sexta-feira, 17 de abril de 2026

CUIDE DA SUA SAÚDE - PROCURE UM (A) MÉDICO (A) ESPECIALISTA

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Atendimentos

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

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SAÚDE DA MULHER (GINECOLOGIA)

Drª Carla Macedo


Atendimento na Clínica Prioritá

São Lucas Medical Center  

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 Agendamentos (88) 9.9318-4038


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 SAÚDE VASCULAR (ANGIOLOGIA)

Dr. Elpidio Ribeiro


Cirurgião Cardiovscular

Atendimento

Instituto de Saúde São Francisco

São Lucas Medical Center  

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NEUROLOGIA/NEUROCIRURGIA

Dr. Gerardo Cristino


Atendimento

Instituto Neurológico São Lucas

São Lucas Medical Center  

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TRATAMENTO DO CÂNCER 

(ONCOLOGIA - CIRURGIA GERAL)

Dr. Janssen Loiola e Dr. Diego Bezerra

Agendamentos para Dr. Janssen Loiola (88) 9.9636-9220

Atendimento na Clínica Vesalius

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

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  Agendamentos para o Dr. Diego Bezerra (88) 9.9480-6813

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 SAÚDE DA PELE (DERMATOLOGIA)

Drª. Fernanda Nobre

Dermatologista

Atendimento na Clínica Vesalius

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 Agendamentos (88) 9.9480-6813



Anvisa proíbe canetas emagrecedoras sem registro no Brasil

Produzidos por empresa desconhecida, produtos não podem ser comercializados no país

Os medicamentos Gluconex e Tirzedral serão apreendidos (Foto: freepik)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (14), a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, distribuição, importação e o uso dos produtos.

Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa.

Orientações

Por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.

Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas e lotes citados podem entrar em contato com a Agência, por meio dos Canais de Atendimento, ou com a Vigilância Sanitária (Visa) local, utilizando os contatos disponíveis no portal da Anvisa.

Fonte: O OTIMSTA (https://ootimista.com.br

Ceará TEAcolhe está com novo edital de chamamento público

 


O Ceará TEAcolhe está sendo ampliado para chegar a mais pessoas em todo o estado. O atendimento itinerante foi pensado para levar suporte de saúde, psicossocial e jurídico gratuitos a famílias com pessoas autistas nas 14 regiões administrativas do Ceará.

A ação foca no acolhimento, oficinas de cuidado e suporte emocional para cuidadores.

Para que a nova etapa Intinerante seja colocada em prática, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Proteção Social (SPS), está divulgando um novo edital de chamamento público para que entidades possam se inscrever para a seleção de quem ficará responsável pela implementação das ações.

O edital, com todas as datas do processo de inscrição e seleção para o TEAcolhe Itinerante está no site da SPS, o www.sps.ce.gov.br.

Atualmente, o Ceará TEAcolhe oferece apoio gratuito e descentralizado para crianças, adolescentes com autismo (TEA) e suas famílias através de uma plataforma virtual de acolhimento para mães e cuidadoras.

 

Fonte: Sobral Em revista 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Sobre cirurgia para refluxo gastroesofágico - Dr. Diego Bezerra (Cirurgião Geral - Cirurgião Oncológico)



São considerados ainda fatores como:

- Tempo que a pessoa tem refluxo

- Intensidade

- Frequência dos sintomas

- Vontade do paciente em

- Resolver a condição

Compartilhe para mais pessoas saberem sobre esse assunto.


Dr Diego Bezerra CRM 10362 - Cirurgião Oncológico

📍 Vesalius Centro Médico 📲 (88) 36772311 ou WhatsApp (88) 98007000

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Nas redes sociais, siga o Dr. Diego Bezerra pelos canais do Facebook e Instagram @drdiegobezerra

Boca como porta de entrada: o elo invisível entre saúde bucal e doenças sistêmicas

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Novos estudos reforçam que infecções bucais podem desencadear inflamações sistêmicas e permitir a entrada de bactérias na corrente sanguínea, impactando órgãos vitais

A saúde bucal vai muito além da estética e da região da própria boca. Evidências científicas recentes reforçam um alerta ainda pouco difundido fora da odontologia: problemas dentários e gengivais silenciosos podem estar associados ao aumento do risco de doenças graves, como infarto, AVC e até demência. O conceito de que a boca é uma porta de entrada para o organismo ganha força à medida que estudos reforçam como infecções bucais podem afetar todo o corpo.

De acordo com a dentista e diretora da Neodent, Dra. Priscila Cordeiro, a cavidade oral funciona como um dos principais pontos de contato com o meio externo. “Tudo o que ingerimos passa pela boca e a mucosa bucal é altamente vascularizada. Quando há inflamações, infecções ou feridas, bactérias podem entrar na corrente sanguínea com mais facilidade”, explica. Os microrganismos podem atingir outras regiões do corpo e contribuir para inflamações em vasos sanguíneos, podendo afetar órgãos como o coração e o cérebro. Entre os principais fatores de risco estão as doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, que frequentemente evoluem de forma silenciosa. Sem dor nos estágios iniciais, essas condições podem se transformar em inflamações crônicas relevantes. Além disso, infecções dentárias, normalmente geradas por cáries profundas, e até a perda dentária, também podem ter impacto sistêmico, podendo comprometer a nutrição e a qualidade de vida.

Nesses casos, soluções como os implantes dentários ganham destaque ao possibilitar a reabilitação funcional da mastigação e a preservação da saúde óssea, contribuindo para o equilíbrio do organismo como um todo. “A odontologia moderna oferece soluções cada vez mais integradas, desde tratamentos periodontais até reabilitações com implantes, que contribuem não apenas para a estética, mas para a saúde como um todo”, ressalta a Dra. Priscila.

A relação entre a saúde bucal e as doenças cardiovasculares já é um dos pontos consolidados. Segundo a especialista, a periodontite contribui para um estado inflamatório sistêmico que favorece a formação de placas de gordura nas artérias — processo conhecido como aterosclerose — podendo elevar o risco de infarto e AVC. “Não se trata de uma causa única, mas é um fator de risco relevante e, principalmente, evitável com cuidados diários e acompanhamento odontológico adequado”, destaca.

Outro campo que vem ganhando atenção é a ligação entre doenças bucais e o declínio cognitivo. Estudos recentes indicam que bactérias e mediadores inflamatórios originados na boca podem alcançar o cérebro e contribuir para processos inflamatórios neurológicos ao longo do tempo. Embora ainda esteja em investigação, essa associação acende um sinal de alerta para a importância da saúde bucal na prevenção de doenças neurodegenerativas.

Sinais silenciosos e prevenção

Sangramento gengival, mau hálito persistente, retração gengival, mobilidade dentária e sensibilidade são alguns dos sinais frequentemente ignorados, mas que podem indicar problemas mais sérios. Alterações na posição dos dentes também devem ser avaliadas, pois impactam diretamente a higiene e o equilíbrio da mordida. Para pacientes com aparelhos ortodônticos a atenção deve ser redobrada, já que esses dispositivos exigem cuidados específicos para evitar o acúmulo de placa bacteriana. Nesses casos, alinhadores ortodônticos transparentes são uma alternativa que facilita a higiene e favorece a manutenção da saúde bucal durante o tratamento.

Segundo a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Fernanda Santini, os alinhadores oferecem diversos benefícios “Além de praticamente imperceptíveis, os alinhadores proporcionam mais comodidade no dia a dia e facilitam a higienização bucal quando comparados aos aparelhos tradicionais. Isso permite ao paciente manter seus hábitos de escovação e uso do fio dental com facilidade, favorecendo um tratamento mais equilibrado e com resultados previsíveis”.

A prevenção continua sendo a principal aliada. Hábitos simples, como a escovação adequada, o uso diário do fio dental e as visitas regulares ao dentista, podem evitam o avanço de infecções e o comprometimento de outros sistemas do organismo. O controle de fatores de risco, como o tabagismo e o diabetes, também é determinante. 

Informações à Imprensa: Central Press centralpress@centralpress.com.br


 

Pesquisa associa uso de medicamentos comuns ao risco de demência (Dr. Hermano Rocha)

Google Imagens

Um estudo publicado recentemente por Underwood et al. [1] no periódico Alzheimer’s & Dementia: Translational Research & Clinical Interventions utilizou dados de mais de 130 milhões de pessoas e de 1 milhão de casos de demência para investigar a associação entre a prescrição de uma ampla gama de medicamentos e o risco da doença. “Entender se os medicamentos atualmente em uso (pelos pacientes) podem ser redirecionados para uso na demência é uma prioridade urgente”, escreveram os autores.

A revisão analisou guias administrativas e registros eletrônicos de saúde (RES) provenientes de 42 estudos, os quais incluíram amostras de 7.500 a 117 milhões de participantes. Os estudos elegíveis examinaram a associação entre o uso de medicamentos prescritos (ou vários preditores em potencial, sendo pelo menos um deles o uso de medicamentos) e a incidência de demência diagnosticada de acordo com critérios padronizados, incluindo demência por todas as causas e subtipos (por exemplo, doença de Alzheimer, demência vascular, doença de corpos de Lewy, demência na doença de Parkinson). A pesquisa incluiu estudos principalmente dos EUA, além de Japão, Coreia do Sul, Alemanha e País de Gales.

O diagnóstico de demência foi identificada predominantemente usando códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) em RES e dados de guias. A maioria dos estudos se concentrou na doença de Alzheimer, enquanto alguns também incluíram demência por todas as causas ou demência vascular como resultados.

Medicamentos como antibióticos, anti-hipertensivos, hipolipemiantes, anti-inflamatórios e vacinas foram associados à redução do risco de demência em vários estudos.

Medicamentos comumente usados para controlar condições como doenças cardiovasculares, depressão, doenças neurodegenerativas e distúrbios gastrointestinais estavam ligados a um risco maior de demência.

Medicamentos prescritos para depressão e ansiedade, antipsicóticos, medicamentos para insônia, convulsões e doença de Parkinson também estavam entre os associados a um risco maior de demência nos estudos.

Como os próprios autores destacam em seu texto, algumas das associações apresentam plausibilidade biológica e podem no futuro levar a um novo uso para a medicação, enquanto outras carecem de maiores estudos para tentar explicar os dados encontrados. Algumas delas têm sido estudadas com afinco recentemente, com resultados promissores, e suportam os achados deste estudo.

Por exemplo, estudos recentes mostram que determinadas classes de medicamentos anti-hipertensivos, especialmente os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRAs) e os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECAs), podem conferir efeitos protetores contra o declínio cognitivo e a demência. Evidências mostram que BRAs estão associados a uma incidência reduzida de demência em comparação com outras classes de anti-hipertensivos, sugerindo um mecanismo neuroprotetor que pode estar ligado à sua capacidade de modular a pressão arterial e melhorar o fluxo sanguíneo cerebral. [2]

Da mesma forma, acredita-se que os medicamentos anti-inflamatórios, especialmente os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), desempenham um papel na modulação do risco de demência devido aos seus efeitos sobre a neuroinflamação. No entanto, a eficácia clínica dos AINEs na prevenção da demência permanece controversa, com algumas pesquisas indicando que o uso em longo prazo pode não produzir benefícios cognitivos significativos e pode até mesmo apresentar riscos de efeitos adversos. [3,4] 

Por sua vez, os medicamentos redutores de lipídios, principalmente as estatinas, também foram examinados por sua possível associação com o risco de demência. Embora alguns estudos observacionais tenham sugerido que o uso de estatinas possa estar associado a um risco menor de desenvolver demência, as evidências permanecem variadas. [5]

Por outro lado, os antidepressivos, que neste estudo foram associados a risco aumentado, têm sido amplamente estudados quanto à sua possível função no risco de demência, com achados mistos surgindo na literatura recente. A relação entre depressão e demência é complexa, pois os sintomas depressivos podem tanto preceder quanto acompanhar o declínio cognitivo, sendo este ponto inclusive uma limitação deste estudo, como veremos em breve. Ainda, indivíduos com sintomas depressivos mais tarde na vida têm um risco maior de desenvolver demência, sugerindo que a depressão pode servir tanto como um fator de risco quanto como uma manifestação precoce de processos neurodegenerativos.  [6]

Em que pese a relevância numérica e estatística dos achados, a revisão reconhece várias limitações presentes nos estudos incluídos. Uma das principais preocupações é a possibilidade de classificação errônea da exposição, pois os dados se basearam principalmente nos medicamentos prescritos como um proxy para a ingestão real de medicamentos, sem confirmação direta da adesão do paciente ou do consumo de medicamentos. Isso pode levar a imprecisões na determinação da verdadeira associação entre medicamentos específicos e o risco de desenvolver demência. Além disso, os estudos carecem de informações abrangentes sobre vários fatores de confusão, como nível de escolaridade, status socioeconômico, predisposições genéticas, ou biomarcadores relevantes.

Outra limitação digna de nota, que é também destacada na revisão, é a possibilidade de causalidade reversa. Por exemplo, determinados medicamentos identificados como associados ao aumento do risco de demência, como antipsicóticos e antidepressivos, podem ser influenciados pelo fato de que indivíduos com sinais precoces de declínio cognitivo têm maior probabilidade de receber prescrição desses medicamentos, em vez de os próprios medicamentos causarem demência.

Apesar dessas limitações, a revisão enfatiza o potencial promissor das abordagens orientadas por dados para o avanço da pesquisa sobre o redirecionamento de medicamentos e a exploração das vias causais na demência. Especificamente, o aproveitamento dos dados ômicos e das técnicas de randomização mendeliana pode oferecer percepções valiosas para a identificação de novos alvos de medicamentos. Ao integrar essas metodologias avançadas, os pesquisadores podem se aprofundar na compreensão dos mecanismos subjacentes às associações entre medicamentos e demência, possivelmente descobrindo novos caminhos terapêuticos e melhorando os resultados dos pacientes neste campo de pesquisa.

Em conclusão, esta revisão sistemática oferece uma visão geral abrangente dos dados atuais sobre as associações entre medicamentos comumente prescritos e o risco de demência, destacando padrões esperados biologicamente e outros inesperados. As descobertas podem ajudar a priorizar medicamentos candidatos ao redirecionamento para demência e orientar pesquisas futuras nessa importante área.

Créditos: Silga Belte | Dreamstime.com  - Medscape © 2025 WebMD, LLC

https://portugues.medscape.com/verartigo/6512286

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Você está no grupo de risco que tem mais chances de ter varizes? - (Dr. Elpidio Ribeiro - Cirurgião Vascular e Endovascular)

 


Grupo de Risco:

- Histórico familiar;.

- Fica muito tempo sentado ou em pé;

- Está acima do peso;

- Sedentária(o).

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Dr. Elpidio Ribeiro da Silva Filho

CirurgiãoVascular e Endovascular

CREMEC: 16.907 / RQE-CE: 11.221

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Sobralense conduz ensaios clínicos que testam terapias inovadoras para o câncer de próstata nos Estados Unidos

 

O The Miriam Hospital tratou os primeiros pacientes do mundo em dois novos ensaios clínicos que testam terapias inovadoras para o câncer de próstata, oferecendo aos pacientes locais acesso a tratamentos de ponta anos antes de estarem amplamente disponíveis.

Os estudos fazem parte do Programa de Ensaios Clínicos de Fase Inicial (Fase I) da Brown University Health e são liderados pelo médico sobralense Benedito Arruda Carneiro Filho, MD, diretor de Pesquisa Clínica e Desenvolvimento de Medicamentos contra o Câncer e diretor associado da Divisão de Hematologia/Oncologia, além de co-líder do Programa de Terapias Oncológicas do Legorreta Cancer Center, da Brown University.

“O Programa de Ensaios Clínicos de Fase Inicial da Brown University Health e do Legorreta Cancer Center é essencial para tornar esse tipo de avanço possível”, afirmou o Dr. Benedito Carneiro. “Nosso programa nos permite levar, com segurança, as terapias mais inovadoras contra o câncer aos pacientes de forma precoce e perto de suas casas, ao mesmo tempo em que avançamos em pesquisas que podem mudar a forma como o câncer de próstata é tratado em todo o mundo.”

Ambos os estudos se concentram em tratamentos projetados para atingir com precisão as células do câncer de próstata, minimizando os danos aos tecidos saudáveis.

Um dos ensaios está testando um novo tipo de imunoterapia que ajuda o sistema imunológico do próprio corpo a reconhecer e atacar o câncer de próstata. O tratamento funciona guiando as células de defesa diretamente até as células cancerígenas que possuem uma proteína comumente encontrada nesse tipo de tumor. Ao ajudar o sistema imunológico a localizar e se ligar aos tumores, a terapia busca desencadear uma resposta imune potente e direcionada.

Fonte: Sobral Em Revista 

Governo ouve a população sobre a possibilidade de incorporar tratamento semanal com injeção subcutânea para pacientes com hemofilia B sem inibidores


 

Em avaliação pelo Ministério da Saúde, a medicação dispensa a necessidade de infusões intravenosas frequentes e é indicada para pacientes que não desenvolveram anticorpos após tratamento com fatores de coagulação

Está aberta uma consulta pública até 27 de abril, para receber a contribuição da sociedade no processo de avaliação da incorporação, ao Sistema Único de Saúde (SUS), de um tratamento profilático semanal para pessoas com hemofilia B sem inibidores. A terapia é administrada por meio de aplicação subcutânea com caneta pré-preenchida e é indicada para pacientes a partir de 12 anos que não desenvolveram anticorpos após o tratamento com fatores de coagulação.1

A hemofilia é uma doença genética rara que compromete a capacidade de coagulação do sangue, dificultando a interrupção de hemorragias8. O sangramento recorrente, especialmente em articulações como os joelhos, pode levar a complicações importantes, como dor intensa, dificuldade de movimentos e necessidade de colocação de próteses. A condição pode se manifestar como hemofilia A, caracterizada pela deficiência do fator de coagulação VIII⁸, ou como hemofilia B, a forma mais rara da doença que está associada à falta do fator IX.. No Brasil, cerca de 14 mil pessoas vivem com a condição, o que coloca o país entre as quatro maiores populações de pacientes com hemofilia no mundo.2

Apesar desse cenário, o conhecimento da população sobre a doença ainda é limitado. Dados da pesquisa “Percepções sobre Hemofilia”, realizada pela Ipsos-Ipec, apontam que 52% das pessoas conhecem a condição e reconhecem que se trata de uma doença genética que afeta a coagulação do sangue. No entanto, ainda há lacunas importantes, pois cerca de 60% dos entrevistados não sabem da existência de diferentes tipos de hemofilia. Além disso, 51% desconhecem como é realizado o tratamento da doença.9

Esse estudo quantitativo, realizado entre os dias 2 e 16 de março de 2026 pela Ipsos-Ipec, teve como objetivo identificar o conhecimento e percepções sobre a hemofilia. Foram ouvidos internautas de 18 anos ou mais, pertencentes às classes ABC e moradores de São Paulo (Capital) e Regiões Metropolitanas de Belém, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Distrito Federal. A amostra é representativa dos internautas das áreas de interesse, considerando a população adulta. Ao todo, foram realizadas 1.740 entrevistas, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, sobre os resultados encontrados no total da amostra.9

Por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o Ministério da Saúde avalia a inclusão do medicamento Marstacimabe, desenvolvido pela Pfizer.3 Como parte desse processo, durante a 149ª Reunião Ordinária da Conitec, realizada em 4 de março de 2026, o Comitê recomendou o encaminhamento do tema à Consulta Pública com parecer desfavorável à incorporação. A Consulta Pública representa uma etapa prevista no processo regulatório, na qual contribuições da sociedade são analisadas antes da decisão final.

Com mecanismo de ação inovador, a terapia tem o potencial de contribuir para um controle mais eficiente da doença, com menor taxa de sangramento anual, e, ao dispensar a necessidade de infusões intravenosas frequentes - que hoje fazem parte da rotina de muitos pacientes - pode melhorar a adesão ao tratamento profilático, com melhores resultados.1 Diferentemente do tratamento convencional, que se baseia na reposição do fator de coagulação ausente e exige administração intravenosa e acompanhamento constante, o Marstacimabe é um anticorpo monoclonal que atua por meio da inibição do ‘Tissue Factor Pathway Inhibitor (TFPI)’, proteína que naturalmente impede o processo de coagulação.1

Administrado por via subcutânea apenas uma vez por semana, o paciente pode ter maior previsibilidade no controle dos sangramentos, contribuindo para uma rotina com menos intervenções relacionadas à hemofilia.

O tratamento da hemofilia avançou de forma significativa nas últimas décadas, mas muitos pacientes ainda enfrentam desafios para manter a doença sob controle, especialmente aqueles que precisam receber infusões frequentes, várias vezes por semana. A possibilidade de um medicamento como esse alcançar um número maior de pessoas por meio do SUS representa um passo importante para ampliar o acesso a terapias inovadoras e pode contribuir para uma rotina com menos intervenções, reduzindo a preocupação constante com episódios de sangramento e suas possíveis complicações ao longo da vida”, afirma Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil.

Na prática, muitos desses pacientes precisam se deslocar com frequência até hemocentros para receber infusões ou retirar medicamentos, o que pode representar um desafio para as famílias. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Pessoas com Hemofilia (Abraphem), realizada em 2025, o tempo médio de deslocamento até um centro de tratamento é de 1h42, com distância média de 85 km, causando dificuldade na continuidade do cuidado. O estudo também mostra obstáculos relacionados à administração intravenosa do tratamento: entre famílias de pacientes na primeira infância, 67% apontaram o acesso venoso como o principal desafio, e 26% dos cuidadores de crianças de 0 a 6 anos relataram perda de medicamento devido à dificuldade de acesso venoso.6

O estudo ainda indica que prática esportiva e vida social podem ser significativamente impactadas, gerando sobrecarga física e psicológica para as famílias, especialmente nos primeiros anos de vida. Diante desse contexto, 82% dos cuidadores de pacientes menores de 18 anos afirmaram desejar tratamentos menos invasivos. Entre as dificuldades de adesão mais citadas estão o medo de agulhas e a alta frequência de infusões intravenosas, fatores que ajudam a explicar o interesse por alternativas terapêuticas que possam melhorar a rotina de tratamento e a qualidade de vida.6

Além dos desafios relacionados ao acesso e à administração do tratamento, os dados do mesmo estudo evidenciam o impacto significativo da hemofilia na saúde articular. Cerca de 70% dos adultos e 50% dos adolescentes apresentaram sete ou mais episódios de hemartrose no último ano. Entre os adultos, aproximadamente 80% já convivem com artropatia hemofílica, e 30% passaram por procedimentos ou cirurgias articulares. Esse impacto é ainda mais evidente nas faixas etárias mais avançadas: entre os pacientes com mais de 45 anos, 29% utilizam prótese articular.

Sobre o estudo

A aprovação de Hympavzi foi baseada nos resultados dos estudos realizados durante seu programa de desenvolvimento clínico, que demonstraram o perfil de eficácia e segurança do tratamento4. No estudo de fase 3 BASIS, envolvendo adultos e adolescentes com hemofilia A e B, o tratamento profilático com Hympavzi promoveu uma diminuição de 92% na taxa anual de sangramentos (na comparação com o tratamento sob demanda, após sangramentos). Além disso, em relação aos pacientes que receberam profilaxia realizada com os fatores de coagulação, o novo medicamento alcançou uma redução de 35% nos sangramentos tratados4. Hympavzi também foi aprovado nos Estados Unidos, Europa e Japão no final de 20245.  

Consulta pública e participação popular 

A consulta pública é um mecanismo de participação social, de caráter consultivo, que busca promover o diálogo entre a administração pública e os cidadãos. É realizada com prazo definido e, no âmbito da saúde, oferece a qualquer pessoa a oportunidade de opinar sobre as decisões relacionadas ao setor, podendo ampliar a voz da população nos processos de incorporação e oferta de medicamentos e vacinas pelo SUS, por exemplo.  

As consultas públicas abertas estão reunidas no site da Conitec, do Governo Federal. As pessoas interessadas podem seguir o passo a passo abaixo para participar:  

  • Localizar a Consulta Pública no 27/2026 - Marstacimabe 

  • Clicar em “Formulário de Contribuição”

  • Seguir as instruções de preenchimento do formulário 

O link direto para o formulário de participação nesta consulta pública para avaliação do tratamento de hemofilia B sem inibidores é:  Consulta Pública nº 27/2026 - Marstacimabe para tratamento de pacientes adultos e adolescentes (≥ 12 anos de idade, acima de 35kg) com hemofilia B grave sem inibidores contra o fator IX de coagulação plasmático - CP nº 27/2026 - Consultas Públicas Conitec/SECTICS - Brasil Participativo



Referências

  1. PFIZER BRASIL. Hympavzi® (marstacimab): bula para profissionais de saúde. Disponível em: https://www.pfizer.com.br/bulas/hympavzi. Acesso em: 09 mar. 2026.

  2. Ministério da Saúde. Brasil tem a quarta maior população de pacientes com hemofilia do mundo. Brasília, jan. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/janeiro/brasil-tem-a-quarta-maior-populacao-de-pacientes-com-hemofilia-do-mundo. Acesso em: 09 mar. 2026.

  3. Ministério da Saúde. Manual de diagnóstico e tratamento de inibidores em pacientes com hemofilia congênita. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/participacao-social/consultas-publicas/2021/arquivos/manual-de-diagnostico-e-tratamento-de-inibidores-em-pacientes-com-hemofilia-congnita/view. Acesso em: 09 mar. 2026.

  4. U.S. NATIONAL LIBRARY OF MEDICINE. Study of the efficacy and safety of PF-06741086 in adult and teenage participants with severe hemophilia A or moderately severe to severe hemophilia B (ClinicalTrials.gov Identifier: NCT03938792). ClinicalTrials.gov. Disponível em: https://clinicaltrials.gov/study/NCT03938792. Acesso em: 09 mar. 2026.

  5. PFIZER INC. U.S. FDA approves Pfizer’s HYMPAVZI™ (marstacimab-hncq) for the treatment of adults and adolescents with hemophilia A or B without inhibitors. Disponível em: https://www.pfizer.com/news/press-release. Acesso em: 09 mar. 2026.

  6. ABRAPHEM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PESSOAS COM HEMOFILIA. Mapeamento da jornada do paciente com hemofilia no Brasil. Disponível em: https://abraphem.org.br/mapeamento-da-jornada-do-paciente-com-hemofilia-no-brasil/. Acesso em: 16 mar. 2026.

  7. PIETROBELLI, T. M. O. et al. Jornada do paciente com hemofilia B. Hematology, Transfusion and Cell Therapy, v. 46, Supl. 4, p. S568-S569, out. 2024. DOI: 10.1016/j.htct.2024.09.955. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2531137924012884?via%3Dihub . Acesso em: 13 mar. 2026

  8. FEDERAÇÃO BRASILEIRA DE HEMOFILIA. A hemofilia. Hemofiliabrasil.org.br, 2025. Disponível em: https://www.hemofiliabrasil.org.br/a-hemofilia. Acesso em: 13 mar. 2026.

  9. IPSOS. Percepções sobre hemofilia. Março 2026. Versão 1.


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