segunda-feira, 6 de abril de 2026

Cálculos renais recorrentes podem ser sinal de uma doença rara


O surgimento de cálculos renais em crianças e adolescentes ou recorrentes em adultos são algumas das características da HP1, uma enfermidade metabólica ultrarrara

Nós ouvimos com frequência pessoas comentarem que estão com pedras nos rins. Isso quando os cálculos renais, nome técnico do conceito popular de ‘pedra no rim’, não acometem alguém que conhecemos, ou até nós mesmos. Cálculos renais são formações de massas de cristais nos rins ou nas vias urinárias, ocasionadas por fatores metabólicos ou alimentares, e que podem ser eliminados pela urina naturalmente, com auxílio de medicamento ou, ainda, por meio de procedimentos cirúrgicos.1 O problema atinge mais de 10 milhões de brasileiros, segundo dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia.2  

O aparecimento de cálculos renais em crianças e adolescentes - e de forma recorrente em adultos - pode alertar para o diagnóstico de Hiperoxalúria Primária Tipo 1 (HP1), uma doença genética ultrarrara, caracterizada pela formação de cristais de oxalato de cálcio que se acumulam nos rins pelas vias urinárias, causando dores intensas, incapacitação e pode ser potencialmente fatal.

As Hiperoxalúrias Primárias são um grupo de doenças genéticas ocasionadas pela superprodução de oxalato no fígado. A HP1 é o tipo mais comum e severo, responsável por entre 70% e 80% dos casos.3 A produção contínua de oxalato causa grave prejuízo aos rins, devido à formação de cálculos e depósito de cristais de oxalato de cálcio (nefrocalcinose), podendo ocorrer oxalose sistêmica, uma vez que os rins ficam muito danificados para remover o oxalato do plasma.4 A doença pode acometer crianças e adultos em qualquer fase da vida.  

“É preciso observar que a formação de cálculos renais em crianças e adolescentes não pode ser considerada algo normal. Ao nos depararmos com esses casos, devemos investigar a possibilidade de um diagnóstico de HP1”, orienta a nefropediatra Maria Helena Vaisbich, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP).  

A especialista explica que a doença provoca um declínio progressivo das funções renais que pode avançar para o estágio terminal.5 Ela aponta que devido ao pouco conhecimento sobre a doença, mais de 70% dos diagnósticos em adultos ocorre quando esses pacientes já estão com as funções renais irreversivelmente comprometidas.6 

O diagnóstico de HP1 pode ser feito com um exame de urina de 24 horas, cujo resultado levanta a suspeita de hiperoxalúria. Posteriormente, um teste genético é capaz de confirmar o diagnóstico com alta especificidade.7 

Diagnóstico  

A Hiperoxalúria Primária Tipo 1 não tem cura, mas o diagnóstico precoce possibilita tratamentos que podem desacelerar e até silenciar a progressão da doença, proporcionando mais qualidade de vida às pessoas com essa condição.  

As estratégias terapêuticas de mitigação da doença podem diminuir os danos ao reduzir a formação de cálculos e a deposição renal de cristais de oxalato de cálcio, ressaltando a importância do diagnóstico e intervenção precoces.8  

A nefropediatra Maria Helena Vaisbish aponta que há terapias investigativas em desenvolvimento – como inibidores da via de síntese e degradantes de oxalato - e outras já disponíveis para o tratamento da doença – por exemplo, a terapia de RNA de interferência (RNAi), tecnologia de silenciamento do gene que causa a falha metabólica responsável por desencadear a superprodução de oxalato.

O RNA de Interferência (RNAi) é um processo científico inovador já aplicado no Brasil e no mundo para o tratamento de algumas doenças genéticas raras, como amiloidose hereditária ATTR e porfiria hepática aguda. O RNA de interferência (RNAi) é uma inovação na compreensão de como os genes são regulados pelas células. Também representa uma abordagem totalmente nova de descoberta e desenvolvimento de medicamentos. O Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 2006, concedido a Craig Mello e Andrew Fire, reconheceu a importância do RNAi como uma descoberta científica importante.  

 

Sobre o silenciamento de gene (RNAi)  

O RNAi (RNA de interferência) é um processo celular natural de silenciamento de genes, que representa uma das fronteiras mais promissoras e de rápido avanço no desenvolvimento da Biologia e de medicamentos atualmente. O tratamento com RNAi é uma nova classe de medicamentos que aproveita o processo biológico natural do RNAi. As moléculas de RNA de interferência de cadeia dupla (siRNAs) atuam no início do processo podendo silenciar o RNA mensageiro (mRNA), que codificam as proteínas causadoras de doenças, impedindo, assim, que elas sejam criadas. Trata-se de uma abordagem revolucionária com o potencial de transformar o tratamento de pacientes portadores de doenças genéticas e outros tipos de doenças.9 O tratamento de RNAi para HP1 foi aprovado no Brasil em junho deste ano pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).10 

Referências bibliográficas:  

[1] Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/calculo-renal-pedra-no-rim. Acesso em: 23/09/2021.  

[2] Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Disponível em https://bvsms.saude.gov.br/14-3-dia-mundial-do-rim-2019-saude-dos-rins-para-todos. Acesso em: 23/09/2021,  

[3] Cochat P, Rumsby G. N Engl J Med. 2013;369(7):649-658.  

[4] Hoppe B, Beck BB, Milliner DS. Kidney Int. 2009;75(12):1264-1271.  

[5] Milliner DS, Harris PC, Cogal AG, Lieske JC. Atualizado em 30 de novembro de 2017. Disponível em https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1283.  

[6] Harambat J, Fargue S, Acquaviva C, et al. Kidney Int. 2010;77(5):443-449.  

[7] Cochat P, Hulton SA, Acquaviva C, et al. Nephrol Dial Transplant.2012;27(5):1729-1736.  

[8] Hoppe B. Nat Rev Nephrol. 2012;8(8):467-475.  

[9] Fire A, Xu S, Montgomery MK, Kostas SA, Driver SE, Mello CC. Potent and specific genetic interference by double-stranded RNA in Caenorhabditis elegans. Nature 1998; 391:806-11  

[10] Bulário Eletrônico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Disponível em https://consultas.anvisa.gov.br/#/bulario/q/?nomeProduto=OXLUMO. Acesso em: 23/09/2021,  


Informações para imprensa:  

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Especialista dá 7 dicas para evitar dores no corpo

Divulgação

Pequenas adaptações na postura corporal e no ambiente de trabalho podem evitar lesões e problemas de saúde

Com a evolução diária das tecnologias e as novas formas de trabalho, os profissionais podem passar horas, ou em algumas ocasiões, dias inteiros em uma única posição. O modelo home office, adotado especialmente por conta da pandemia, contribui para agravar as lesões do corpo, especialmente por conta da postura.  

Uma pesquisa realizada em julho de 2020 mostrou que, de acordo com o Google Trends, ferramenta de análise de tendências do buscador, houve um aumento de 76% nas buscas por “dor nas costas” desde o dia 26 de fevereiro de 2020, com pico em 25 de maio de 2020.  

No entanto, os corpos não estão adaptados para essa nova realidade. Pelo contrário, por conta da composição muscular e óssea, eles foram desenvolvidos para estarem em movimento. 

Essa discrepância entre o dia a dia e as necessidades físicas do corpo pode resultar nas famosas dores nas costas, membros e outros músculos, e na necessidade de uma postura ergonomicamente correta e de acordo com o estilo de vida moderno.  

De acordo com a Ergonomics Research Society, ergonomia é o estudo do relacionamento entre o homem e o seu trabalho, equipamento e ambiente, e particularmente a aplicação dos conhecimentos de anatomia, fisiologia e psicologia na solução dos problemas oriundos desse relacionamento. Marcia Berlanga Equi Godoy, professora de fisioterapia da Faculdade Santa Marcelina, resume a explicação: “uma postura ergonomicamente correta é a postura adequada do homem durante a realização de suas atividades laborais”. 

A postura correta é capaz de evitar o estresse articular e muscular, e auxilia na prevenção de dores musculares e alterações posturais, que podem se tornar estruturais e causas de patologias ou até mesmo dores crônicas no futuro. “Uma postura incorreta durante o trabalho pode comprometer algum órgão por sua compressão ou ainda causar uma hérnia de disco por sobrecarga muscular ou articular”, explica a docente.  

Por conta desse cenário, a especialista enumerou sete dicas que poderão ajudar a entender melhor o que é uma boa postura e evitar possíveis lesões musculares no futuro.  

Atenção à postura incorreta 

A percepção do corpo no espaço é muito importante, mas por vezes, não é assim que percebemos que estamos com uma postura incorreta e sim através de dores. “Antes da chegada da dor, é muito importante observar a posição do próprio corpo. Os pés devem estar apoiados confortavelmente no chão e o tronco de frente ao instrumento principal de trabalho. É importante perceber se você está fazendo alguma postura forçada e se tem dores durante ou após a execução do trabalho”, explica Márcia. “Além do corpo, o ambiente de trabalho também precisa estar adequado às necessidades físicas, com iluminação, ventilação, ruídos e organização apropriados”. 

Hora de corrigir 

Apesar de depender de adaptações que nem sempre acontecem tão rápido, é possível corrigir uma postura inadequada mesmo depois de muitos anos de imprudência. “Devemos adequar o ambiente e os equipamentos de acordo com o alinhamento postural. Pensar em equipamentos que proporcionem regulagem de altura é muito importante, assim como aqueles que promovam bem-estar e conforto”, indica a especialista. 

Além disso, é importante reservar momentos de pausa e ginástica laboral durante o dia para que o corpo mude de posição e tenha seus músculos alongados e fortalecidos minimizando os danos provocados pela rotina do dia a dia. “Mas se esta postura ainda for inadequada, mesmo com todas as correções nos equipamentos e ambiente, uma avaliação com fisioterapeuta se faz necessária para uma intervenção personalizada”, completa.  

Riscos 

Alguns dos riscos associados à má postura corporal podem ir desde alterações posturais, como escoliose, hiperlordose e cifose, até problemas como hérnia de disco e osteoartroses, que podem levar a dores crônicas. “Além disso, vale ressaltar o comprometimento de alguns órgãos, que podem ser comprimidos e ter seus funcionamentos prejudicados por uma alteração postural, como por exemplo, um pulmão que expande menos em um paciente com grave escoliose”, alerta a fisioterapeuta.  

Móveis e acessórios 

Outro ponto de atenção é sobre os equipamentos e mobília. Recomenda-se que estejam em alinhamento com as necessidades do seu corpo, como a sua altura e sua atividade laboral. “A mobília com regulagem proporciona maior conforto. Indicamos que o profissional tenha uma cadeira que seja confortável, com encosto adaptado à curvatura da coluna e que permita o apoio dos pés no chão ou em um apoio para os pés. Também é importante o apoio de braços para aliviar a tensão dos ombros durante a execução das tarefas”, afirma a docente. 

Além da cadeira, Márcia cita outros equipamentos que colaboram com uma postura mais adequada, capaz de livrar o funcionário de possíveis dores. “Teclados ergonômicos e apoios de punho para utilização de mouse evitam a flexão ou extensão acentuada de punhos durante a digitação” completa.  

As telas 

Muitas das dores associadas à má postura no home office envolvem uma posição incorreta da tela em que se está trabalhando. “O ideal é manter a tela do computador na altura dos olhos, evitando a flexão acentuada da cabeça durante o trabalho. Como muitos utilizam notebook, usar a tela mais elevada e ter um teclado separado para digitação é ideal. Assim, mantém-se o alinhamento da cervical sem prejudicar o posicionamento dos punhos”, explica Márcia.  

Exercícios para fazer em casa 

Apesar de existirem atividades que podem ser feitas em casa, cada caso é único e precisa ser avaliado por um fisioterapeuta que, então, terá condições de prescrever exercícios que sejam adequados ao paciente.  

Existe também a ginástica laboral que é preventiva e pode ser realizada em casa. “Ela é mais generalista e não específica para cada caso. Mas ela não trata as alterações posturais e nem os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), apenas os previne”, ressalta a professora.  

Como prevenir 

Apesar de existirem atividades que podem ser feitas em casa, a professora Márcia explica que a melhor hora de buscar a ajuda profissional é antes das dores sequer começarem. “O melhor momento para intervenção de um fisioterapeuta é no momento da prevenção. O profissional estará à disposição para dicas de como adaptar ergonomicamente seu ambiente de trabalho”. 

“No entanto, não hesite em buscar ajuda se perceber que não está permanecendo em uma boa postura, se sentir dores no corpo, ou quando o seu rendimento no trabalho estiver sendo comprometido. Muitas vezes, as dores e o estresse podem interferir na produtividade”, finaliza. 

XCOM Agência de Comunicação

João Andrade - joão.andrade@xcom.net.br

Reflexão da Semana

 


Pintura de Joseph Desirée-Court 

Cena do Grande Dilúvio (1826) 

Descrição: Um homem tentando salvar seu pai, e ignorando completamente sua esposa e filho, que estão mais próximos dele. E o peso mais leve entre eles é que ele salva.

Representação das personagens:

- A MÃE: representa a VIDA;

- O filho: representa o FUTURO;

- O PAI: representa o PASSADO.

Interpretação da Obra: o homem se agarrou ao passado e, portanto, perde sua VIDA, e seu FUTURO.

Como "HAVELOCK" disse: "A arte de viver envolve saber quando segurar e quando deixar ir"

Texto: autor desconhecido

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Registro de atualidade e memória do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Registro de atendimento na Coordenação do Curso ao egresso Dr. William Pedrosa)



ATUALIDADE - O registro de hoje trata-se de atendimento na secretaria acadêmica do Curso de Medicina de Sobral da UFC. Na ocasião,  os servidores TAEs lotados no setor, Tarcisio Melo e Aline Araújo, providenciaram uma documentação para o egresso da 17ª turma William Pedrosa. Ele precisava de certificações do Curso para realizar doutoramento no exterior, em Massachusetts (EUA).

O caminho para exercer a medicina nos Estados Unidos é marcado por um processo rigoroso e altamente competitivo de certificação internacional. Essa trajetória inclui a aprovação nas provas do United States Medical Licensing Examination (USMLE Step 1 e Step 2 CK), a comprovação de proficiência em inglês por meio do Occupational English Test, além da certificação pelo ECFMG.

Ao longo desse percurso, o candidato também realiza estágios clínicos nos Estados Unidos, constrói cartas de recomendação com preceptores internacionais e participa de pesquisas com publicações de impacto global — elementos fundamentais para fortalecer sua candidatura.

A inscrição nos programas ocorre por meio do ERAS, seguida por uma das etapas mais desafiadoras: as entrevistas com programas de residência, conhecidas por seu alto nível de exigência e competitividade. A etapa final é o NRMP Match, sistema nacional que alinha candidatos e instituições de acordo com desempenho e preferência mútua.

Durante sua formação na UFC Sobral, o médico Willamy Pedrosa, enquanto estudante, destacou-se pelo forte envolvimento acadêmico e compromisso com a educação médica. Como resultado dessa trajetória de excelência, conquistou sua vaga em Medicina Interna no MetroWest Medical Center, em Framingham, Massachusetts — consolidando um caminho marcado por dedicação, liderança e compromisso com a medicina de alto nível.

Parabéns Dr. William Pedrosa, por dignificar e projetar internacionalmente o Curso de Medicina de Sobral da UFC.

Saúde da Mulher - Sobre menstruação e retirada do útero - (Drª Carla Macedo - Ginecologia e Saúde da Mulher)


Sim, em alguns casos, a menstruação pode levar à anemia. 👩🏻‍⚕️

Durante o período menstrual, nós mulheres perdemos sangue, e se essa perda for excessiva, pode levar à diminuição dos níveis de hemoglobina no sangue, ocasionando anemia. ✨

É importante monitorar os níveis de ferro e, se houver preocupações com anemia, consultar um médico para avaliação e possível suplementação.🩺

E o mais IMPORTANTE: Temos que investigar e tratar a causa do sangramento menstrual aumentado!

Cuide da sua saúde ❤

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Sangramento fora do ciclo: Quando se preocupar? 

Quando o sangramento ocorre fora do seu ciclo menstrual normal e é acompanhado por sintomas como dor abdominal intensa ou febre, é fundamental buscar orientação médica. Seu bem-estar é nossa prioridade. Não hesite em entrar em contato com um profissional de saúde para avaliação e cuidados adequados. Estamos aqui para apoiar você. 💪❤️


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Fez histerectomia (retirada do útero)?

Então, atenção:

🚫Retirou tudo, inclusive o colo do útero, e não tinha câncer? Geralmente não precisa mais do Papanicolau.

🚫Deixou o colo do útero? Continue fazendo o exame.

🚫Retirou por causa de câncer? Importante continuar com os exames.

É sempre fundamental consultar seu médico ou ginecologista sobre a necessidade e a frequência dos exames após a histerectomia.

A saúde pélvica continua sendo uma prioridade, independentemente de você ter ou não um útero.

Mantenha-se informada e cuide-se!


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Responsável técnico pelas informações: Dra. Carla Macedo

📞(88) 3677.2312 / 88 9.9318-4038(WhatsApp)


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Drª. Carla Macedo atende na Clínica Prioritá

Endereço: Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362, salas 108  e 109 
Cidade Gerardo Cristino de Menezes
(São Lucas Medical Center)
Sobral-Ceará
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Dia da Mentira - Especialista desvenda mitos sobre alimentação que podem prejudicar a saúde



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Neste 1º de abril, médicos alertam que seguir dicas falsas de nutrição na internet pode causar fadiga e efeito sanfona

No dia da mentira, as brincadeiras costumam ser inofensivas, mas no mundo da nutrição, acreditar em "fake news" pode ter consequências reais para o organismo. Com a viralização de dietas restritivas e promessas de "alimentos milagrosos", muitos pacientes acabam adotando hábitos que, em vez de emagrecer, prejudicam o metabolismo e a saúde mental.
 
Um dos mitos mais difundidos recentemente é o de que o leite seria um vilão silencioso. Segundo a nutricionista Karine Lima, que atende no complexo clínico Órion Business, essa é uma afirmação perigosa para quem não tem restrições clínicas.
 
Leite faz mal
 
“O leite só tem potencial inflamatório para pessoas que possuem diagnóstico de intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca, que envolve o sistema imunológico e pode trazer reações respiratórias, dermatites. Para a população saudável, ele é uma excelente fonte de cálcio e proteínas. Inclusive, a retirada do alimento sem orientação pode, inclusive, abrir portas para deficiências nutricionais graves no futuro”, explica.
 
O perigo de cortar o combustível do corpo
 
Outra mentira que ganha força nas redes sociais é a demonização dos carboidratos. Muitos acreditam que "zerar" o grupo alimentar é a única via para a perda de peso, ignorando que ele é a principal fonte de energia para o cérebro e para os músculos.
 
“O carboidrato não pode ser retirado de forma drástica causa uma falsa ilusão de emagrecimento, pois o corpo perde água e massa muscular rapidamente. A longo prazo, isso gera irritabilidade, lentidão mental e aumenta muito o risco de compulsão alimentar”, acrescenta a especialista.
 
Da mesma forma, a ideia de que passar fome é sinônimo de eficiência no emagrecimento também entra na lista das inverdades. “Ficar longos períodos sem comer, tem alguns prejuízos. Um deles é o aumento do cortisol, o hormônio do estresse, onde a pessoa tem facilidade para acumular gordura na região abdominal e também aumenta a compulsão alimentar à noite”, diz Karine Lima. Ela ainda afirma que é importante fazer as quatro refeições ao dia e que todas tenham proteína para ter saciedade e que a pessoa não fique beliscando fora dos horários das refeições.
 
A "mágica" que não existe
 
Até mesmo receitas populares, como a famosa água com limão em jejum, entram no radar dos mitos quando recebem propriedades que não possuem. Embora seja uma prática saudável para hidratação e aporte de vitamina C, ela não tem o poder de queimar gordura sozinha. “Nenhum alimento isolado, chá ou mistura tem a capacidade fisiológica de ‘derreter’ a gordura corporal. O emagrecimento real vem do conjunto de uma alimentação equilibrada e gasto calórico”, reforça a nutricionista.
 
Neste 1º de abril, o melhor conselho de saúde é a cautela. Antes de retirar grupos alimentares inteiros da sua rotina baseando-se em vídeos rápidos da internet, lembre-se que o equilíbrio e o acompanhamento profissional são as únicas ferramentas que não mentem para o seu corpo.

Fonte: COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS (Raquel Pinho e equipe)

terça-feira, 31 de março de 2026

Cuide da Sua Saúde - Procure um(a) Médico(a) Especialista

SAÚDE DO SEU SISTEMA ÓSSEO

Dr. Júlio César Cavalcante Chagas

Sindicato dos Médicos aponta superlotação na UPA Canindezinho e cobra medidas do ISGH para pacientes graves

UPA Canindezinho


O Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou, na última sexta-feira (27), ofício ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) solicitando providências diante do cenário de superlotação na UPA Canindezinho. A manifestação ocorre após visita de fiscalização realizada pela entidade, que identificou recorrência de pacientes em estado grave permanecendo na unidade por períodos prolongados, em função de dificuldades no processo de regulação para hospitais de maior complexidade.

De acordo com o Sindicato, a permanência desses pacientes em uma unidade de pronto atendimento, cuja estrutura é voltada a atendimentos de menor complexidade e estabilização inicial, tem gerado sobrecarga assistencial e ampliado o risco operacional. O cenário implica, ainda, a assunção de responsabilidades clínicas que extrapolam a capacidade estrutural da unidade.

Durante a inspeção, também foram observadas fragilidades no dimensionamento da equipe médica, especialmente na condução de casos críticos. Segundo a entidade, a concentração de atribuições em um único médico responsável por plantão compromete a capacidade de resposta diante de ocorrências simultâneas de maior gravidade, elevando o risco assistencial e a possibilidade de eventos adversos.

Diante desse contexto, o Sindicato dos Médicos do Ceará solicitou ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar a adoção de medidas imediatas, incluindo a designação de um segundo médico para funções de chefia ou subchefia por plantão, com o objetivo de assegurar melhor distribuição de responsabilidades e suporte à equipe assistencial. A entidade também recomendou a reavaliação do dimensionamento da equipe, considerando o perfil de gravidade dos pacientes atendidos.

O ofício encaminhado ao ISGH propõe, ainda, a revisão dos fluxos de regulação, visando reduzir o tempo de permanência de pacientes graves na unidade, além da análise de viabilidade para implementação de programas de formação em urgência e emergência, com supervisão qualificada, como estratégia para qualificação da assistência.

Segundo o Sindicato, a adoção dessas medidas é fundamental para adequar a operação da unidade às diretrizes assistenciais previstas para o atendimento de urgência, garantindo maior segurança para pacientes e profissionais de saúde.

Assessoria de Imprensa Sindicato dos Médicos do Ceará - Capuchino Press

Mitos e verdades sobre a vacinação no Brasil

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Vacinas são responsáveis pelo controle de diversas doenças como tétano, poliomielite e sarampo

A vacinação é algo cada vez mais importante para a sociedade, seja a BCG, a vacina contra pólio, Covid-19 ou HPV, o imunizante tem por objetivo prevenir algumas doenças infecciosas ou a sua forma grave, diminuindo os riscos de internação, disseminação da doença e óbitos, podendo levar até a erradicação da doença. Especialmente após a pandemia da Covid-19, os imunizantes se tornaram assunto ainda mais presente nas conversas do dia a dia da população.

De acordo com a infectologista pediátrica na Rede de Hospitais São Camilo, Claudia Maekawa Maruyama, as vacinas foram responsáveis por erradicar somente a varíola.“Doenças como a paralisia infantil, sarampo, rubéola, coqueluche, tétano,  entre outras, não estão erradicadas, mas são efetivamente controladas pela vacinação”, comenta. Alguns mitos sempre são levantados quando o tema é vacinação e Maruyama esclarece quatro deles.

 Mito: Vacinas podem causar doenças.

As vacinas não tem o potencial de fazer com que a pessoa desenvolva a doença, mesmo quando feitas do “próprio” vírus. O que acontece é que o antígeno – molécula que fará com que os anticorpos reajam – do qual a vacina é produzida pode ser feito por meio de formas genéticas mais fracas ou inativadas de uma determinada doença. Isso é feito para que o sistema imunológico possa reconhecer aquele organismo e aprender a combatê-lo, mas a dose da vacina não tem nenhuma capacidade de causar doenças.

Mito: Tomar mais de uma vacina pode causar efeitos colaterais perigosos.

As vacinas podem possuir efeitos colaterais leves como febre ou dores no local da aplicação, porém, não são capazes de causar autismo, por exemplo. “Podem acontecer casos raros de reações adversas incomuns, porém é mais provável que uma pessoa fique gravemente adoecida ao ser acometida por uma condição que pode ser prevenida, do que por tomar a vacina”, explica a infectologista. No entanto, tomar mais de 1 vacina em um mesmo dia, não acumula ou intensifica as reações. 

Depende: Apenas uma dose da vacina é suficiente para a prevenção.

Cada vacina possui seu esquema vacinal, algumas vacinas demandam somente uma dose, no entanto, a vacina da Hepatite B e HPV, necessitam de outras doses. Já outras necessitam de reforço como, por exemplo, anti-tetânica a cada 10 anos. Para aquelas que necessitam de mais de 1 dose ou  reforço, receber  somente  a primeira dose não é o suficiente para prevenir a doença. 

Verdade: Não é todo mundo que pode tomar vacinas.

Para determinadas vacinas, pode existir contra indicação, como, alergias graves (anafilaxia) a algum componente da vacina ou condições de saúde, como imunossupressão grave, que podem contraindicar o seu recebimento. “Ressalto a importância da imunização coletiva para que essa parcela também esteja protegida contra as doenças”, esclarece a infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. É importante ressaltar que todos os imunizantes no Brasil são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que possam ser disponibilizados nas redes de saúde. 

 Informações à Imprensa: Paulo Ariel paulo.ariel@agenciacontatto.com.br

segunda-feira, 30 de março de 2026

Registro de atualidade e memória do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Registro das Professoras do Curso de Medicina de Sobral da UFC: Carla Roberta Macedo e Izabela Tamira Farias))

 




ATUALIDADE- Há 25 anos, quando  o Curso de Medicina da UFC em Sobral dava os seus primeiros passos, o Prof. Gerardo Cristino (seu primeiro coordenador, 2001-2014) profetizava em suas falas de motivação às primeiras turmas: “Vocês é quem vão tomar conta desse curso, vão ser os nossos professores no futuro e vão assumir o Curso”. 

​Hoje, o registro da página @fotos_medsobral_amelhor traz um momento de reunião de trabalho que não é apenas burocrático, mas a materialização do vaticínio do Prof. Gerardo Cristino. Na foto, as professoras Carla Roberta Macedo e Izabella Tamira Farias, cujas trajetórias se confundem com a própria história do Curso, avaliam as rotinas voltadas para a formação dos internos.

 


​Atualmente, ambas exercem funções de liderança. A Profª. Carla Roberta pertence à segunda turma e a Profª. Izabella Tamira à quinta turma. Hoje, elas retribuem à instituição o conhecimento que receberam, ocupando funções de gestão na estrutura administrativa do Curso. A Profª. Carla Roberta é Coordenadora Geral do Internato e Coordenadora Adjunta do Curso. Já a Profa. Izabella Tamira é a Coordenadora Adjunta Geral do Internato. 


​Além da gestão acadêmica para os estágios do Internato, elas seguem no dia a dia do ensino como professoras efetivas nas áreas de Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria, respectivamente. Corajosamente, as duas ao assumirem cargos de liderança personificam o espírito de dedicação, de desafios e o orgulho de ser UFC que todo egresso formado em Sobral carrega na sua bagagem técnica, ética e afetiva. 


Por fim, ver ex-alunas conduzindo o destino do Curso é a prova de que a semente plantada em 2001 germinou, floresceu e hoje motiva e inspira a formação dos futuros médicos da escola médica sobralense da UFC.

Varizes Vasinhos - (Dr. Elpidio Ribeiro - Cirurgião Vascular e Endovascular)

A escolha de tratar varizes ou vasinhos primeiro depende da gravidade dos sintomas e das recomendações do seu médico. Geralmente, as varizes são tratadas primeiro se causarem dor, inchaço, ou outros sintomas mais graves, pois elas podem indicar problemas mais profundos na circulação. Vasinhos, por outro lado, são normalmente uma preocupação estética e podem ser tratados posteriormente. Uma consulta com um angiologista ou cirurgião vascular ajudará a determinar o melhor plano de tratamento para o seu caso específico.

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Dr. Elpidio Ribeiro da Silva Filho

CirurgiãoVascular e Endovascular

CREMEC: 16.907 / RQE-CE: 11.221

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Forquilha realiza 2ª caminhada de conscientização do autismo no dia 1º de abril

 

Liderada pela primeira-dama Jamile Rodrigues, a Prefeitura de Forquilha convida a população para participar da 2ª Caminhada de Conscientização do Autismo, que será realizada no próximo dia 1º de abril.

A iniciativa tem como objetivo promover a inclusão, ampliar o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fortalecer o apoio às pessoas com autismo e suas famílias no município.

A programação terá início às 7h30, com concentração na Praça Juarez Júnior, reunindo participantes em um momento de união, empatia e conscientização.

A orientação é que os participantes vistam azul, cor que simboliza a causa, e levem energia positiva para reforçar a importância do respeito, da informação e da inclusão.

A ação reforça o compromisso do município com políticas de inclusão e com a valorização das famílias atípicas, estimulando uma sociedade mais acolhedora e consciente.

Fonte: https://sobralemrevista.com.br

Hipertensão mascarada: quando a pressão parece normal no consultório, mas está alta no dia a dia

Condição silenciosa pode passar despercebida e exige cuidados especiais para o diagnóstico preciso, alerta presidente do Departamento de Hipertensão Arterial

A hipertensão mascarada ocorre quando a pressão arterial parece normal durante a consulta médica, mas se mantém elevada no dia a dia. De acordo com o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), qualquer pessoa pode desenvolver essa condição, mas alguns fatores aumentam esse risco, tais como: tabagismo, consumo elevado de álcool, estresse frequente ou ambiente de alta pressão, atividade física irregular ou sedentarismo parcial, sobrepeso ou obesidade, histórico familiar de hipertensão, e também a presença de outros fatores de risco cardiovascular, como colesterol alto ou diabetes. 

“Este comportamento da pressão arterial é o inverso da Hipertensão do Jaleco Branco. Na hipertensão mascarada a pressão arterial medida no consultório está abaixo de 140/90mmHg, e, portanto, o médico e paciente podem não reconhecer a existência de hipertensão. Sem o diagnóstico adequado este paciente não receberá as orientações de tratamento. A única forma de identificar a hipertensão mascarada é realizando exames complementares para avaliar a pressão arterial fora do consultório. Os estudos mostram que o portador de hipertensão mascarada apresenta um risco de complicações igual ou até superior ao indivíduo que tem o diagnóstico de hipertensão conhecido, explica a presidente do DHA, Dra. Erika Campana.

A condição chama ainda mais atenção diante do aumento dos casos de hipertensão no país, que passaram de 22,6% para 29,7% entre 2006 e 2024, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2025). Por ser silenciosa e difícil de identificar, a condição exige cuidado redobrado e medições fora do ambiente clínico para um diagnóstico correto e precoce.

A seguir, conheça os principais exames que ajudam a identificar a hipertensão mascarada de forma precisa:

  • MAPA 24h: monitoramento contínuo para um diagnóstico mais preciso

A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) 24h, é um exame que acompanha a pressão arterial ao longo de um dia inteiro, inclusive durante o sono, enquanto a pessoa realiza suas atividades normais. Com medições automáticas a cada poucos minutos, ele consegue identificar variações que não aparecem no consultório, ideal para diagnosticar casos como a hipertensão mascarada.

  • MRPA: o acompanhamento da pressão no conforto de casa

A Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) é um exame complementar em que a medida da pressão arterial é feita pelo próprio paciente (ou por um familiar ou cuidador treinado) em casa, seguindo um protocolo sistematizado de horário e número de medidas da pressão arterial, durante cinco dias. Assim como a MAPA, a MRPA pode ser um exame utilizado para o diagnóstico da hipertensão mascarada.

Sobre o Departamento de Hipertensão Arterial da SBC

Criado no início da década de 1980, o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) é um braço da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) dedicado ao estudo, diagnóstico, tratamento e prevenção da hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como uma das principais referências científicas e institucionais do país, com papel central na organização do conhecimento e na qualificação da prática clínica no Brasil. Atualmente sob a presidência da Dra. Erika Campana, no biênio 2026/2027, o departamento estabelece como missão a prevenção, inovação e educação continuada.

Informações à Imprensa: Gabriela Araújo gabriela@markable.com.br

Reflexão da Semana

 


sexta-feira, 27 de março de 2026

Saúde da Pele - Drª Fernanda Nobre (Dermatologista)

CUIDE DA SUA SAÚDE   

SAÚDE DA PELE (DERMATOLOGIA)

Drª. Fernanda Nobre

Dermatologista

Atendimento na Clínica Vesalius

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

  Agendamentos (88) 9.9480-6813


Santa Casa de Sobral entrega 64 novas poltronas para setor de hemodiálise

 


Os pacientes da hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Sobral foram surpreendidos com balões e aplausos na manhã da segunda-feira (23/3). A acolhida especial marcou a entrega de 64 novas poltronas destinadas ao setor, que foram adquiridas no mês de janeiro, mas entregues agora em março. A renovação completa do mobiliário foi realizada com recursos provenientes de doações.

Entre as principais fontes de doações financeiras para a Santa Casa está a parceria com a Enel, por meio do projeto Doe com Misericórdia, que possibilita a contribuição voluntária diretamente na conta de energia elétrica. Outra ação permanente é a campanha Seu Troco Vale Vida, realizada por meio do PIX do hospital.

As novas poltronas são do modelo Flex Clínica, projetadas para oferecer conforto e ergonomia durante sessões prolongadas de hemodiálise. Equipadas com comandos reclináveis, possuem estrutura reforçada, braços rebatíveis, rodízios e revestimento resistente a produtos hospitalares. Os modelos suportam até 200 kg, sendo adequados para ambientes hospitalares e de cuidados contínuos.

O nefrologista e coordenador médico do Eixo de Cuidado Clínico da Santa Casa, Cristiano Araújo, reforçou a importância da iniciativa. “Reconhecemos o empenho da direção da Santa Casa em oferecer as melhores condições para os pacientes portadores de doença renal crônica que fazem o tratamento na unidade de hemodiálise. O conforto começa no acolhimento dentro da unidade, assim como também uma melhor acomodação. São pacientes que permanecem deitados numa poltrona por quatro horas por sessão, três vezes por semana”, destaca.

O médico também ressaltou que a unidade de hemodiálise da Santa Casa vem passando por esse processo contínuo de modernização para dar melhor qualidade de tratamento aos pacientes. “Recentemente, adquirimos novas máquinas, tivemos uma nova climatização das salas de hemodiálise com a aquisição de novos aparelhos de ar-condicionado e agora com novas poltronas garantimos um melhor tratamento aos nossos pacientes com melhor conforto no momento que ficam na máquina de hemodiálise”, completa.

Entre os pacientes, a avaliação é positiva, com destaque para a melhoria no bem-estar durante as sessões. 

Saiba como ajudar

A Santa Casa de Misericórdia de Sobral segue aberta a receber doações e convida a população a fazer parte dessa corrente do bem. Doe qualquer valor e ajude a Santa Casa a continuar salvando vidas todos os dias.
PIX: doesantacasa@stacasa.com.br


Fonte: https://sobralemrevista.com.br/ 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS

Pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico

O cuidado humanizado é uma diretriz do SUS (Foto: Agência Brasil)

O Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram uma parceria para que o laboratório público brasileiro passe a produzir medicamento avançado contra o câncer a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O acordo é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde.

O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico para identificar e combater as células cancerígenas. Além disso, é uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, e tem demonstrado grande eficácia.

O remédio já vem sendo comprado pelo Ministério de Saúde, diretamente da MSD, e é usado no SUS, para o tratamento de alguns pacientes com melanoma metastático, tipo de câncer de pele agressivo e que se espalha para outros órgãos.

De acordo com a Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, aproximadamente 1,7 mil pessoas são atendidas por ano, a um custo de R$ 400 milhões.

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS) vai avaliar a inclusão no tratamento de casos de câncer de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão. A MSD calcula que isso aumente a demanda para cerca de 13 mil pacientes por ano.

Fernanda de Negri explica que um dos benefícios da parceria é a possibilidade de diminuição de custos, pois o contrato prevê a transferência gradual de tecnologia, para que, em alguns anos, o Butantan possa assumir a produção do medicamento. Outros benefícios são a prioridade no fornecimento e o desenvolvimento tecnológico.

"O objeto dessa parceria é uma molécula nova, e o Butantan vai desenvolver a capacidade de produzir esta molécula e acima de tudo desenvolver a competência para produzir outras moléculas similares no futuro."

Segundo ela, a produção nacional deixa o paciente mais seguro. "A gente produzir aqui deixa o paciente brasileiro com mais garantias de que esse medicamento não vai faltar por conta de eventos externos que causem a interrupção de cadeias logísticas."

Concorrência
A parceria é resultado de edital com o objetivo de promover a cooperação entre entidades privadas, públicas e científicas com o objetivo de desenvolver ou absorver tecnologias que favorecem o SUS. O edital faz parte de uma estratégia nacional que pretende nacionalizar a produção de 70% dos insumos de saúde utilizados no SUS, em até 10 anos.

O diretor executivo de Relações Governamentais da MSD Brasil, Rodrigo cruz, explica que o processo de transferência de tecnologia do pembrolizumabe para o Butantan vai começar assim que as novas inclusões do medicamento no SUS forem aprovadas. A incorporação das etapas de produção será feita gradualmente ao longo de dez anos.

"No começo, a é que eles aprendam como se faz a rotulagem, o envase, para depois passar para formulação e aí sim chegar à etapa final que é a produção do medicamento em si. Todas as etapas estão previstas dentro do projeto. Leva até oito anos para produzir o Ifa [ingrediente farmacêutico ativo] nacional e, a partir daí, finalizar o remédio 100% nacional."

O anúncio da parceria foi feito durante o evento Diálogo Internacional - Desafios e Oportunidades para a Cooperação em Tecnologias em Saúde, realizado no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da abertura de maneira remota, e ressaltou a importância das parcerias para o desenvolvimento do país.

"Não tem como enfrentar esses desafios sem forte cooperação internacional. A saúde deixou de ser apenas uma política social e passou também a ser um eixo central do desenvolvimento econômico, inovação tecnológica e geração de empregos qualificados."

O ministro destacou ainda a cadeia estrutural do sistema público de saúde brasileiro. "O SUS não é apenas o maior sistema público universal do mundo, mas também um dos maiores mercados estruturados do planeta em escala, previsibilidade, demanda e capacidade de absorção tecnológica." (Agência Brasil)

quarta-feira, 25 de março de 2026

Estudo da UFC sobre capacete Elmo é publicado em uma das principais revistas de pneumologia do mundo


Imagem: Equipamento de laboratório utilizado para testes de máscaras respiratórias. No centro da imagem há uma cabeça de manequim dentro de uma câmara transparente de plástico, semelhante a um cilindro. O manequim está conectado a tubos e válvulas que simulam respiração. A base do equipamento é azul e o conjunto está sobre uma bancada de laboratório, com outros equipamentos
O estudo envolveu 1.685 pacientes tratados com o Elmo, sendo essa uma das maiores amostras no mundo em pesquisas relacionadas ao uso de capacetes de suporte ventilatório (Foto: Ribamar Neto/UFC)

 

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso clínico no fim de 2020, durante o pico da segunda e mais mortal onda de covid-19 no país, o capacete Elmo – dispositivo de suporte ventilatório não invasivo idealizado e desenvolvido no Ceará – tem sido alvo de estudos para validação e aprimoramento desde então.

Agora, um novo estudo soma-se a esse cenário de investigações, trazendo evidências consideradas de alto impacto sobre sua aplicação e eficácia. Coordenada pelo médico Marcelo Alcântara, professor da Faculdade de Medicina (Famed) da UFC e idealizador do Elmo, a pesquisa analisou dados de 1.685 adultos diagnosticados com covid-19 e insuficiência respiratória hipoxêmica aguda, que receberam suporte respiratório com o uso do equipamento, entre novembro de 2020 e novembro de 2021.


O objetivo foi avaliar fatores relacionados à necessidade de intubação endotraqueal (ETI) e à mortalidade hospitalar, mesmo após o uso do dispositivo. Robusto, o estudo foi considerado de forte rigor metodológico e alta precisão estatística, e, em fevereiro deste ano, teve seus resultados publicados na Chest, uma das principais revistas científicas do mundo especializada em pneumologia, no artigo "Helmet-CPAP in 1,685 Covid-19 Patients: Outcomes and Predictors of Success in a Resource-Limited Multicenter Cohort".

DADOS – Segundo os achados, entre todos os pacientes da pesquisa, 63% não precisaram de intubação; já a taxa de mortalidade hospitalar foi de 24%,  ocorrendo quase exclusivamente entre os pacientes intubados.

O estudo também apontou fatores de proteção contra ETI, incluindo idade mais jovem, maior relação PaO₂/FiO₂ (índice que mede eficiência da oxigenação sanguínea e a troca gasosa pulmonar), menos eventos adversos e tratamento em hospital público. Já entre os fatores que aumentavam o risco de intubação e mortalidade estavam idade avançada, comorbidades, níveis aumentados de LDH, ureia e creatinina.

De acordo com os pesquisadores, esses resultados indicam que as características clínicas basais e a resposta fisiológica precoce são determinantes do sucesso do uso do Elmo e podem orientar a seleção e o monitoramento de pacientes em ambientes com recursos limitados (com pouco acesso a recursos de saúde por questões socioeconômicas).

Para reduzir a correlação entre os fatores avaliados (que pode distorcer estimativas e prejudicar a interpretação dos dados), eles foram separados em quatro domínios clínicos:

  • características intrínsecas do paciente (idade, sexo, IMC, comorbidades); 
  • dados relacionados à gravidade do acometimento pulmonar e momento da intervenção (como saturação periférica de oxigênio, tempo de sintomas e escore de falência dos órgãos);
  • valores relacionados ao comprometimento sistêmico (extrapulmonar) do corpo, como LDH, ureia, creatinina, diuréticos, hemoglobina e plaquetas;
  • dados ligados à resposta ao uso do Elmo (medição de PaO₂/FIO₂ após 2–24h, pH, HCO₃ e eventos adversos como claustrofobia e boca seca).

“Ao separarmos essas quatro categorias, conseguimos fazer uma análise muito interessante e descobrir quais variáveis, dentro de cada categoria, interferem no resultado final (evitar intubação e a mortalidade hospitalar), sendo esse um dos pontos fortes do estudo”, explica Marcelo Alcântara.

“Por exemplo, vimos que a idade é um fator determinante no resultado final. Ou seja, pacientes mais idosos tratados com o capacete, em um cenário parecido com o que foi estudado, têm maior risco de necessitar de intubação. E assim nós conseguimos encontrar vários preditores que podem ser testados e avaliados em estudos futuros”, completou.

CONQUISTA – O docente chama atenção para a importância de publicar o estudo na Chest. “É um periódico da American College of Chest Physician (Colégio Americano de Médicos do Tórax), associação muito tradicional dos EUA. A revista tem bastante prestígio e critérios de revisão bem mais rigorosos. Mais de três revisores participaram da análise do nosso trabalho nos mínimos detalhes, e no final o artigo foi elogiado por eles”, comemora Marcelo.

Para ele, uma publicação desse nível motiva a equipe a continuar trabalhando e tentando captar recursos. “Seguimos pesquisando o uso do Elmo em outras situações. Por exemplo, em pacientes que estão na emergência com insuficiência respiratória de outras causas que não covid, relacionadas a doenças pulmonares, doenças cardíacas, ou em pacientes que fazem cirurgias grandes e, no no pós-operatório, precisam de um suporte respiratório”, pontua.

Considerado um dos maiores exemplos de inovação em saúde no Ceará, o capacete Elmo foi viabilizado a partir de uma articulação entre universidades, Governo do Estado e setor empresarial. “Durante a pandemia conseguimos aplicá-lo em milhares de pacientes em um cenário de limitações, com falta de respiradores, falta de máscaras e outros itens. Muitas vezes, o capacete foi a única solução acessível. E ver agora, provado por A mais B, que a imensa maioria desses pacientes se beneficiou, sem precisar evoluir para uma intubação, é muito gratificante”, avalia Marcelo.

Fonte: Marcelo Alcântara, professor do Departamento de Medicina Clínica da Famed/UFC – fone: (85) 3366.8052