento e estética facial com segurança e naturalidade:
- Avaliação facial antes do início do tratamento
Registrar imagens padronizadas e analisar proporções antes da primeira dose permite acompanhar a evolução real do rosto e evita decisões baseadas apenas na percepção momentânea. - Priorizar a qualidade da pele no começo do uso
Nos primeiros meses, o foco deve ser hidratação profunda, estímulo de colágeno e melhora da textura cutânea, preparando o tecido para mudanças futuras. - Evitar preenchimentos volumizadores durante a fase de maior perda de peso
Enquanto o rosto ainda passa por transformações rápidas, intervenções estruturais podem se tornar desproporcionais ou exigir ajustes frequentes. - Tratar flacidez antes de repor volume
A perda acelerada de gordura pode comprometer a sustentação da pele, tornando fundamental recuperar firmeza antes de pensar em reposicionamento de volumes. - Aguardar a estabilização do peso para harmonizações estruturais
Quando o emagrecimento entra em platô, o contorno facial se torna mais previsível, reduzindo o risco de sobrecorreção e aumentando a durabilidade do resultado. - Integrar acompanhamento estético e médico
Alinhar o planejamento estético ao profissional que prescreve a medicação ajuda a considerar ajustes de dose, estado nutricional e resposta do organismo. - Entender a harmonização como um processo contínuo
A estética facial após o emagrecimento deve ser construída em etapas, respeitando o tempo biológico do corpo, e não como uma correção imediata das mudanças.
“Harmonização não deve ser uma reação automática à perda de peso. Quando o profissional respeita o tempo do corpo e a nova configuração facial do paciente, o resultado tende a ser mais natural, duradouro e coerente com o novo biotipo”, conclui a especialista.
Sobre Angélica Lucena
Angélica Lucena é biomédica esteta, proprietária da Gioventù Clínica Boutique e professora da Gioventù Academy, em Ribeirão Preto. Graduada em Biomedicina e pós-graduada em Biomedicina Estética Avançada, é especialista em harmonização facial e corporal, com formação internacional na Coreia do Sul.
Criou o Método AL, abordagem estruturada em cinco pilares que guia avaliações profundas das camadas óssea, muscular, de gordura, derme e epiderme, garantindo protocolos personalizados e resultados naturais. Com mais de 10 mil atendimentos e centenas de alunos treinados, comanda a clínica Top 1 em avaliações no Google entre as clínicas de Ribeirão Preto.
Para saber mais, acesse Instagram ou pelo site.
Informações à Imprensa: Carolina Lara (visibilidade Estratégica)

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