sexta-feira, 27 de março de 2026

Saúde da Pele - Drª Fernanda Nobre (Dermatologista)

CUIDE DA SUA SAÚDE   

SAÚDE DA PELE (DERMATOLOGIA)

Drª. Fernanda Nobre

Dermatologista

Atendimento na Clínica Vesalius

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

  Agendamentos (88) 9.9480-6813


Santa Casa de Sobral entrega 64 novas poltronas para setor de hemodiálise

 


Os pacientes da hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Sobral foram surpreendidos com balões e aplausos na manhã da segunda-feira (23/3). A acolhida especial marcou a entrega de 64 novas poltronas destinadas ao setor, que foram adquiridas no mês de janeiro, mas entregues agora em março. A renovação completa do mobiliário foi realizada com recursos provenientes de doações.

Entre as principais fontes de doações financeiras para a Santa Casa está a parceria com a Enel, por meio do projeto Doe com Misericórdia, que possibilita a contribuição voluntária diretamente na conta de energia elétrica. Outra ação permanente é a campanha Seu Troco Vale Vida, realizada por meio do PIX do hospital.

As novas poltronas são do modelo Flex Clínica, projetadas para oferecer conforto e ergonomia durante sessões prolongadas de hemodiálise. Equipadas com comandos reclináveis, possuem estrutura reforçada, braços rebatíveis, rodízios e revestimento resistente a produtos hospitalares. Os modelos suportam até 200 kg, sendo adequados para ambientes hospitalares e de cuidados contínuos.

O nefrologista e coordenador médico do Eixo de Cuidado Clínico da Santa Casa, Cristiano Araújo, reforçou a importância da iniciativa. “Reconhecemos o empenho da direção da Santa Casa em oferecer as melhores condições para os pacientes portadores de doença renal crônica que fazem o tratamento na unidade de hemodiálise. O conforto começa no acolhimento dentro da unidade, assim como também uma melhor acomodação. São pacientes que permanecem deitados numa poltrona por quatro horas por sessão, três vezes por semana”, destaca.

O médico também ressaltou que a unidade de hemodiálise da Santa Casa vem passando por esse processo contínuo de modernização para dar melhor qualidade de tratamento aos pacientes. “Recentemente, adquirimos novas máquinas, tivemos uma nova climatização das salas de hemodiálise com a aquisição de novos aparelhos de ar-condicionado e agora com novas poltronas garantimos um melhor tratamento aos nossos pacientes com melhor conforto no momento que ficam na máquina de hemodiálise”, completa.

Entre os pacientes, a avaliação é positiva, com destaque para a melhoria no bem-estar durante as sessões. 

Saiba como ajudar

A Santa Casa de Misericórdia de Sobral segue aberta a receber doações e convida a população a fazer parte dessa corrente do bem. Doe qualquer valor e ajude a Santa Casa a continuar salvando vidas todos os dias.
PIX: doesantacasa@stacasa.com.br


Fonte: https://sobralemrevista.com.br/ 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS

Pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico

O cuidado humanizado é uma diretriz do SUS (Foto: Agência Brasil)

O Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram uma parceria para que o laboratório público brasileiro passe a produzir medicamento avançado contra o câncer a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde.

O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico para identificar e combater as células cancerígenas. Além disso, é uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, e tem demonstrado grande eficácia.

O remédio já vem sendo comprado pelo Ministério de Saúde, diretamente da MSD, e é usado no SUS, para o tratamento de alguns pacientes com melanoma metastático, tipo de câncer de pele agressivo e que se espalha para outros órgãos.

De acordo com a Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, aproximadamente 1,7 mil pessoas são atendidas por ano, a um custo de R$ 400 milhões.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) vai avaliar a inclusão no tratamento de casos de câncer de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão. A MSD calcula que isso aumente a demanda para cerca de 13 mil pacientes por ano.

Fernanda de Negri explica que um dos benefícios da parceria é a possibilidade de diminuição de custos, pois o contrato prevê a transferência gradual de tecnologia, para que, em alguns anos, o Butantan possa assumir a produção do medicamento. Outros benefícios são a prioridade no fornecimento e o desenvolvimento tecnológico.

"O objeto dessa parceria é uma molécula nova, e o Butantan vai desenvolver a capacidade de produzir esta molécula e acima de tudo desenvolver a competência para produzir outras moléculas similares no futuro."

Segundo ela, a produção nacional deixa o paciente mais seguro. "A gente produzir aqui deixa o paciente brasileiro com mais garantias de que esse medicamento não vai faltar por conta de eventos externos que causem a interrupção de cadeias logísticas."

Concorrência
A parceria é resultado de edital com o objetivo de promover a cooperação entre entidades privadas, públicas e científicas com o objetivo de desenvolver ou absorver tecnologias que favorecem o SUS. O edital faz parte de uma estratégia nacional que pretende nacionalizar a produção de 70% dos insumos de saúde utilizados no SUS, em até 10 anos.

O diretor executivo de Relações Governamentais da MSD Brasil, Rodrigo cruz, explica que o processo de transferência de tecnologia do pembrolizumabe para o Butantan vai começar assim que as novas inclusões do medicamento no SUS forem aprovadas. A incorporação das etapas de produção será feita gradualmente ao longo de dez anos.

"No começo, a é que eles aprendam como se faz a rotulagem, o envase, para depois passar para formulação e aí sim chegar à etapa final que é a produção do medicamento em si. Todas as etapas estão previstas dentro do projeto. Leva até oito anos para produzir o Ifa [ingrediente farmacêutico ativo] nacional e, a partir daí, finalizar o remédio 100% nacional."

O anúncio da parceria foi feito durante o evento Diálogo Internacional - Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, realizado no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da abertura de maneira remota, e ressaltou a importância das parcerias para o desenvolvimento do país.

"Não tem como enfrentar esses desafios sem forte cooperação internacional. A saúde deixou de ser apenas uma política social e passou também a ser um eixo central do desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e geração de empregos qualificados."

O ministro destacou ainda a cadeia estrutural do sistema público de saúde brasileiro. "O SUS não é apenas o maior sistema público universal do mundo, mas também um dos maiores mercados estruturados do planeta em escala, previsibilidade, demanda e capacidade de absorção tecnológica." (Agência Brasil)

quarta-feira, 25 de março de 2026

Estudo da UFC sobre capacete Elmo é publicado em uma das principais revistas de pneumologia do mundo


Imagem: Equipamento de laboratório utilizado para testes de máscaras respiratórias. No centro da imagem há uma cabeça de manequim dentro de uma câmara transparente de plástico, semelhante a um cilindro. O manequim está conectado a tubos e válvulas que simulam respiração. A base do equipamento é azul e o conjunto está sobre uma bancada de laboratório, com outros equipamentos
O estudo envolveu 1.685 pacientes tratados com o Elmo, sendo essa uma das maiores amostras no mundo em pesquisas relacionadas ao uso de capacetes de suporte ventilatório (Foto: Ribamar Neto/UFC)

 

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso clínico no fim de 2020, durante o pico da segunda e mais mortal onda de covid-19 no país, o capacete Elmo – dispositivo de suporte ventilatório não invasivo idealizado e desenvolvido no Ceará – tem sido alvo de estudos para validação e aprimoramento desde então.

Agora, um novo estudo soma-se a esse cenário de investigações, trazendo evidências consideradas de alto impacto sobre sua aplicação e eficácia. Coordenada pelo médico Marcelo Alcântara, professor da Faculdade de Medicina (Famed) da UFC e idealizador do Elmo, a pesquisa analisou dados de 1.685 adultos diagnosticados com covid-19 e insuficiência respiratória hipoxêmica aguda, que receberam suporte respiratório com o uso do equipamento, entre novembro de 2020 e novembro de 2021.


O objetivo foi avaliar fatores relacionados à necessidade de intubação endotraqueal (ETI) e à mortalidade hospitalar, mesmo após o uso do dispositivo. Robusto, o estudo foi considerado de forte rigor metodológico e alta precisão estatística, e, em fevereiro deste ano, teve seus resultados publicados na Chest, uma das principais revistas científicas do mundo especializada em pneumologia, no artigo "Helmet-CPAP in 1,685 Covid-19 Patients: Outcomes and Predictors of Success in a Resource-Limited Multicenter Cohort".

DADOS – Segundo os achados, entre todos os pacientes da pesquisa, 63% não precisaram de intubação; já a taxa de mortalidade hospitalar foi de 24%,  ocorrendo quase exclusivamente entre os pacientes intubados.

O estudo também apontou fatores de proteção contra ETI, incluindo idade mais jovem, maior relação PaO₂/FiO₂ (índice que mede eficiência da oxigenação sanguínea e a troca gasosa pulmonar), menos eventos adversos e tratamento em hospital público. Já entre os fatores que aumentavam o risco de intubação e mortalidade estavam idade avançada, comorbidades, níveis aumentados de LDH, ureia e creatinina.

De acordo com os pesquisadores, esses resultados indicam que as características clínicas basais e a resposta fisiológica precoce são determinantes do sucesso do uso do Elmo e podem orientar a seleção e o monitoramento de pacientes em ambientes com recursos limitados (com pouco acesso a recursos de saúde por questões socioeconômicas).

Para reduzir a correlação entre os fatores avaliados (que pode distorcer estimativas e prejudicar a interpretação dos dados), eles foram separados em quatro domínios clínicos:

  • características intrínsecas do paciente (idade, sexo, IMC, comorbidades); 
  • dados relacionados à gravidade do acometimento pulmonar e momento da intervenção (como saturação periférica de oxigênio, tempo de sintomas e escore de falência dos órgãos);
  • valores relacionados ao comprometimento sistêmico (extrapulmonar) do corpo, como LDH, ureia, creatinina, diuréticos, hemoglobina e plaquetas;
  • dados ligados à resposta ao uso do Elmo (medição de PaO₂/FIO₂ após 2–24h, pH, HCO₃ e eventos adversos como claustrofobia e boca seca).

“Ao separarmos essas quatro categorias, conseguimos fazer uma análise muito interessante e descobrir quais variáveis, dentro de cada categoria, interferem no resultado final (evitar intubação e a mortalidade hospitalar), sendo esse um dos pontos fortes do estudo”, explica Marcelo Alcântara.

“Por exemplo, vimos que a idade é um fator determinante no resultado final. Ou seja, pacientes mais idosos tratados com o capacete, em um cenário parecido com o que foi estudado, têm maior risco de necessitar de intubação. E assim nós conseguimos encontrar vários preditores que podem ser testados e avaliados em estudos futuros”, completou.

CONQUISTA – O docente chama atenção para a importância de publicar o estudo na Chest. “É um periódico da American College of Chest Physician (Colégio Americano de Médicos do Tórax), associação muito tradicional dos EUA. A revista tem bastante prestígio e critérios de revisão bem mais rigorosos. Mais de três revisores participaram da análise do nosso trabalho nos mínimos detalhes, e no final o artigo foi elogiado por eles”, comemora Marcelo.

Para ele, uma publicação desse nível motiva a equipe a continuar trabalhando e tentando captar recursos. “Seguimos pesquisando o uso do Elmo em outras situações. Por exemplo, em pacientes que estão na emergência com insuficiência respiratória de outras causas que não covid, relacionadas a doenças pulmonares, doenças cardíacas, ou em pacientes que fazem cirurgias grandes e, no no pós-operatório, precisam de um suporte respiratório”, pontua.

Considerado um dos maiores exemplos de inovação em saúde no Ceará, o capacete Elmo foi viabilizado a partir de uma articulação entre universidades, Governo do Estado e setor empresarial. “Durante a pandemia conseguimos aplicá-lo em milhares de pacientes em um cenário de limitações, com falta de respiradores, falta de máscaras e outros itens. Muitas vezes, o capacete foi a única solução acessível. E ver agora, provado por A mais B, que a imensa maioria desses pacientes se beneficiou, sem precisar evoluir para uma intubação, é muito gratificante”, avalia Marcelo.

Fonte: Marcelo Alcântara, professor do Departamento de Medicina Clínica da Famed/UFC – fone: (85) 3366.8052 

terça-feira, 24 de março de 2026

Sobre inchaço nas pernas - (Dr. Elpidio Ribeiro - Cirurgião Vascular e Endovascular)


 

Inchaço pode ser passageiro ou ser um constante aviso de que algo não vai bem com o nosso corpo. Nas duas hipóteses, o primeiro pensamento é: como amenizar esse desconforto?

E aqui vão algumas dicas para você usar enquanto o dia da consulta com o médico não chega:

🦶 Dica 2: Elevar os pés ao dormir.

Ao se deitar, deixar os pés por cerca de 15 centímetros acima do nível do coração, facilita a circulação.

🦵 Dica 1: Exercite a panturrilha.

Estimular o músculo da “batata da perna” com movimentos circulares, corrida ou uma leve caminhada já melhora o fluxo sanguíneo.

📱 Agende sua consulta

(88) 99802.7000

Consulte um Especialista

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Dr. Elpidio Ribeiro (CREMEC: 16.907 / RQE-CE: 11.221) - É cirurgião Vascular e Endovascular com atuação na cidade de Sobral (CE). Faz parte do corpo clínico do serviço de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Regional Norte e da equipe de cirurgia vascular para acessos vasculares do serviço de hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Sobral.

Realiza atendimento no Instituto de Saúde São Francisco no São Lucas Medical Center, no Hospital Unimed Sobral e na Clínica Boghos Boyadjian Sobral.

Resumo do currículo:

- Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará - campus Sobral (UFC-Sobral).

- Residência Médica em Cirurgia Geral pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP).

- Residência Médica em Cirurgia Vascular pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP).

- Residência Médica em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular d Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP).

- Doutorando do Departamento de Cirurgia e Anatomia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP).

- Título de Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e Associação Médica Brasileira (AMB).

SERVIÇO

Instituto de Saúde São Francisco 

São Lucas Medical Center - Salas 106/107

Av. Monsenhor Aloísio Pinto, 1362. Sobral - Ceará

Fone:  (88) 99802.7000

E-mail: elpidioribeiro@outlook.com

Nas redes sociais, siga o Dr. Elpidio Ribeiro pelos canais do Facebook e Instagram @institutodesaudesaofrancisco

https://linktr.ee/institutodesaudesaofrancisco

Registro de atualidade do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Início das atividades do Espaço Novo Acadêmico (ENA) no ano de 2026)



ATUALIDADE  - Na noite da segunda-feira (16/03) o ENA (Espaço Novo Acadêmico), um dos primeiros projetos de extensão  do Curso de Medicina da UFC, acolheu os novos alunos que passaram na seleção para 2026. Também foram acolhidos os novos acadêmicos selecionados para atuarem como professores do ENA. 
 

O ENA foi criado em 2005 e nasceu do protagonismo dos primeiros egressos que queriam ir além da sala de aula. O que começou como uma iniciativa discente, superando barreiras à época, tornou-se um importante projeto de extensão da UFC em Sobral, servindo como uma ponte  entre a universidade e a comunidade. 
O projeto funciona como um cursinho pré-vestibular totalmente gratuito, com o material doado pelo Colégio Farias Brito (FB) onde os próprios acadêmicos de Medicina da UFC-Sobral assumem o papel de professores. Mais do que passar conteúdo, eles compartilham vivências e servem de inspiração para jovens que, muitas vezes, não viam o ensino superior como uma realidade próxima.  Ao longo de duas décadas, centenas de jovens sobralenses e da região conseguiram furar a bolha social e ingressar em cursos como Medicina, Direito, Odonto,  Engenharias,  transformando não apenas o próprio futuro, mas o de suas famílias. Nesta perspectiva, o Espaço Novo Acadêmico é um pilar fundamental da extensão universitária da UFC em Sobral.

Ao longo de de duas décadas, centenas de jovens sobralenses conseguiram furar a bolha social e ingressar em cursos como Medicina, Direito e Engenharia, transformando não apenas o próprio futuro, mas o de suas famílias. É o ensino superior devolvendo à sociedade o investimento em forma de esperança e cidadania para os alunos das escolas públicas e aqueles de baixa renda. 
 

Atualmente, o ENA conta com a participação dos seguintes acadêmicos: Emanuelle Sousa (coordenadora), Ana Livia Mesquita ,  Áquila Otniel, José Alison, Janiele Gomes. Ilian Barbosa, Murilo Cidade, Kaio Hariel , Ulisses Marineli, Aarão Brandão, Francisco José, Luiz Lima, Anny Furtado, Lairton Assunção e Lunarha Costa. O projeto tem como docente responsável a Profª Carla Roberta Macedo. "Sempre acolhemos os novos alunos do ENA com muita alegria e entusiamo" diz Emanuelle Sousa.
 
 

O que a saúde da sua boca pode revelar sobre risco de infarto

Problemas aparentemente simples na boca podem estar associados ao risco de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral, e afetar outros órgãos, mas cuidados simples e acompanhamento regular ajudam a prevenir complicações

(Foto: Arquivo pessoal)

Problemas aparentemente simples na boca podem ter impacto direto em órgãos vitais, como o coração e o cérebro. O alerta de especialistas chama atenção para uma relação ainda pouco percebida pela população: a conexão entre saúde bucal e doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Infecções como gengivite e periodontite não se limitam aos dentes e à gengiva. Quando não tratadas, essas condições permitem que bactérias entrem na corrente sanguínea e desencadeiem processos inflamatórios em todo o organismo. Esse processo inflamatório contínuo pode contribuir para o agravamento de doenças já existentes e aumentar o risco de complicações cardiovasculares.

O cirurgião-dentista Ezemir Guimarães destaca que a saúde bucal ainda é vista de forma equivocada por muitos pacientes, o que acaba atrasando o diagnóstico de problemas mais sérios. “Muita gente acredita que cuidar da boca é apenas uma questão estética, mas estamos falando de saúde. Uma gengivite não tratada pode evoluir e contribuir para inflamações sistêmicas que impactam o coração e aumentam o risco de AVC”, afirma.

Como as bactérias chegam à corrente sanguínea

A dentista Cláudia Paiva reforça que o processo começa de forma silenciosa, mas pode ganhar proporções mais graves ao longo do tempo, especialmente quando não há acompanhamento profissional. “Quando a pessoa tem gengivite ou periodontite, o tecido fica inflamado e sangra com facilidade. Nesse momento, as bactérias entram diretamente na corrente sanguínea e podem se alojar em órgãos como coração e cérebro, contribuindo para o aumento do risco de infarto e AVC”, explica.

Além da entrada dessas bactérias na circulação, o próprio estado inflamatório crônico da gengiva pode afetar o funcionamento dos vasos sanguíneos, favorecendo o desenvolvimento de placas e dificultando a circulação, o que também está associado ao aumento do risco cardiovascular.

Quem corre mais risco

Alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade a esse tipo de complicação. Pacientes diabéticos, idosos, fumantes e pessoas com doenças cardiovasculares estão entre os mais suscetíveis, principalmente quando a higiene bucal é inadequada ou irregular. “Todos esses fatores, associados à má higiene oral, favorecem o desenvolvimento de doença periodontal crônica”, destaca Cláudia.

Primeiros Sinais

Apesar dos riscos, os sinais iniciais costumam ser ignorados no dia a dia. Sangramento ao escovar os dentes, mau hálito persistente, retração gengival, sensibilidade e sensação de gengiva inchada são indicativos de que algo não vai bem. Ainda assim, muitos pacientes só procuram atendimento quando a dor aparece ou quando o quadro já está avançado.

“O maior erro está em ignorar esses primeiros sinais. Não escovar corretamente, deixar de usar fio dental e só buscar o dentista em situações mais graves contribuem para a evolução do problema”, alerta a especialista.

A progressão, segundo ela, é gradual e, na maioria das vezes, indolor, o que dificulta a percepção do problema. “Em poucas semanas já há inflamação ativa. Em meses, o quadro pode evoluir para periodontite. Em um a dois anos, pode haver perda óssea e mobilidade dentária”, detalha.

Além dos impactos na saúde geral, as doenças bucais também afetam diretamente a qualidade de vida, interferindo na alimentação, na fala e até na autoestima dos pacientes, especialmente nos casos mais avançados.

Mais do que preservar o sorriso, a prevenção envolve cuidados simples, mas essenciais no dia a dia, como escovação adequada ao menos três vezes ao dia, uso do fio dental e acompanhamento regular com o dentista, medidas que ajudam a evitar complicações que vão muito além da boca e reforçam a importância de enxergar a saúde bucal como parte do cuidado integral com o corpo.

Rafael Lucena
rafael@ootimista.com.br 

Influenciadora de 29 anos morre após confundir sintomas de linfoma com lesão muscular: entenda a doença

Reprodução Instagram

História reacende alerta para sinais pouco específicos da doença e reforça a importância do diagnóstico precoce

A morte da influenciadora taiwanesa Wang Wei-Chien, aos 29 anos, após um câncer diagnosticado em estágio avançado, reacende o alerta para os sinais silenciosos do linfoma, um tipo de tumor que pode começar com sintomas facilmente confundidos com condições benignas, como lesões musculares.

A jovem começou a sentir dores e um inchaço na região da axila, que inicialmente atribuiu ao esforço físico. A percepção de um caroço persistente, no entanto, levou à procura por atendimento médico, quando recebeu o diagnóstico de linfoma, em 2021. Apesar do início do tratamento, a doença evoluiu rapidamente nos anos seguintes.

Durante o período em que enfrentou a doença, Wei-Chien compartilhou sua rotina nas redes sociais com milhares de seguidores, relatando os desafios físicos e emocionais do tratamento. Em uma das publicações mais marcantes, após a queda de cabelo causada pela quimioterapia, recebeu o apoio do namorado e de amigos, que rasparam a cabeça em solidariedade. “Naquele momento, senti que não precisava ter medo”, escreveu à época.

Além da presença digital, ela também fundou uma marca de skincare enquanto realizava o tratamento. Após sua morte, a empresa informou o encerramento das atividades. Em sua última publicação, feita na véspera do Ano Novo, deixou uma mensagem breve: “Vejo vocês no próximo ano”.

Na última década, o termo Linfoma ganhou as manchetes após uma série de personalidades famosas revelarem o diagnóstico da doença. E não é à toa que ouvir falar sobre esse tipo de câncer está mais comum: de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil, são estimados cerca de 15.630 novos casos de linfomas para cada ano do triênio de 2026-2028, sendo 3.070 do tipo Hodgkin e 12.560 do não Hodgkin. E, segundo a entidade, por motivos ainda desconhecidos, o número duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos.

De acordo com uma pesquisa feita pelo Observatório de Oncologia, entre 2008 e 2017, foi mostrado que o linfoma costuma ser diagnosticado tardiamente no Brasil. Cerca de 58% dos pacientes descobrem a doença em estágio avançado e 60% dos homens e 57% das mulheres têm um diagnóstico tardio. 

Mas, do que se trata esse tipo de tumor?

De forma simplificada, os linfomas podem ser classificados como Hodgkin, mais raro e que afeta em especial jovens entre 15 e 25 anos e, em menor escala, adultos na faixa etária de 50 a 60 anos, ou não-Hodgkin, cujo grupo de risco é composto por pessoas na terceira idade (mais de 60 anos). Para Mariana Oliveira, onco-hematologista da Oncoclínicas, apesar de não haver prevenção por desconhecimento do que leva ao surgimento da neoplasia, a chave para deter a evolução progressiva do tumor é o conhecimento. "A boa notícia é o fato de os linfomas terem alto potencial curativo. O diagnóstico precoce é fundamental para alcançar o êxito no processo terapêutico, por isso o esclarecimento à população é essencial", afirma.

Sintomas e Tratamento

Os sintomas em geral são aumento dos gânglios linfáticos (linfonodos ou ínguas, em linguagem popular) nas axilas, na virilha e/ou no pescoço, dor abdominal, perda de peso, fadiga, coceira no corpo, febre e, eventualmente, pode acometer órgãos como baço, fígado, medula óssea, estômago, intestino, pele e cérebro.

"As duas categorias - Hodgkin e não-Hodgkin -, contudo, apresentam outros subtipos específicos, com características clínicas diferentes entre si e prognósticos variáveis. Por isso, o tratamento não segue um padrão, mas usualmente consiste em quimioterapia, radioterapia ou a combinação de ambas as modalidades", explica Mariana Oliveira.

Em certos casos, terapias alvo-moleculares, que tem como meta de ataque uma molécula da superfície do linfócito doente, podem ser indicadas. "Estas proteínas feitas em laboratório atuam como se fosse um ‘míssil teleguiado’ - que reconhece e destrói a célula cancerosa do organismo", ressalta o médico. Ainda, dependendo da extensão dos tumores e eficácia das medicações, pode haver a indicação de transplante de medula óssea.

Diante dos desafios impostos pela crescente incidência da doença, novas alternativas terapêuticas vêm surgindo para combater os linfomas, especialmente para os que não respondem aos tratamentos convencionalmente indicados. "A medicina tem avançado nos últimos anos principalmente através da terapia celular", afirma a especialista.

Ela conta que o autotransplante, tratamento no qual é realizada uma quimioterapia mais intensa seguida pela infusão da medula do próprio paciente, é uma delas. A terapia com imunoterapia é outra. Com bons resultados apontados por estudos e pesquisas de referência global, o tratamento estimula o organismo do paciente a reconhecer e combater as células tumorais. "De forma bastante simplificada, podemos dizer que os imunoterápicos desativam os receptores dos linfócitos e, assim, permite que as células doentes sejam reconhecidas. Isso faz com que o organismo volte a combater o tumor - e sem causar efeitos colaterais comuns a outras medicações habitualmente adotadas nos processos terapêuticos", finaliza Mariana Oliveira.


INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

DIGITAL TRIX

Paula Cohn - paula.cohn@digitaltrix.com.br

segunda-feira, 23 de março de 2026

O que fazer para o câncer não voltar? - Dr. Diego Bezerra (Cirurgião Geral - Cirurgião Oncológico)

 





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Dr. Diego Bezerra CRM 10362 - Cirurgião Oncológico. ⠀
Vesalius Centro Médico
(88) 36772311 ou WhatsApp (88) 98007000

Tecnologia de ponta na clínica Vesalius para a realização de ultrassonografia, punção biópsia de mama, tireoide e próstata.

Abertas as inscrições para X Jornada Regional em Saúde da FamíliaAbertas as inscrições para X Jornada Regional em Saúde da Família

 


A X Jornada Regional em Saúde da Família está chegando!

Trazendo o tema “Violência contra a Mulher como Emergência em Saúde Pública – O Papel da Atenção Primária”, evento reunirá profissionais e estudantes de diversas áreas da saúde para discutir a temática, promovendo uma abordagem multiprofissional e intersetorial.

 O 1º lote já está disponível!
Garanta sua participação e faça parte desse importante espaço de troca de conhecimentos, experiências e construção coletiva em saúde.

 27, 28, 29 e 30 de abril
 Centro de Ciências da Saúde – UVA

 Inscreva-se AQUI e não fique de fora!

Primeira cirurgia cardíaca robótica do Ceará é realizada no Hospital Oto Aldeota

Cirurgia cardíaca é realizada utilizando quatro braços robóticos e visão 3D para ampliar precisão e segurança no tratamento de doenças cardíacas

O Hospital Oto Aldeota realizou a primeira cirurgia cardíaca robótica no Estado, procedimento que representa um marco histórico para o Ceará no avanço do tratamento das doenças cardiovasculares. A operação, ocorrida no dia 5 de março, foi conduzida com o auxílio de plataforma robótica avançada, que permite movimentos altamente precisos, visão tridimensional ampliada e maior controle técnico durante toda a intervenção.

Realizada por meio de pequenos orifícios no tórax, a cirurgia utiliza braços robóticos e microcâmera de alta definição para acesso às estruturas cardíacas. O cirurgião atua a partir de um console, onde controla os instrumentos com filtragem de tremores e precisão milimétrica, enquanto a equipe multiprofissional acompanha cada etapa em tempo real. A tecnologia possibilita maior delicadeza nos movimentos e menor invasão ao organismo, favorecendo recuperação mais rápida e redução do risco de complicações.

O avanço ocorre em um cenário que reforça a necessidade de inovação no tratamento de doenças cardiovasculares. Dados do estudo Global Burden of Diseases (GBD), publicados em 2023, estimam que o Brasil registrou cerca de 400 mil mortes por doenças cardiovasculares em 2022. Desde 1990, houve crescimento de 48,4% no número de óbitos por essas causas no país, quando eram contabilizadas aproximadamente 275 mil mortes anuais. As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no Brasil, associadas a fatores como hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo e envelhecimento populacional.

 Cirurgias cardíacas estão entre os procedimentos mais complexos da medicina, exigindo equipe altamente especializada, suporte tecnológico avançado e protocolos rigorosos de segurança. Tratamentos para insuficiência cardíaca, valvopatias e doença arterial coronariana demandam precisão técnica e monitoramento intensivo no pré e no pós-operatório, devido ao risco elevado de complicações. Nesse contexto, a incorporação da robótica amplia as possibilidades terapêuticas para doenças graves e complexas, oferecendo abordagem menos invasiva e melhora nos resultados.

De acordo com o cirurgião cardiovascular Dr. Milanez, responsável pelo procedimento, a realização da cirurgia robótica cardíaca representa um marco histórico no Ceará, em relação ao avanço do tratamento das doenças cardiovasculares. “A cirurgia cardíaca robótica amplia nossa capacidade de precisão, ajudando no tratamento de doenças cardíacas graves e complexas por meio de pequenos orifícios e com menor invasão ao organismo. A cirurgia robótica proporciona uma recuperação mais rápida, menor risco de complicações e retorno mais breve às atividades habituais”, explica.

A enfermeira da robótica Desiree Sousa, que integrou a equipe durante o procedimento, explica que o procedimento realizado foi uma plastia valvar, técnica indicada para correção de alterações nas válvulas cardíacas, preservando a estrutura do próprio paciente sempre que possível. “Na cirurgia robótica utilizamos, em geral, quatro braços cirúrgicos acoplados ao sistema. O cirurgião fica posicionado em um console, de onde controla todos os movimentos com visão tridimensional ampliada e alta precisão. Ao lado do paciente, junto ao robô, permanece uma equipe trabalhando em conjunto”, detalha.

 

A preparação para a realização da cirurgia envolveu treinamento específico da equipe multiprofissional, adequação do centro cirúrgico e protocolos rigorosos de segurança assistencial. Para Marilda Venzel, diretora-geral do Oto Aldeota, o procedimento reforça a estratégia institucional de investimento contínuo em tecnologia e alta complexidade. “A cirurgia robótica cardiovascular marca um avanço importante na estratégia de inovação da Rede Oto. Estamos falando de um dos níveis mais altos de complexidade da medicina, que exige tecnologia de ponta, equipe altamente especializada e uma estrutura hospitalar preparada”, destaca.

Informações à Imprensa: Giovana Brito (giovanabrito@capuchino.com.br)

Fotos: Iratuã Freitas


Confira seis dicas práticas e fáceis para combater a ansiedade



“A ansiedade tem uma relação direta com o tempo. É a nossa mente focada não no presente, mas no que vai acontecer no momento seguinte, seja ele próximo ou distante. A gente quer controlar o que vai acontecer no futuro, e faz isso com medo. Será que as coisas vão acontecer do jeito que eu quero?”, exemplifica a terapeuta Catia Simionato, responsável pelo Canal Ser Felicidade (www.youtube.com/c/SerFelicidade), o maior espaço da Internet brasileira voltado para a expansão da consciência. O canal reúne mais de 1,3 milhão de seguidores no YouTube, Instagram, Facebook, Telegram e Spotify.

“Isso acontece, por exemplo, quando assistimos a um filme de suspense. Repare que a gente não sabe o que vai acontecer e, por isso, sentimos medo, mudamos a nossa forma de respirar, nossos ombros ficam tensos e até perdemos o contato dos pés com o chão, prejudicando o fluxo da nossa energia interna. Diante dessa situação, nosso cérebro, inconscientemente, entende que estamos enfrentando um perigo real e nos coloca nessa posição instintiva de lutar ou fugir. A ansiedade causa isso tudo na gente”, acrescenta Catia.

Um bom exemplo de como a ansiedade avança perigosamente pelo planeta é um estudo divulgado neste mês pela tradicional revista científica The Lancet, no Reino Unido. Segundo a pesquisa, em 2020 foram registrados cerca de 76 milhões de novos casos de ansiedade em todo o mundo. Esse número indica um crescimento de 26% sobre os casos relatados no ano anterior.

“Um dos riscos da ansiedade elevada é deixar a pessoa em um estado emocional tão afetado que pode até causar doenças físicas. São as chamadas doenças psicossomáticas, quando nossas emoções são somatizadas e atacam diretamente o nosso corpo. Essas doenças começam na mente e depois dominam nossas emoções. E, na maioria das vezes, são apenas histórias que criamos a respeito do futuro porque a gente não sabe nada a respeito do futuro”, afirma a criadora do Canal Ser Felicidade.

De acordo com a terapeuta, combater a ansiedade é totalmente possível com dedicação e disciplina. O principal desafio é se manter o máximo possível no estado de presença, vivendo o momento presente, sem se deixar levar pelos medos e histórias que a mente nos conta o tempo todo. Catia Simionato sugere seis dicas simples e práticas para combater a ansiedade no dia a dia:

1. Colocar a atenção nos cinco sentidos. Colocar a atenção em cada um dos cinco sentidos é um jeito fácil de manter o estado de presença. Usar o tato, por exemplo, para perceber a temperatura e a textura de um objeto. Estimular o olfato com incensos ou odorizadores de ambientes. Despertar mais o paladar saboreando melhor as refeições, observando os sabores diferentes entre um alimento e outro. Ouvir uma boa música, ou mesmo cantar e dançar, ajudam a desenvolver a audição. E, por fim, a visão. Na natureza é mais fácil estimular esse sentido, apreciando uma bela paisagem, com uma praia ou uma montanha, por exemplo. Mas, mesmo em casa ou na rua, é possível procurar pela beleza que toca o coração de cada um.

2.Sentir os pés no chão. Essa dica traz mais resultados se for feita na natureza, caminhando na grama, terra, areia ou mesmo sobre grandes pedras ou rochas, mas também é possível praticá-la em casa. É preciso ficar descalço, com os dois pés apoiados no chão, e colocar a atenção na textura do piso, nas suas irregularidades e sentir se ele é quente ou frio, por exemplo.

3.Comparar o medo com o que realmente está acontecendo no presente. Mesmo se algo de ruim estiver realmente acontecendo, é importante saber como lidar com a situação. Se são contas que não podem ser pagas, por exemplo, a pessoa precisa aceitar essa realidade com mais serenidade. E simplesmente não pagar as contas. A partir disso, deve procurar um jeito de resolver essa situação, mas com um plano prático e objetivo, sem ficar especulando sobre os piores cenários possíveis. Neste exemplo, a solução pode ser definir uma estratégia para procurar um emprego, estabelecer uma meta realística para economizar dinheiro ou mesmo estar aberto a uma mudança de padrão de vida para encontrar mais tranquilidade e equilíbrio.

4.Respirar melhor. A ansiedade “encurta” a respiração, que fica mais concentrada na parte alta do pulmão, e isso não é saudável, deixando a pessoa num estado permanente de “alerta”, como se estivesse sob perigo iminente. Uma dica simples da Catia é realizar pelo menos uma longa respiração (durante uns 15 segundos, aproximadamente) por hora, enchendo bem os pulmões de ar.

5.Meditar. Entre muitos outros benefícios, a prática diária da meditação é altamente recomendável para combater a ansiedade, por ser uma excelente ferramenta para nos conectar com o presente. Meditação significa tirar a atenção da enxurrada de pensamentos da mente e colocar a atenção em outra coisa. O mais simples de qualquer meditação é simplesmente direcionar a atenção para a respiração. Isso coloca a pessoa no momento presente e, quando isso acontece, a mente tende a desacelerar e até silenciar completamente. O ideal é começar com alguns minutos apenas. Não é fácil tirar a atenção da mente. Por isso, a pessoa deve começar a meditar de um a três minutos nas primeiras sessões, colocando toda a sua atenção na respiração. E, quando estiver confortável, dias depois, aumentar para 5, depois para 7 minutos e assim por diante. Uma dica de Catia é a caminhada meditativa, que ela mesma pratica. A ideia é caminhar diariamente por qualquer lugar uns 10, 15 ou 20 minutos, prestando muita atenção no que encontrar pelo caminho, como se fosse a primeira vez que a pessoa vê tudo aquilo. Isso vai tirar a atenção da mente e levar para as coisas ao redor.

6.Exercitar-se. A prática regular de exercícios físicos é fundamental para a saúde física e mental. Além de ajudar a prevenir doenças, proporciona a sensação de bem-estar e relaxamento, que contribuem com a qualidade de vida. O sedentarismo ainda leva a maiores taxas de ansiedade. A prática esportiva também contribui para manter a pessoa no estado de presença por mais tempo.

SOBRE CATIA SIMIONATO

 Catia Simionato, responsável por todos os conteúdos do canal Ser Felicidade, é especialista em desenvolvimento pessoal, autoconhecimento, expansão da consciência e meditação, além de ser professora espiritual. Conta com cerca de 2.000 alunos e os seus vídeos no YouTube (www.youtube.com/c/SerFelicidade) já tiveram mais de 107 milhões de visualizações desde 2016.








MAIS INFORMAÇÕES

g6 Comunicação

Eduardo Sanches

eduardo@g6comunicacao.com.br

Reflexão da Semana


terça-feira, 17 de março de 2026

Registro de atualidade do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Defesa da Tese da Profª Eva Cristino do Curso de Medicina de Sobral da UFC)



ATUALIDADE - O Curso de Medicina de Sobral da UFC tem agora em seu quadro docente mais uma Professora Doutora. "É com imenso orgulho que a comunidade acadêmica da UFC Sobral, em especial o Curso de Medicina, parabeniza a Professora Eva Cristino pela brilhante defesa de sua tese de Doutorado", anunciou o coordenador do Curso de Medicina, Prof. Paulo Roberto Leal.


A Profª  Eva Cristino, além de brilhante, sempre foi uma das docentes mais queridas pelos estudantes. Referência nas disciplinas de Psicologia Médica e Desenvolvimento Pessoal, a agora Profª Doutora, Mestre em Neurociências (UFPB), é uma pesquisadora ativa em temas cruciais para a neurologia e a saúde pública.



Sua dedicação ao ensino e à pesquisa eleva e qualifica o Curso Medicina de Sobral/UFC, trazendo um olhar sensível sobre o desenvolvimento humano e a psicologia médica, áreas em que atua com excelência. Parabéns Profª Eva Cristino, pela conquista e por ser essa docente tão querida e admirada pelos estudantes.

  

 

Saúde da Mulher - Dor durante a relação sexual - (Drª Carla Macedo - Ginecologia e Saúde da Mulher)

 


O que fazer quando isso ocorre?

A dor durante a relação sexual é uma condição comum e que pode ter várias causas. O primeiro passo é marcar uma consulta com um especialista que irá avaliar sua situação, realizar exames físicos e discutir sua história médica e sexual para identificar possíveis causas da dor.

O tratamento depende da causa subjacente. Pode ser necessário tratar condições médicas como infecções, endometriose, alterações hormonais, condições da pele ou problemas musculares. O médico poderá recomendar medicamentos, terapias hormonais ou outros tratamentos específicos, dependendo da causa identificada.


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Hospital Regional Norte orienta sobre quando é necessário procurar emergência em caso de síndromes gripais


O período chuvoso, que se estende de fevereiro a maio no Ceará, traz consigo um aumento da circulação de vírus respiratórios e da procura por atendimento médico. Em Sobral e região, os casos de síndromes gripais e outras infecções respiratórias têm levado mais pacientes à emergência do Hospital Regional Norte (HRN), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Diante desse cenário, é fundamental que a população saiba identificar os sinais de gravidade que realmente exigem atendimento hospitalar, garantindo que os casos mais urgentes recebam assistência com prioridade.

De acordo com o coordenador médico da emergência do HRN, Artur Sávio Dias Almeida Liberato, alguns sintomas indicam a necessidade de buscar atendimento hospitalar imediato. “É importante procurar atendimento com urgência quando houver falta de ar, respiração muito acelerada ou com esforço, lábios arroxeados, febre alta persistente, rebaixamento do estado geral, confusão mental, dor no peito, dificuldade para beber líquidos, sinais de desidratação, sonolência excessiva ou piora importante dos sintomas”, explica.

Nas crianças, também devem ser observados sinais como dificuldade para mamar, recusa alimentar, prostração, redução do volume urinário e esforço para respirar. Segundo o médico, esses sintomas podem indicar quadros mais graves e precisam de avaliação imediata.

Grupos que exigem maior atenção
 Algumas pessoas têm maior risco de complicações em casos de doenças respiratórias e devem redobrar a atenção aos sintomas. Entre os grupos mais vulneráveis estão idosos, crianças pequenas, especialmente menores de dois anos, gestantes e pessoas com doenças crônicas, especialmente pulmonares, cardíacas, renais ou metabólicas, além de pacientes imunossuprimidos.

“Esses pacientes podem apresentar piora mais rápida do quadro e devem buscar avaliação médica precocemente, principalmente se houver febre persistente, cansaço importante ou dificuldade para respirar”, ressalta o médico.

Nem todos os sintomas respiratórios exigem atendimento hospitalar. Em muitos casos, o acompanhamento pode ser feito inicialmente nas unidades básicas de saúde. De acordo com o especialista, sintomas leves como coriza, tosse, dor de garganta, febre baixa e mal-estar, sem falta de ar ou outros sinais de gravidade, podem ser avaliados inicialmente na atenção primária.

“A atenção básica tem papel fundamental no acolhimento, avaliação inicial e acompanhamento desses quadros leves. Isso ajuda a evitar a sobrecarga dos hospitais, que devem priorizar os casos moderados e graves, especialmente em períodos de maior lotação”, destaca.

HRN é referência para urgência e emergência na região norte

O HRN atende casos clínicos e cirúrgicos de adultos, além de emergências pediátricas de maior gravidade, como acidentes e traumas, envolvendo crianças e adolescentes de até 13 anos, 11 meses e 29 dias.

Para garantir segurança e agilidade no atendimento, os pacientes passam inicialmente por uma avaliação realizada por um enfermeiro, que aplica a classificação de risco utilizando o Protocolo de Manchester.
 O método utiliza cinco cores para definir a prioridade de atendimento: vermelho, para emergência com atendimento imediato; laranja e amarelo, para casos urgentes que podem aguardar por curto período; e verde e azul, para situações menos graves, que podem aguardar mais tempo ou ser encaminhadas para outros serviços de saúde. Esse sistema permite que pacientes em situação mais crítica sejam atendidos com prioridade.

Durante o período chuvoso, é comum o aumento de atendimentos relacionados a infecções respiratórias. Segundo Artur Sávio, entre os casos mais frequentes estão síndromes gripais, resfriados, influenza, covid-19, bronquiolite em crianças, crises de asma, exacerbações de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e pneumonia. “Essas doenças costumam circular com mais intensidade nesse período e, em alguns casos, podem evoluir com maior gravidade, especialmente em pacientes mais vulneráveis”, explica.

Cuidados
Alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir a transmissão de vírus respiratórios. Entre as principais recomendações estão manter a vacinação em dia, higienizar as mãos com frequência, evitar levar as mãos ao rosto, cobrir com o antebraço nariz e boca ao tossir ou espirrar e manter ambientes ventilados. Também é importante evitar contato próximo com outras pessoas quando estiver com sintomas gripais e não utilizar medicamentos sem orientação profissional.

Com informação e cuidados básicos, é possível prevenir complicações e contribuir para que os serviços de emergência estejam disponíveis para atender aos casos que realmente necessitam de atenção hospitalar.

Informações à Imprensa: Thais Menezes (Ascom Hospital Regional Norte)