(88) 99802.7000
Dr. Elpidio Ribeiro da Silva Filho
CirurgiãoVascular e Endovascular
CREMEC: 16.907 / RQE-CE: 11.221
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Dr. Elpidio Ribeiro da Silva Filho
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Foto: Grax Medina/MS
Levar para o interior do Brasil a oferta de serviços de saúde de média e alta complexidade, historicamente realizados em grandes centros, é uma das medidas já em andamento do programa Agora Tem Especialistas. É o que aconteceu com Teófilo Otoni (MG), referência regional do SUS em tratamentos especializados. Em função da iniciativa do Governo do Brasil, a cidade mineira sediou em um hospital filantrópico que atende o SUS integralmente, a implantação de uma prótese esofágica em um paciente oncológico. Inédito na região onde há menor oferta desse tipo de atendimento especializado, o procedimento é indicado para tratar casos de disfagia grave — dificuldade intensa para engolir causada pela obstrução de esôfago.
Realizada no Hospital Bom Samaritano, que atende mais de 50 municípios dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha, o procedimento viabilizada pelo Agora Tem Especialistas foi supervisionada pelo A.C.Camargo. Isso porque esse hospital de excelência e referência nacional em oncologia participa do programa pelo Proadi-SUS, mentorando e acompanhando na prática os médicos especialistas do curso de aprimoramento ofertado pelo programa. Com esse aprimoramento, o Ministério da Saúde garante, ao mesmo tempo, formação supervisionada e assistência direta aos pacientes do SUS.
“Em Teófilo Otoni, há forte presença do Agora Tem Especialistas com médicos que são de provimento do Ministério da Saúde e que passam, também, por aprimoramento para seguir desenvolvendo iniciativas pioneiras para região. Além de possibilitar a regiões remotas acesso a novos procedimentos, a iniciativa beneficia diretamente a população, que não precisará mais percorrer grandes distâncias para receber tratamento”, explicou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, do Ministério da Saúde, Felipe Proenço. No caso da cidade mineira, a iniciativa evitará que a população se desloque cerca de 450 quilômetros até Belo Horizonte.
Segundo Proenço, com o Agora Tem Especialistas, casos de maior complexidade passarão a resolvidos localmente, reduzindo filas e o tempo de espera por diagnósticos. “A expectativa é que posteriormente esse procedimento seja incorporado na prática cotidiana nos serviços de saúde do município e região”, declarou.
Técnica minimamente invasiva para os pacientes do SUS
A implantação da prótese esofágica é indicada para pessoas com obstrução alimentar causada pelo câncer de esôfago. O dispositivo funciona como um tubo expansível, colocado por meio de endoscopia, que mantém o esôfago aberto e restabelece a passagem de alimentos e líquidos. “A técnica é minimamente invasiva, favorece a recuperação mais rápida e permite que pacientes que antes dependiam de alimentação por sonda voltem a se alimentar por via oral. Com isso, reduz-se o risco de desnutrição, diminui o tempo de internação e as complicações pós-operatórias, proporcionando mais qualidade de vida".
“Com grande alegria, iniciamos na região esse serviço de colocação das próteses. Estamos devolvendo a eles o prazer de poder comer e ter mais dignidade nessa fase do tratamento no combate contra o câncer”, afirmou Nasser Amaral, médico especialista em oncologia que realizou o procedimento supervisionado.
“Nós entendemos que o investimento na saúde pública, por meio do governo federal, é determinante na transformação da vida das pessoas, na busca da qualidade de vida, dignidade e conforto aos pacientes. E esse também é um princípio que nós, profissionais que cuidam de pessoas e que estamos no hospital todos os dias, acreditamos e defendemos. Hoje é um dia histórico nas nossas vidas aqui, pois estamos participando de mais um projeto grandioso do Ministério da Saúde”, destacou o médico especialista em oncologia Guilherme de Castro, que também participou do procedimento.
Além do impacto clínico imediato, a ação fortalece a autonomia do território. Após a etapa inicial acompanhada presencialmente por mentora especializada, o médico do município dará continuidade à realização do procedimento com suporte remoto permanente, ampliando a capacidade assistencial local. Essa estratégia consolida o processo de transferência de conhecimento e garante a sustentabilidade do serviço especializado na região. A prótese esofágica já está prevista na tabela do SUS, e o hospital irá adquiri-la para dar continuidade à técnica após o treinamento.
Mais acesso à atenção especializada
Atualmente, Teófilo Otoni (MG) conta com 10 médicos que atuam em unidades públicas de saúde pelo projeto Mais Médicos Especialistas. Trata-se de uma ação do Agora Tem Especialistas, que está aprimorando profissionais em regiões prioritárias para o SUS a partir da integração ensino-serviço. Essa iniciativa busca ampliar o acesso da população à atenção especializada na rede pública, promovendo a formação, fixação e atuação qualificada de médicos especialistas em regiões com maior vulnerabilidade social.
O programa já destinou quase 600 médicos especialistas, que estão atuando na rede pública em municípios das cinco regiões do país. Um novo edital do programa está em andamento para ampliar ainda mais a oferta de profissionais na rede pública de saúde.
Com uma série de ações em curso em todo país, o programa Agora Tem Especialistas está ampliando a capacidade de atendimento do SUS em seis áreas prioritárias para o SUS: oncologia, ginecologia, otorrinolaringologia, ortopedia, cardiologia e oftalmologia. O objetivo é reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
Fonte: Ministério da Saúde
Estoque nacional se aproxima de 700 mil embriões e especialista aponta consolidação estrutural da medicina reprodutiva no país
O número de embriões congelados no Brasil cresceu 65% entre 2020 e 2025, segundo dados oficiais do SisEmbrio, Sistema Nacional de Produção de Embriões, vinculado à Anvisa. Apenas no último ano, o país registrou 143.194 novos embriões criopreservados, o maior volume da série recente e um crescimento de 11,7% em relação a 2024.
Em 2020, haviam sido registrados 86.833 embriões congelados no ano. Desde então, os números mantêm trajetória ascendente, consolidando uma curva estrutural de crescimento. Atualmente, o Brasil acumula 688.177 embriões armazenados em clínicas de reprodução assistida e se aproxima da marca simbólica de 700 mil.
A concentração regional é expressiva. O Sudeste responde por 68,14% de todo o estoque nacional, com 468.937 embriões congelados. O Sul aparece na sequência, com 84.499, seguido pelo Nordeste com 73.661, Centro-Oeste com 51.272 e Norte com 6.833. O Norte representa menos de 1% do total, evidenciando a desigualdade regional no acesso à reprodução assistida.
Entre os estados, São Paulo lidera com 363.552 embriões congelados, mais da metade do total nacional. Minas Gerais soma 49.665 e o Rio de Janeiro, 46.929.
Outro fator que ajuda a explicar a expansão é o perfil etário das pacientes. A maioria das mulheres que recorrem à fertilização in vitro no Brasil tem mais de 35 anos. Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida indicam que mais de 70% dos ciclos de FIV realizados no país ocorrem nessa faixa etária. O adiamento da maternidade por razões profissionais, acadêmicas e pessoais tem levado muitas mulheres a recorrerem à fertilização in vitro em idades mais avançadas. Nesse contexto, o congelamento de embriões ocorre como etapa técnica do tratamento, permitindo a transferência embrionária em momento posterior dentro do planejamento terapêutico. Quando a estratégia é preventiva, o procedimento mais comum é o congelamento de óvulos, realizado antes da formação do embrião.
Para o médico Wilson Jaccoud, CRM SP 41.142, RQE 130381 e RQE 130391, diretor médico da Fert Embryo, o avanço no número de embriões congelados reflete tanto uma mudança no perfil das pacientes quanto a consolidação da medicina reprodutiva fora dos grandes centros.
“Observamos um número crescente de mulheres acima dos 35 anos que recorrem à fertilização in vitro. Nesse contexto, o congelamento de embriões é uma etapa técnica do tratamento, utilizada para preservar os embriões obtidos em determinado ciclo e permitir sua transferência em momento mais adequado dentro do planejamento clínico. A partir dessa faixa etária há redução da reserva ovariana e aumento do risco de alterações cromossômicas. A criopreservação, quando indicada, amplia as chances cumulativas de gravidez e oferece maior previsibilidade terapêutica”, afirma.
Segundo o especialista, o crescimento também reflete a ampliação da oferta de tratamentos de reprodução assistida em regiões fora dos grandes centros, o que tem facilitado o acesso de casais ao acompanhamento especializado sem a necessidade de deslocamentos frequentes. “O congelamento de embriões é hoje uma das principais ferramentas da fertilização in vitro. Ele amplia as chances cumulativas de gravidez, permite um planejamento terapêutico mais seguro e integra protocolos cada vez mais avançados da medicina reprodutiva moderna. Trata-se de uma tecnologia consolidada, com elevados índices de segurança laboratorial e resultados consistentes ao longo dos últimos anos”, completa.
Sobre a Fert-Embryo
Fundada em
1999 em Presidente Prudente (SP) pelo médico Wilson Jaccoud,
especializado em ginecologia e obstetrícia, a Fert-Embryo Medicina
Reprodutiva é referência nacional em reprodução assistida combinando
ciência, tecnologia e acolhimento para ajudar famílias a realizarem o
sonho de ter filhos. Com estrutura moderna e equipamentos de ponta, a
clínica oferece atendimento completo em reprodução humana, incluindo
fertilização in vitro (FIV), inseminação intrauterina, congelamento de
óvulos, sêmen e embriões, biópsia embrionária e ovodoação. Também mantém
o projeto social “Ser Mãe”, que democratiza o acesso a técnicas de
reprodução assistida para famílias de baixa renda.
Mais informações: fertembryomedreprodutiva.com.
Instagram: @fertembryo
Informações à Imprensa:
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* Fábio Akiyama e *Fernanda Gil Machado
Muitos profissionais da saúde e principalmente pacientes, não compreendem como funciona o sistema nervoso autônomo, o simpático e o parassimpático. O sistema nervoso simpático, por exemplo, é um acelerador responsável por manter o corpo ativo, com a liberação de catecolaminas, como a adrenalina e o cortisol. Já o parassimpático funciona como um freio, que atua em momentos de descanso e digestão. Dessa forma, o corpo atua de maneira equilibrada.
No entanto, quando alguma situação gera estresse, o sistema nervoso simpático atua de forma descontrolada, como se o corpo estivesse em constante situação de perigo ou agitação, fazendo com que ele esteja preparado para uma situação de luto ou fuga. Em decorrência disso, o freio deixa de funcionar e coisas simples como o sono e digestão ficam irregulares.
Essa situação também pode ser conhecida como a Lei Bifásica, a 2ª Lei de Hamer. Em um gráfico, o sistema simpático é predominante e está na linha superior, pois funciona durante o período do dia e abaixo da linha está o parassimpático, que atua no período noturno e é chamado de vagotonia.
Quando esses sistemas estão equilibrados, a saúde é uma consequência, mas quando alguma situação coloca o indivíduo em alerta, o ritmo diurno é estendido e gera alterações físicas, como extremidades frias, taquicardia, insônia, falta de apetite e a mente passa a trabalhar constantemente para tentar solucionar a situação.
É importante ressaltar que a situação de alerta depende da percepção individual, pois nem sempre se trata de algo extremo. Muitas vezes, o trauma pode ser antigo e levar uma vida de tratamento. Cada pessoa responde a essas situações de forma individual e a fase ativa de conflito pode levar algum tempo para ser solucionada.
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A resolução ocorre na fase PCL e possui 3 etapas, sendo elas a PCL-A, crise epileptoide e PCL-B e a duração desse momento é de aproximadamente 21 dias. Normalmente, a primeira delas costuma ser a que apresenta mais sintomas, pois é um momento inflamatório, em que há muitos edemas e líquidos justamente para fazer a reparação do que foi gasto na fase ativa. Um bom exemplo desse momento é quando determinado paciente corta um dedo durante a fase ativa e não percebe como aconteceu, mas durante a cicatrização sente incômodo com qualquer toque.
A crise epileptoide ocorre logo após a PCL-A e é basicamente uma releitura do conflito na fase ativa, que acontece para drenar o líquido que foi retido durante o período, fazendo o controle da hipertensão craniana, uma vez que se trata de um edema em nível orgânico e cerebral. Já a última fase pode ocorrer de duas formas, sendo a PCL-B uma etapa do sistema parassimpático, quando os sintomas são mais fracos e menos desconfortáveis e então o processo de resolução chega ao fim.
A vida de uma pessoa habitualmente possui esses momentos curtos, mas boa parte dos pacientes que procuram por um osteopata estão no que chamamos de cura pendente, quando eles passam pela PCL-A e a epicrise, mas ao invés de finalizarem o problema na PCL-B, voltam à fase inicial devido a gatilhos criados pelo cérebro. Esse processo acaba dificultando a cura de fato. Essas alterações biológicas são as chamadas “doenças” pela medicina oficial.
Para os médicos, é fundamental identificar em qual fase o paciente está para conseguir realizar o tratamento adequado. Os tecidos, as sensações do paciente e o correspondente cerebral ajudam nesse momento.
Já para os pacientes, de forma prática essa situação pode ser descrita como um dia de trabalho estressante em que o período de descanso não foi bem sucedido e acabou se estendendo por um longo tempo, gerando dores no corpo, enxaquecas, cansaço excessivo e passa a se tornar assintomático mesmo na fase ativa por conta de uma sobrecarga do estresse. Nesses casos, a válvula de escape sempre será o momento quando os sintomas serão mais claros.
O estresse precisa ser controlado não somente de forma medicamentosa e com um profissional da saúde, mas no dia a dia com uma análise do que causa o problema e evitando essas situações. Além disso, o descanso é essencial para processar esses momentos.
*Os dois profissionais mantêm um projeto de aconselhamento clínico para profissionais da saúde, sobre como que o stress e a ansiedade influenciam nos tratamentos
Sobre Fernanda Gil Machado
É especialista em Osteopatia e Medicina Germânica. Para mais informações, acesse @ fernandagilmachado
Sobre Fábio Akiyama
Atua na área da saúde desde 2009. É fisioterapeuta e trabalha com a microfisioterapia, terapia que estimula a auto cura através do toque, ou seja, faz com que o corpo reconheça seu agressor e inicie o processo de reprogramação celular. É pós-graduando em técnicas osteopáticas e terapia manual, além da formação em osteopatia visceral, posturologia clínica e equilíbrio neuro muscular. Possui curso na área de tratamento da articulação temporomandibular (ATM) e introdução ao Método Rosen. Em 2014, realizou um curso de especialização em prevenção e tratamento de lesões de membros inferiores e análise biomecânica de corrida, pela The Running Clinic no Canada. Atua desde 2012 também como instrutor de Pilates e treinamento funcional. Em 2015, foi monitor no Instituto Salgado de Saúde Integral no módulo avançado do curso de formação em microfisioterapia. Para saber mais, acesse www.mindtouch.com.br
Informações: Carolina Lara (carolina@carolinalara.com.br)
Nos estágios iniciais, a doença pode ser silenciosa, sem sintomas aparentes. Em alguns casos, sinais como dor na parte inferior das costas ou na pélvis podem surgir antes da doença se espalhar. No entanto, como a dor nas costas é um sintoma comum e pode ter várias causas, muitas mulheres não associam isso ao câncer.
Brasil, março de 2026 – O canabidiol (CBD) é um dos mais de 400 compostos químicos identificados na Cannabis sativa e integra o grupo dos canabinoides. Diferentemente do tetrahidrocanabinol (THC), não provoca efeitos psicoativos nem alterações da consciência. De acordo com o médico clínico geral, Dr. Adam Alborta, o CBD atua no sistema endocanabinoide, responsável por regular funções como o sono, o humor, a dor e a resposta inflamatória, contribuindo para a manutenção da homeostase do organismo.
Entre as principais indicações estão epilepsia refratária, ansiedade, dores crônicas — como fibromialgia —, distúrbios do sono e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que não há evidências de potencial de abuso ou dependência relacionadas ao composto. “O CBD é diferente do THC. Quando utilizado de maneira adequada, não provoca ‘barato’, mas pode auxiliar no tratamento de doenças e transtornos, como ocorre com outros medicamentos”, destaca o especialista.
No Brasil, o tema ganhou destaque após a regulamentação que estabelece regras desde o plantio até a produção e comercialização de produtos à base de cannabis para fins medicinais. A norma cria um marco regulatório aguardado por pacientes, profissionais de saúde, pesquisadores e entidades que acompanham esses públicos. Com a ampliação do debate, também aumentaram as dúvidas da população sobre o uso do canabidiol.
Para quem quer conhecer melhor os tratamentos via canabidiol, o especialista aconselha que não sejam consumidos produtos artesanais devido ao risco de contaminação, à ausência de padronização e à falta de controle de qualidade. Além disso, ele lembra que o acompanhamento profissional adequado é fundamental para garantir segurança e eficácia no tratamento. “O uso do CBD deve sempre ser individualizado e acompanhado por um médico. Cada caso é único e, assim como outros medicamentos, ele precisa ser utilizado de maneira correta”, ressalta o médico.
A seguir, o Dr. Adam Alborta responde perguntas frequentes sobre canabidiol:
O CBD causa dependência?
Não. O canabidiol não é uma substância aditiva e não ativa os mecanismos cerebrais clássicos relacionados à dependência química. Há, inclusive, estudos que investigam seu potencial como modulador de ansiedade e de craving em pacientes com dependências.
O CBD altera a consciência ou causa “barato”?
Não. O CBD não é psicoativo e não provoca euforia, desorientação ou perda de controle. Esses efeitos estão associados ao THC, quando presente em concentrações elevadas.
O CBD substitui outros medicamentos?
Não de forma automática. O composto pode ser utilizado como terapia complementar e, em alguns casos, permitir ajustes graduais de outros fármacos, sempre com acompanhamento médico.
Quanto tempo demora para fazer efeito?
O tempo de resposta varia conforme o objetivo terapêutico, a dose prescrita, a forma de administração e as características individuais do paciente. Alguns efeitos podem surgir em poucos dias; outros exigem semanas de acompanhamento e ajuste.
O CBD pode ser usado com outros medicamentos?
Em muitos casos, sim. No entanto, pode haver interação com determinadas medicações, especialmente as metabolizadas pelo fígado. Por isso, é fundamental informar ao médico todos os medicamentos em uso.
O CBD serve para todo mundo?
Não necessariamente. Apesar do potencial terapêutico, não é indicado para todos os quadros clínicos nem para todos os perfis de pacientes. A avaliação médica define indicação e segurança.
Qual é o preço do tratamento?
O custo varia conforme o produto prescrito, a concentração, a dose necessária e a duração do tratamento. Não há valor fixo. Essas informações são discutidas durante a consulta.
Quais são os principais efeitos colaterais?
Em geral, o CBD é bem tolerado. Alguns pacientes podem apresentar sonolência, boca seca, alterações gastrointestinais ou fadiga. Os efeitos costumam ser leves e transitórios.
É possível dirigir, trabalhar e manter a rotina?
Na maioria dos casos, sim. O CBD não altera a consciência. Ainda assim, recomenda-se observar a resposta individual, especialmente no início do tratamento ou durante ajustes de dose.
O médico vende ou comercializa CBD?
Não. O médico não vende nem intermedeia a compra de produtos à base de cannabis. Sua função é avaliar, orientar e prescrever de forma ética e independente.
Como obter o CBD no Brasil?
Mediante prescrição médica. Após avaliação clínica, o paciente recebe orientação para adquirir o produto em farmácias autorizadas ou por importação, conforme as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Existe dose padrão de CBD?
Não. A dose é individualizada e ajustada progressivamente, de acordo com a resposta clínica e a tolerância do paciente. Não há quantidade fixa que funcione para todos.
Para finalizar, o médico lembra que o acompanhamento profissional
adequado é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do
tratamento. “O uso do CBD deve sempre ser individualizado e acompanhado
por um médico. Cada caso é único e, assim como outros medicamentos, ele
precisa ser utilizado de maneira correta”, reforça o Dr. Adam Alborta.
Informações à Imprensa: Bruna Bozza <bruna@pmaisg.com.br>
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O distúrbio de ansiedade é uma questão de saúde pública no Brasil. Para se ter uma ideia da dimensão do problema, em 2019, conforme a Organização Mundial de Saúde (OMS), o país apresentava 18,6 milhões de pessoas (quase 10% da população) sofrendo com esse transtorno, o que o colocava naquele momento em primeiro lugar no ranking das nações mais ansiosas.
Justamente por isso, faz-se necessário conhecer mais sobre o tema. Médica especializada em saúde mental, com foco em ansiedade e depressão, Dra. Tamires Cruz explica que a ansiedade é um fenômeno natural. “Quando o cérebro detecta o perigo, ele envia sinais de alarme ao corpo, que reage conforme o aviso.”, explica. Dessa forma, segundo ela, sentir-se um pouco ansioso ao enfrentar grandes eventos da vida é normal.
Quando esses sentimentos de preocupação persistem, mesmo quando tudo está sob controle, o que é natural torna-se patológico. Caracteriza-se dessa forma o transtorno de ansiedade, que pode acarretar diversos problemas de ordem emocional”, diz a médica. Segundo Dra. Tamires, quem sofre do distúrbio costuma apresentar autoestima e autoconfiança muito baixas, pois fica com a mente cheia de pensamentos negativos sobre seu valor e suas habilidades. Além disso, conforme a médica, a tensão constante pode causar dores de cabeça e tensão muscular.
Como muitas questões de saúde mental, a ansiedade vem carregada de estigma social. Segundo a médica, porque não acreditam que os outros entenderão o que estão sentindo, porque se preocupam com o fato de serem julgados e de serem vistos como fracos, as pessoas ansiosas muitas vezes optam por não falar sobre suas preocupações, o que acaba agravando a situação. “Assim, quem sofre com o transtorno se culpa pelo modo como se sente e passa também a apresentar sinais depressivos”, ressalta.
Conforme Dra. Tamires, embora ainda não exista cura, os tratamentos disponíveis podem ajudar quem sofre com o transtorno a se sentir melhor. Não obstante, é preciso que o paciente procure ajuda profissional quando apresentar sintomas. O problema é que falta conhecimento a respeito do assunto. “Por isso a necessidade da difusão de um maior número de informações sobre o distúrbio de ansiedade, para a pessoa ter uma melhor compreensão do que está enfrentando”, diz a médica.
Tipos de ansiedade
Por exemplo, segundo Dra. Tamires, muitos não sabem, mas o distúrbio de ansiedade não acomete todos da mesma forma. Há vários tipos, tais como: o transtorno da ansiedade generalizada (TAG); transtorno do pânico; transtorno da ansiedade social; fobias; transtorno obsessivo compulsivo (TOC); transtorno de estresse pós-traumático (TEPT); e transtorno de ansiedade de separação.
O transtorno de ansiedade geral (TAG), por exemplo, caracteriza-se por preocupação e medo duradouros em razão de diversas situações e acontecimentos. “Os sentimentos ocasionados por essas preocupações se tornam irreais, o que pode afetar o desempenho de quem sofre de TAG em seus esforços diários, devido à incapacidade de controle”, explica Dra. Tamires. Conforme a médica, os sintomas sãos os mesmos da ansiedade comum (dores de cabeça e estômago, irritabilidade, inquietação, fadiga, falta de concentração sudorese, dificuldade para dormir, sensação de destruição constante e iminente) porém mais crônicos e graves.
O transtorno do pânico distingue-se por seus ataques de intenso medo, que podem incluir, entre outros sintomas: tremores, palpitações cardíacas, falta de ar, medo de perder o controle, formigamento, e medo extremo da morte e desgraça iminente. “Os ataques surgem repentinamente e atingem o nível de pânico em minutos, podendo durar horas”, explica Dra. Tamires. Segundo a médica, aqueles que sofrem do transtorno costumam evitar certos lugares, pessoas e situações por medo de que possam desencadear um ataque de pânico.
Evitar a socialização, pelo medo de julgamentos negativos e embaraços públicos é ação mais comum de quem sofre de transtorno de ansiedade social. Dra. Tamires relata que indivíduos que apresentam esse quadro, quando se encontram em situações em que são forçados a interagir com outras pessoas, começam a sentir sintomas físicos extremos de desconforto, como aumento da frequência cardíaca, náusea, tontura e sudorese. “Para ser diagnosticado com esse tipo de transtorno, a pessoa deve apresentar esses sintomas a maior parte do tempo, por pelo menos seis meses”, diz.
As fobias são um sentimento irracional de medo de algo ou de uma situação específica. Existem diversos tipos de fobias, de altura, de aranhas, de voar, de lugares apertados, de multidões etc. Segundo Dra. Tamires, pessoas com fobias tentam ao máximo driblar esses objetos ou situações a fim de evitar ataques de pânico desencadeados por esses medos irracionais, que podem ser incontroláveis. “Para receber o diagnóstico da doença, o medo deve impactar negativamente o cotidiano da pessoa, sendo sentido de maneira excessiva e persistente por pelo menos seis meses”, afirma.
Quem sofre de transtorno obsessivo compulsivo (TOC) apresenta pensamentos ou ações angustiantes e repetitivas, que não conseguem ser evitadas, por mais que se saiba que se trata de uma reação irracional. Conforme Dra. Tamires, indivíduos com TOC buscam justificar suas ações com sentimentos supersticiosos, como, por exemplo, limpar obsessivamente itens pessoais, andar no mesmo padrão, lavar as mãos constantemente, e verificar inúmeras vezes o mesmo objeto, como fogões a gás e interruptores de luz.
O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio de ansiedade que, geralmente, decorre de uma experiência anterior em que houve risco de perder a vida. Segundo Dra. Tamires, os ataques de pânico do TEPT costumam acontecer quando as pessoas são confrontadas com um fator desencadeante que remete ao evento traumático. “Esse quadro, muitas vezes está associado a homens e mulheres que servem ou serviram nas forças armadas, mas pode afetar qualquer pessoa que tenha passada por uma situação de quase morte”, comenta.
Por fim, o transtorno de ansiedade de separação apresenta-se como uma intensa exibição de pânico quando a pessoa experimenta um afastamento de alguém, lugar ou objeto. Conforme Dra. Tamires, os sintomas deste distúrbio são tipicamente observados em crianças pequenas quando separadas das mães ou dos principais cuidadores.
Sobre Dra. Tamires Cruz
Dra. Tamires Cruz, graduada em Medicina (FMJ) e graduada e pós-graduada em Gestão e Administração Hospitalar (Estácio).Pós-graduação em Docência (Estácio), Especialização em Cuidados Paliativos (Instituto Paliar) e Saúde Mental (Estácio) com foco em Ansiedade e Depressão. Mestre e Doutoranda em Saúde Pública (Faculdade de Medicina - ABC/SP).Criadora do Método Saúde de Gigantes, metodologia que já ajudou centenas de pessoas no controle da ansiedade e tratamento da depressão, sem uso de remédios. Autora do Livro: Seja (im)perfeito, Editora Gente.
Informações à Imprensa: Patricia Jimenes (patricia@jimenescomunicacao.com.br)
A manhã de ontem (12) foi de celebração e reconhecimento no auditório João Frederico Ferreira Gomes, da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece). A solenidade de conclusão dos Programas de Residência Médica, Multiprofissional e Uniprofissional do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC), cujas unidades são administradas pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), reuniu autoridades acadêmicas, gestores, preceptores, familiares e poucos mais de 100 especialistas, agora formados pela Instituição.

A cerimônia foi iniciada com homenagem póstuma ao fisioterapeuta Elias Elijeydson de Menezes e à enfermeira Ana Loren Girão Lima, residentes do Programa de Residência Multiprofissional nas áreas de Diabetes e Terapia Intensiva, falecidos neste ano. Em seguida, os presentes acompanharam mensagem em vídeo do vice-presidente da Ebserh, Daniel Beltrammi.
“A Ebserh reúne mais de 3.600 residentes em 45 hospitais universitários. Isso não seria possível sem os nossos mais de 19 mil preceptores. E é uma amostra da força da rede Ebserh e de sua capacidade de entregar saúde, ensino, pesquisa e extensão”, destacou. Beltrammi ressaltou ainda que os hospitais universitários permanecem como espaço de pertencimento e desenvolvimento profissional. “A partir desse momento, vocês poderão integrar nossos quadros nos hospitais universitários e também a docência nas universidades federais. Nossos hospitais serão sempre suas casas do saber”, afirmou.
A mesa solene foi composta pelo reitor da UFC, Custódio Almeida; pela superintendente do Complexo Hospitalar da UFC, Josenília Gomes; pelo pró-reitor adjunto de Pesquisa e Pós-Graduação, Luiz Lopes; pelo diretor da Faculdade de Medicina, João Macêdo; pela gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário Walter Cantídio, Virgínia Cortez; pelo gerente de Atenção à Saúde da Maternidade-Escola Assis Chateabriand, Edson Lucena; pelo gerente de Ensino e Pesquisa do Complexo Hospitalar, Renan Montenegro Júnior; pelo chefe do Setor de Gestão do Ensino e representante da Comissão de Residência Médica, Rômulo Lobo; e pela presidente da Comissão de Residência Multiprofissional em Saúde, Andréa da Nóbrega.
Em seu discurso, Andréa da Nóbrega lembrou que 2026 é também um marco histórico para a Instituição. “Este ano celebramos 20 anos dos programas de Residência em Área Profissional da Saúde na UFC. A primeira foi a de Farmácia Hospitalar, em 2006, idealizada pela Dra. Geny Neri”, recordou. Ela destacou ainda a presença de residentes estrangeiros, fruto de projetos de internacionalização com Cabo Verde e do programa Ebserh Brasil-Angola, além da recente conquista de bolsas do Ministério da Saúde para programas de Neonatologia, Pediatria e Oncohematologia.

Rômulo Lobo dirigiu-se aos concluintes com uma mensagem de encorajamento. “Agora, muitos de vocês estarão pela primeira vez totalmente ‘soltos’ no sistema. Profissionais plenos e donos de suas trajetórias. Isso é gratificante, mas também pode ser assustador. As portas do Complexo seguem abertas para vocês”, afirmou, lembrando que parte dos egressos permanecerá na instituição como pós-graduandos ou futuros preceptores.
Em tom de gratidão institucional, Renan Montenegro Júnior agradeceu o apoio da Alece, na pessoa do presidente Romeu Aldigueri, pela cessão do espaço, e destacou o trabalho coletivo que sustenta a formação em serviço. “Quem faz a residência é o residente, em vários sentidos, mas não só. Agradecemos aos professores, colaboradores e profissionais que fazem nossos hospitais funcionarem, muitas vezes de forma silenciosa”, pontuou.
A superintendente Josenília Gomes, emocionada, ressaltou o vínculo construído ao longo da trajetória formativa. “Muitos aqui foram meus alunos na graduação. Como professora, é um orgulho enorme celebrar a finalização de mais um ciclo na vida de vocês. Obrigada por terem confiado nos nossos hospitais para realizar essa formação”, disse.
Representando os residentes, a oradora da Residência Multiprofissional, Ana Raquel Lima, falou sobre os laços criados no cotidiano hospitalar. “Vivemos este hospital intensamente. Criamos vínculos, acumulamos histórias e cicatrizes que nos transformaram. Hoje deixamos de ser apenas residentes para nos tornarmos profissionais ainda mais conscientes de nosso papel na sociedade”, declarou.
Já o orador da Residência Médica, Narcílio Damasceno, relembrou os desafios enfrentados desde o início da jornada. “Não foi fácil. Sistemas, plantões, sonhos, muitos sonhos. Fomos tomados por tantas obrigações que, às vezes, quase esquecemos por que estamos aqui. Que nunca esqueçamos de quem sonhou junto conosco”, afirmou, em discurso marcado por emoção e leveza.
Em sua fala, o professor Custódio Almeida sublinhou o significado institucional da certificação conferida aos concluintes. “A partir de hoje, vocês carregam a chancela da maior e mais antiga universidade do Estado do Ceará. E isso não é apenas um título. É quase um pacto”, afirmou. Destacando o papel estratégico do Complexo Hospitalar da UFC, em parceria com a Ebserh, reforçou: “Somos hospital de ensino, de assistência e de pesquisa. Vocês foram talhados dentro do Sistema Único de Saúde – e eu gostaria de puxar uma salva acalorada de palmas para o SUS”.
O reitor concluiu lembrando que a experiência vivida durante a residência ultrapassa qualquer certificação formal. “Cada um de vocês sai daqui com uma especialidade e com uma vivência que os marcará para sempre. Tatuagens podem ser removidas, rostos podem mudar, mas a experiência de ser residente formado na UFC é perene, única e inextinguível”, finalizou.

TÍTULOS CONCEDIDOS - O programa de Residência Médica formou 154 médicos anestesiologistas, cardiologistas, cirurgiões gerais, cirurgiões plásticos, cirurgiões vasculares, clínicos gerais, coloproctologistas, dermatologistas, ecocardiografistas, endocrinologistas, endocrinologistas pediátricos, endoscopistas digestivos e ginecológicos, gastroenterologistas, geriatras, hematologistas, infectologistas, médicos de família e comunidade, especialistas em medicina do sono, em medicina fetal, em medicina intensiva, em medicina legal e perícia, em medicina paliativa, em neurofisiologia, em nutrição parenteral e enteral, nefrologistas, neurologistas, obstetras e ginecologistas, ortopedistas e traumatologistas, otorrinolaringologistas, patologistas, pediatras, pneumologistas, psiquiatras de adultos e de crianças e adolescentes (são duas residências diferentes), radiologistas e reumatologistas.
Já os Programas de Residência Multiprofissional e Uniprofissional em saúde titularam 55 especialistas em cirurgia bucomaxilofacial, diabetes, enfermagem obstétrica, estomaterapia obstétrica, oncohematologia, saúde da mulher e da criança, saúde mental, terapia intensiva e transplante.
Fonte: Gabinete da Reitoria - e-mail: greitor@ufc.br
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| Registro familiar ao pés do Visconde de Saboia patrono do Curso |
Um dos momentos mais sublimes da cerimônia foi o simbolismo do jaleco sendo entregue pelas mãos do seu pai, o Prof. Dr. Ribamar Fernandes. Após 20 anos de magistério na Medcina de Sobral da UFC, o destino reserva ao professor a satisfação imensurável de, em breve, ter em sua sala de aula a própria filha.
O jaleco que Joyna agora veste não é apenas uma roupa formal do curso médico, é, sim, o símbolo de uma vocação que corre nas veias dos Fernandes em salvar vidas. A luz que Joyna sempre trouxe à família agora se transforma em compromisso com a ciência e com a vida.
Com o apoio incondicional do seu pai, Dr. Ribamar Fernandes (oftalmologista), da sua mãe Yana Brena, do seu irmãoThierry, seus avós, familiarrs e amigos, Joyna Fernandes inicia sua caminhada na Medicina eivada de expectativas.
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Prof. Ribamar Fernandes durante discurso de acolhida aos calouros e Prof Paulo Roberto com Joyna Lima |
Assim, o Curso de Medicina de Sobral da UFC a recebe de braços abertos, compartilhando da mesma emoção com a família.
O Implanon é um dos métodos contraceptivos mais discretos disponíveis hoje. Trata-se de um pequeno bastão inserido sob a pele do braço, liberando hormônios que impedem a ovulação. Ele não é visível a olho nu, mas você pode senti-lo ao tocar a área onde foi inserido.
Esse é um dos motivos pelos quais muitas mulheres escolhem o Implanon, além da sua alta eficácia, ele é ideal para quem busca praticidade e segurança no planejamento familiar.
Mas lembre-se, antes de decidir pelo Implanon, é importante conversar com a sua ginecologista para entender se esse é o método mais adequado para você e seu estilo de vida. 🌿
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Responsável técnico pelas informações: Dra. Carla Macedo
📞(88) 3677.2312 / 88 9.9318-4038(WhatsApp)
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O município de Sobral passou a disponibilizar gratuitamente o Implanon, método anticoncepcional de longa duração, nos Centros de Saúde da Família (CSFs). O acesso ao dispositivo é realizado por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com eficácia superior a 99% na prevenção da gravidez, o Implanon é um pequeno implante inserido no braço por meio de um procedimento simples e rápido. O método oferece proteção contraceptiva por até três anos e passa a integrar as ações de planejamento reprodutivo desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde do município.
De acordo com a gestão municipal, a indicação do método segue os critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Para receber orientações e passar pela avaliação necessária, as pessoas interessadas devem procurar o Centro de Saúde da Família responsável pela sua área de atendimento.
A iniciativa busca ampliar o acesso da população a métodos contraceptivos seguros, fortalecendo as políticas públicas de cuidado com a saúde sexual e reprodutiva oferecidas pela rede municipal de saúde.
Fonte: Sobral Em Revista (https://sobralemrevista.com.br
Por anos, o médico Dr. Menachem Jacobs acreditou que descansar significava simplesmente dormir.
Durante a residência no Yale New Haven Hospital, nos Estados Unidos, ele se esforçava para obter descanso suficiente, algo que raramente acontecia. Ainda assim, mesmo quando conseguia dormir a noite inteira, não experimentava a recuperação esperada. O corpo podia até desacelerar, mas sua mente não.
“Minha mente não parava de repassar os prontuários dos pacientes”, relatou. “Nem mesmo ficar sentado no sofá ajudava.”
Foi então que começou a compreender algo que poucos profissionais reconhecem: o verdadeiro descanso exige mais do que apenas se deitar. É preciso interromper os padrões mentais repetitivos que a prática médica impõe e que mantêm os médicos em constante estado de alerta.
Foi então que o Dr. Menachem começou a fazer trilhas. Durante o percurso, a necessidade de atenção ao solo e ao terreno exige um tipo de foco que ancora a mente no momento presente. A atividade física, segundo ele, ajuda a organizar os pensamentos.
Ao retornar ao trabalho após uma trilha, a diferença se torna evidente. Ele se sente mais estável, menos reativo e mais capaz de se concentrar na pessoa à sua frente. Em uma profissão que se baseia na vigilância constante, esse tipo de desconexão deliberada tem se tornado essencial.
Mas se a estratégia é aparentemente simples, por que tantos médicos têm dificuldade em colocá-la em prática?
A educação médica sempre valorizou a resistência. Desde os primeiros anos, os médicos são ensinados a perseverar apesar da fadiga. Jornadas extensas, plantões noturnos e responsabilidade constante são tratados como ritos de passagem. Na cultura médica, a privação crônica de sono é frequentemente interpretada como uma prova de que o trabalho está sendo feito corretamente.
Nesse contexto, a lição implícita é que um bom médico não tem necessidades, ou ao menos não as reconhece. Com o tempo, esse tipo de expectativa se internaliza profundamente.
“Na medicina, o descanso costuma ser tratado como fraqueza, e não como prioridade”, afirmou a Dra. Stacey Elliott, psiquiatra que atende médicos nos EUA. “Na melhor das hipóteses, ele é colocado em segundo plano; na pior, é ativamente rejeitado."
A Dra. Stacey observa regularmente as consequências desse padrão em seus pacientes e em sua própria experiência. Segundo ela, descansar não é algo que a maioria dos médicos se permite espontaneamente. Trata-se de uma decisão deliberada, que exige confrontar a cultura na qual esses profissionais foram formados.
Muitos médicos entrevistados pelo Medscape descreveram a dificuldade em reconhecer o próprio esgotamento, pois a exaustão havia se tornado o estado habitual e deixado de ser percebida como um sinal de alerta.
Essa normalização dificulta intervenções posteriores, explicou a Dra. Stacey. Quando se tornam médicos assistentes, muitos já passaram uma década ou mais excedendo seus próprios limites.
Parte do problema é que, na medicina, o descanso costuma ser reduzido a formas passivas de distração após a exaustão. Depois de um longo plantão, alguns médicos gostam de navegar na internet, maratonar séries ou se isolar. Essas atividades podem ser distrativas, observou a psiquiatra, mas dificilmente promovem uma recuperação verdadeira.
O Dr. Tait Shanafelt, médico, diretor de bem-estar na Stanford Medicine, nos EUA, e um dos principais pesquisadores norte-americanos sobre esgotamento entre médicos, passou anos estudando os preditores de sofrimento psíquico nesses profissionais. Um dos fatores mais importantes não é a personalidade nem a resiliência, mas a capacidade de realmente se desconectar do trabalho.
Em um estudo de 2024 publicado no periódico JAMA, o Dr. Tait e outros pesquisadores verificaram que os médicos que tiravam menos de 15 dias de férias por ano tinham uma probabilidade significativamente maior de apresentar esgotamento. Aproximadamente um em cada cinco participantes havia tirado menos de uma semana de férias no ano anterior — um achado pouco surpreendente.
Os pesquisadores constataram ainda um dado particularmente relevante: o risco de esgotamento era ainda maior entre médicos que não tinham alguém designado para gerenciar seus e-mails enquanto estavam ausentes ou que dedicavam mais de 30 minutos por dia a demandas de trabalho durante as férias.
“Esses achados ilustram a importância de se desconectar do trabalho a fim de recarregar as energias”, afirmou o Dr. Tait. “Para que isso ocorra, são necessárias ações tanto institucionais quanto individuais.”
Segundo o pesquisador, muitas redes de saúde investiram fortemente em iniciativas de bem-estar, mas mantiveram a carga de trabalho praticamente inalterada. Aulas de ioga e aplicativos de atenção plena coexistem com e-mails quase onipresentes e agendas que tornam a desconexão quase inviável.
Os impactos vão além do bem-estar dos médicos. O esgotamento profissional tem sido consistentemente associado a taxas mais elevadas de erros, menor satisfação do paciente e maior rotatividade em diversas especialidades. Nessas condições, a atenção se reduz, a tomada de decisões se torna mais lenta e a empatia é comprometida.
As pesquisas do Dr. Tait também mostraram que médicos com esgotamento têm probabilidade significativamente maior de reduzir a carga de atendimento clínico ou até mesmo abandonar a prática médica, agravando a escassez de profissionais que muitos sistemas de saúde já enfrentam.
Parte do problema é que a medicina muitas vezes interpreta erroneamente o termo "descanso".
“Com frequência, ele é confundido com dissociação, uma espécie de desconexão mental completa de si mesmo e do ambiente”, explicou a Dra. Stacey. O verdadeiro descanso, argumenta ela, requer intenção. Descansar significa permitir que o sistema nervoso desacelere, e não apenas substituir um tipo de estímulo por outro.
Para a psiquiatra, a recuperação mental genuína é intencional, ainda que em pequenas doses, e pode ser alcançada por meio práticas simples, como meditar por 10 minutos ou sentar-se ao ar livre sem usar o celular. Ler um livro ou brincar com os filhos sem recorrer a dispositivos eletrônicos também são bons exemplos. Em essência, trata-se de atividades que favorecem a presença, em vez da produtividade.
Ela incentiva outros médicos a programarem o descanso da mesma forma que agendam atendimentos ou reuniões, não como uma recompensa por concluir todas as tarefas, mas como uma parte inegociável do dia.
O Dr. Jordan Spencer, psiquiatra que atua nos EUA, faz uma distinção semelhante entre o que chama de recuperação passiva e recuperação ativa. Segundo ele, simplesmente “desligar-se do mundo” não é suficiente. O descanso, assim como o treinamento físico, exige esforço.
“É preciso descansar com a mesma intensidade com que se trabalha”, afirmou, citando atletas de elite que incorporam períodos estruturados de recuperação aos seus programas de treinamento. Atletas olímpicos incluem rotinas de massagem e alongamento em seus cronogramas, pois submeter o corpo a esforço contínuo sem pausas adequadas leva a lesões. O mesmo princípio se aplica aos médicos, segindo ele, ainda que a natureza do trabalho seja diferente.
Para muitos profissionais, essa compreensão chega tarde. Após anos funcionando em constante estado de esgotamento, o descanso parece algo estranho ou até mesmo desconfortável. Inclusive, aprender a descansar muitas vezes exige desaprender parte do que a formação médica ensinou.
Mesmo quando os médicos entendem o que é o verdadeiro descanso, muitos atuam em ambientes que o dificultam, mantendo-os em estado de alerta constante.
Os hospitais são projetados para maximizar a eficiência e a prontidão contínua. Iluminação intensa, atividade constante e prontuários eletrônicos que estendem a jornada de trabalho para além do hospital reforçam uma mentalidade crônica de produtividade, mesmo fora do horário formal de trabalho.
Muitas dessas escolhas de design dos ambientes assistenciais foram feitas com boas intenções, apontou o Dr. Upali Nanda, Ph.D., sócio e vice-presidente executivo da empresa de design HKS, que estuda o design de serviços de saúde e o bem-estar das equipes assistenciais. Estações de trabalho centralizadas favorecem a comunicação; iluminação intensa reduz erros; espaços abertos ampliam a visibilidade. No entanto, com o tempo, essas características podem contribuir para a sobrecarga sensorial, sobretudo quando não há locais confiáveis que permitam sair do estado de alerta máximo.
As pesquisas do Dr. Upali mostraram que o acesso à natureza, à arte e à interação social pode ser cognitivamente restaurador, mesmo quando oferecido por curtos períodos. Contudo, esses elementos só geram impacto quando integrados aos espaços de uso cotidiano.
“Elementos de descanso e recuperação precisam ser incorporados às áreas onde as pessoas já passam uma parcela significativa do tempo”, afirmou ela, citando locais de circulação e postos de enfermagem como exemplos.
O Dr. Mark Linzer, médico e diretor do Institute for Professional Worklife na Hennepin Healthcare, nos EUA, também destacou as limitações de tratar o descanso como um benefício opcional, em vez de parte integrante do trabalho. Em suas pesquisas, o descanso só se torna possível quando a estrutura do trabalho o permite.
Segundo ele, a eficiência de forma isolada não é suficiente. Sem mudanças no ritmo de trabalho e na cobertura das atividades, até mesmo as iniciativas de descanso mais bem-intencionadas tendem a falhar. “Mudanças estruturais que viabilizem períodos de descanso, pausas e cochilos podem ser muito úteis”, afirmou, sobretudo em cenários nos quais os médicos se sentem pressionados a ignorar o cansaço e a trabalhar além dos próprios limites.
Em conjunto, os achados do Dr. Upali e do Dr. Mark apontam para a mesma conclusão: promover o descanso na área da saúde depende menos da criação de espaços simbólicos e mais da reformulação da forma como o trabalho é organizado. Sem ajustes no ritmo, na carga de trabalho e na eficiência operacional, até mesmo intervenções de design cuidadosamente planejadas dificilmente produzirão impacto significativo.
Para alguns médicos, a discussão sobre descanso vai além da logística e adentra o campo dos valores pessoais. Reaprender a descansar pode exigir não apenas mudanças na rotina, mas também uma transformação fundamental da própria identidade.
A enfermeira Tavi Schlueter, que atua em colaboração com médicos nos EUA, apontou que o descanso na área da saúde costuma ser definido de maneira bastante restrita. “Muitas vezes, ele se resume ao número de horas de sono, em vez de uma recuperação genuína”, afirmou. Descansar ainda parece algo radical na medicina, acrescentou, pois a resistência costuma ser equiparada à competência.
Segundo a enfermeira, o descanso efetivo envolve estabelecer limites e libertar-se da pressão pela produtividade. “Essas escolhas podem não parecer convencionais”, disse ela, “mas são essenciais para a sustentabilidade [da profissão]”.
“Enquanto o descanso não for tratado como uma questão relacionada à segurança do paciente e uma estratégia de retenção de profissionais, e não como uma fraqueza pessoal, ele continuará sendo percebido como algo contrário à cultura dominante”, afirmou Tavi.
Essa tensão se intensifica à medida que a assistência à saúde passa a ser cada vez mais moldada por prioridades corporativas. Metas de produtividade, códigos de faturamento e métricas de eficiência deixam pouco espaço para a recuperação dos médicos, mesmo quando as demandas emocionais associadas ao cuidado se tornam mais intensas.
Para médicos que atuam em ambientes altamente focados na produtividade, optar pelo descanso pode soar como um ato de rebeldia silenciosa. Essa escolha desafia a crença de que, para cuidar de alguém, é necessário se autoanular.
Para o Dr. Menachem, o descanso deixou de ser algo a ser encaixado na rotina apenas após o término do trabalho; passou a ser encarado como parte intrínseca da própria atividade profissional.
A Dra. Stacey entende o descanso como algo que precisa ser planejado e protegido, sobretudo em uma profissão que facilmente ocupa toda e qualquer brecha disponível. Em sua avaliação, o descanso não funciona como recompensa após a conclusão das tarefas, mas como condição para manter um bom desempenho.
Essa diferença importa. Nas entrevistas, o descanso raramente é descrito como uma forma fuga. Pelo contrário, é definido como uma prática de preservação — algo que torna o trabalho sustentável. Essa perspectiva contraria um mito antigo do profissionalismo médico: o ideal do profissional incansável e abnegado, sempre disponível e disposto a ignorar o próprio cansaço. Nesse modelo, a fadiga é algo esperado, e a recuperação, sempre adiada. O custo pessoal passa a ser tratado como parte do trabalho.
No entanto, uma definição diferente vem ganhando espaço, baseada na competência, e não na resistência. Ser competente exige raciocínio preciso e controle emocional, o que implica reconhecer quando a capacidade de julgamento está comprometida pelo esgotamento. Sob essa ótica, o descanso não é um luxo nem uma escolha de estilo de vida, mas uma prática de segurança.
A medicina depende de profissionais capazes de pensar com clareza sob pressão e de permanecer emocionalmente disponíveis em situações difíceis. Essa capacidade não nasce do trabalho em estado de exaustão; ela depende de reconhecer o momento de parar, recuar e se recuperar.
O descanso não é o oposto de profissionalismo. Na verdade, pode ser uma de suas expressões mais claras.
Este conteúdo foi traduzido do Medscape