segunda-feira, 20 de abril de 2026

Dr. Gerardo Cristno Filho - Médico Neurocirurgião (Instituto Neurológico São Lucas - Sobral/CE)

 

Criado em 2000 pelo neurocirurgião Gerardo Cristino Filho, o Instituto Neurológico São Lucas oferece atendimento especializado em Neurologia e Neurocirurgia. O equipamento de saúde encontra-se localizado no São Lucas Medical Center, à avenida Mosenhor José Aloisio Pinto, 1362, Bairro Cidade Gerardo Cristino de Menezes, Sobral-Ceará.  
Contato: 📱(88)99793-0609

Saúde mental em foco: conheça os serviços psicológicos da UFC para alunos da graduação


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Projeto Escuta Ativa, do Departamento de Psicologia da UFC, faz parceria com o Naspe para ampliar os acolhimentos em grupo para alunos da graduação. (Crédito: Divulgação / Naspe/DAE/UFC)

Tão valiosa quanto a saúde física e emocional, a saúde mental complementa o ser humano e é vital para o exercício de atividades do dia-a-dia. Na Universidade Federal do Ceará (UFC), os alunos de graduação têm à sua disposição ferramentas de apoio e orientação em questões psicológicas, por meio da Divisão de Atenção ao Estudante (DAE) da Coordenadoria de Atenção Multiprofissional ao Estudante (Came) da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae), em parceria com o Departamento de Psicologia da UFC.

Esses setores planejam e executam ações para acompanhar os discentes em suas demandas pedagógicas e de saúde física e mental, com equipe composta por psicólogos, pedagogos e assistente social. Os serviços ofertados incluem acolhimento, atendimento pedagógico e psicopedagógico, atividades de grupo e acompanhamento psicológico individualizado.

ESCUTA ATIVA - Para ampliar essa rede de atendimento e seu alcance entre os estudantes, o projeto Escuta Ativa, do Departamento de Psicologia, se uniu ao serviço de Acolhimento Psicossocial do Núcleo de Apoio Sociopsicológico a Estudantes (Naspe), vinculado à DAE, para disponibilizar momentos de acolhida voltados para grupos. A iniciativa realiza escutas pontuais de alunos que demandem esse cuidado por conta de alguma situação que estejam vivenciando, e incentiva uma cultura de solidariedade na universidade, prevenindo o agravamento do sofrimento dos universitários, além de oferecer um campo de estágio básico para discentes de Psicologia.

Todas as quartas-feiras, das 14h às 16h, na sala de grupos da Prae (rua Paulino Nogueira, 315, Bloco III, 1º andar), bolsistas do curso de Psicologia, sob a supervisão do professor Emanuel Meireles Vieira, do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC, recebem presencialmente aqueles que precisam de ajuda na relação saúde mental e vida universitária.

Os presentes são convidados a relatar suas vivências de forma livre, em um ambiente seguro, acolhedor e ético, sem obrigatoriedade de fala ou continuidade nos encontros. A participação, voltada para alunos de graduação, é feita mediante preenchimento de formulário, também disponível no perfil do projeto no Instagram.

“A parceria com o Naspe surgiu no ano passado e tem sido fundamental. Eles cedem o espaço, dão apoio institucional, sempre discutimos o que precisamos junto a eles, e também há possibilidades de encaminhamento mútuo, pois, muitas vezes, o estudante procura o acolhimento individual, mas poderia se beneficiar de momentos em grupo, ou o contrário, ou, ainda, poderia ser encaminhado para outros tipos de serviço na UFC”, explica o professor Emanuel.

A colaboração do Naspe com o projeto amplia as possibilidades de cuidado em saúde mental. “Ofertamos aos estudantes um espaço de escuta, partilha e identificação com experiências semelhantes, o que contribui para o sentimento de pertencimento e apoio mútuo no contexto universitário”, aponta Davi Sampaio Marques, psicólogo do núcleo.

A média de alunos que frequentam o acolhimento coletivo do Escuta Ativa varia de acordo com a época do ano, com até oito participantes por semana. O serviço tem portas abertas também para quem não tiver preenchido o formulário.

MAIS ATENDIMENTOS - O Naspe atende estudantes de graduação regularmente matriculados, que são o público-alvo das ações da assistência estudantil. Com orientações da DAE, são ofertadas as seguintes modalidades:

- Acolhimentos individuais, com cerca de 32 atendimentos semanais, incluindo novas admissões e retornos breves (podendo chegar a até quatro retornos por estudante);
- Grupo de psicoterapia, conduzido semanalmente, com vagas limitadas, por dois psicólogos da equipe Naspe;
- Projeto SigniFICANDO, que organiza reuniões coletivas e grupos de apoio psicológico voltados para o apoio à permanência na universidade facilitados por psicólogos(as) da DAE.

Para os acolhimentos, é preciso agendar via Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa), com sessões feitas conforme disponibilidade de vagas, podendo ocorrer de forma presencial ou remota. A participação no grupo psicoterapêutico ocorre após discussão dos casos pela equipe de acolhimento multiprofissional da Prae. No caso do SigniFICANDO, as inscrições acontecem periodicamente e as informações são divulgadas nas mídias da Prae. Interessados também podem entrar em contato pelo e-mail projetosignificando@gmail.com.

“Os atendimentos psicológicos da universidade cultivam a solidariedade e nos ajudam a lidar com as profundas e necessárias transformações que o mundo acadêmico apresenta. Toda essa heterogeneidade traz tensões, sofrimento, dúvidas, encontros com diferenças, e que bom que a UFC tem um ambiente para tomar isso como um mote para diálogo, encontro e solidariedade”, afirma o professor Emanuel.

OUTRAS AÇÕES - O Naspe ainda mantém o MapSaúde, projeto que divulga programas e ações internas da UFC de promoção e cuidado em saúde no contexto universitário, e desenvolve atividades coletivas institucionais, como palestras e rodas de conversa sobre saúde mental na universidade, formação em primeiros cuidados psicológicos e manejo de crises, além de demandas específicas das unidades acadêmicas.

A UFC dispõe, ainda, de outras formas de acompanhamento para alunos em Fortaleza e nos campi do interior. Conheça eles no Guia Rápido do Aluno.

Fontes: Emanuel Meireles Vieira, professor do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC - e-mail: escutaativa@ufc.br, e Davi Sampaio Marques, psicólogo do Naspe/DAE/UFC - e-mail: davi.marques@ufc.br

Reflexão da Semana


Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, disse: “O homem é o único animal que causa dor aos outros sem outro propósito senão o de fazê-lo”

sexta-feira, 17 de abril de 2026

CUIDE DA SUA SAÚDE - PROCURE UM (A) MÉDICO (A) ESPECIALISTA

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Atendimentos

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

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SAÚDE DA MULHER (GINECOLOGIA)

Drª Carla Macedo


Atendimento na Clínica Prioritá

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

 Agendamentos (88) 9.9318-4038


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 SAÚDE VASCULAR (ANGIOLOGIA)

Dr. Elpidio Ribeiro


Cirurgião Cardiovscular

Atendimento

Instituto de Saúde São Francisco

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 


Agendamentos (88) 9.9802-7000


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NEUROLOGIA/NEUROCIRURGIA

Dr. Gerardo Cristino


Atendimento

Instituto Neurológico São Lucas

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 


 Agendamentos (88) 9.9793-0609


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TRATAMENTO DO CÂNCER 

(ONCOLOGIA - CIRURGIA GERAL)

Dr. Janssen Loiola e Dr. Diego Bezerra

Agendamentos para Dr. Janssen Loiola (88) 9.9636-9220

Atendimento na Clínica Vesalius

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

  Agendamentos para o Dr. Diego Bezerra (88) 9.9480-6813

****

 

 SAÚDE DA PELE (DERMATOLOGIA)

Drª. Fernanda Nobre

Dermatologista

Atendimento na Clínica Vesalius

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

 Agendamentos (88) 9.9480-6813



Anvisa proíbe canetas emagrecedoras sem registro no Brasil

Produzidos por empresa desconhecida, produtos não podem ser comercializados no país

Os medicamentos Gluconex e Tirzedral serão apreendidos (Foto: freepik)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (14), a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por empresa não identificada. A medida também proíbe a comercialização, distribuição, importação e o uso dos produtos.

Amplamente divulgados na internet e vendidos como medicamentos injetáveis de GLP-1, os produtos são conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, mas não têm registro, notificação ou cadastro na Anvisa.

Orientações

Por se tratarem de produtos irregulares e de origem desconhecida, não há qualquer garantia quanto ao seu conteúdo ou à sua qualidade. Por isso, não devem ser utilizados em nenhuma hipótese.

Profissionais de saúde e pacientes que identificarem produtos das marcas e lotes citados podem entrar em contato com a Agência, por meio dos Canais de Atendimento, ou com a Vigilância Sanitária (Visa) local, utilizando os contatos disponíveis no portal da Anvisa.

Fonte: O OTIMSTA (https://ootimista.com.br

Ceará TEAcolhe está com novo edital de chamamento público

 


O Ceará TEAcolhe está sendo ampliado para chegar a mais pessoas em todo o estado. O atendimento itinerante foi pensado para levar suporte de saúde, psicossocial e jurídico gratuitos a famílias com pessoas autistas nas 14 regiões administrativas do Ceará.

A ação foca no acolhimento, oficinas de cuidado e suporte emocional para cuidadores.

Para que a nova etapa Intinerante seja colocada em prática, o Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Proteção Social (SPS), está divulgando um novo edital de chamamento público para que entidades possam se inscrever para a seleção de quem ficará responsável pela implementação das ações.

O edital, com todas as datas do processo de inscrição e seleção para o TEAcolhe Itinerante está no site da SPS, o www.sps.ce.gov.br.

Atualmente, o Ceará TEAcolhe oferece apoio gratuito e descentralizado para crianças, adolescentes com autismo (TEA) e suas famílias através de uma plataforma virtual de acolhimento para mães e cuidadoras.

 

Fonte: Sobral Em revista 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Sobre cirurgia para refluxo gastroesofágico - Dr. Diego Bezerra (Cirurgião Geral - Cirurgião Oncológico)



São considerados ainda fatores como:

- Tempo que a pessoa tem refluxo

- Intensidade

- Frequência dos sintomas

- Vontade do paciente em

- Resolver a condição

Compartilhe para mais pessoas saberem sobre esse assunto.


Dr Diego Bezerra CRM 10362 - Cirurgião Oncológico

📍 Vesalius Centro Médico 📲 (88) 36772311 ou WhatsApp (88) 98007000

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Boca como porta de entrada: o elo invisível entre saúde bucal e doenças sistêmicas

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Novos estudos reforçam que infecções bucais podem desencadear inflamações sistêmicas e permitir a entrada de bactérias na corrente sanguínea, impactando órgãos vitais

A saúde bucal vai muito além da estética e da região da própria boca. Evidências científicas recentes reforçam um alerta ainda pouco difundido fora da odontologia: problemas dentários e gengivais silenciosos podem estar associados ao aumento do risco de doenças graves, como infarto, AVC e até demência. O conceito de que a boca é uma porta de entrada para o organismo ganha força à medida que estudos reforçam como infecções bucais podem afetar todo o corpo.

De acordo com a dentista e diretora da Neodent, Dra. Priscila Cordeiro, a cavidade oral funciona como um dos principais pontos de contato com o meio externo. “Tudo o que ingerimos passa pela boca e a mucosa bucal é altamente vascularizada. Quando há inflamações, infecções ou feridas, bactérias podem entrar na corrente sanguínea com mais facilidade”, explica. Os microrganismos podem atingir outras regiões do corpo e contribuir para inflamações em vasos sanguíneos, podendo afetar órgãos como o coração e o cérebro. Entre os principais fatores de risco estão as doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, que frequentemente evoluem de forma silenciosa. Sem dor nos estágios iniciais, essas condições podem se transformar em inflamações crônicas relevantes. Além disso, infecções dentárias, normalmente geradas por cáries profundas, e até a perda dentária, também podem ter impacto sistêmico, podendo comprometer a nutrição e a qualidade de vida.

Nesses casos, soluções como os implantes dentários ganham destaque ao possibilitar a reabilitação funcional da mastigação e a preservação da saúde óssea, contribuindo para o equilíbrio do organismo como um todo. “A odontologia moderna oferece soluções cada vez mais integradas, desde tratamentos periodontais até reabilitações com implantes, que contribuem não apenas para a estética, mas para a saúde como um todo”, ressalta a Dra. Priscila.

A relação entre a saúde bucal e as doenças cardiovasculares já é um dos pontos consolidados. Segundo a especialista, a periodontite contribui para um estado inflamatório sistêmico que favorece a formação de placas de gordura nas artérias — processo conhecido como aterosclerose — podendo elevar o risco de infarto e AVC. “Não se trata de uma causa única, mas é um fator de risco relevante e, principalmente, evitável com cuidados diários e acompanhamento odontológico adequado”, destaca.

Outro campo que vem ganhando atenção é a ligação entre doenças bucais e o declínio cognitivo. Estudos recentes indicam que bactérias e mediadores inflamatórios originados na boca podem alcançar o cérebro e contribuir para processos inflamatórios neurológicos ao longo do tempo. Embora ainda esteja em investigação, essa associação acende um sinal de alerta para a importância da saúde bucal na prevenção de doenças neurodegenerativas.

Sinais silenciosos e prevenção

Sangramento gengival, mau hálito persistente, retração gengival, mobilidade dentária e sensibilidade são alguns dos sinais frequentemente ignorados, mas que podem indicar problemas mais sérios. Alterações na posição dos dentes também devem ser avaliadas, pois impactam diretamente a higiene e o equilíbrio da mordida. Para pacientes com aparelhos ortodônticos a atenção deve ser redobrada, já que esses dispositivos exigem cuidados específicos para evitar o acúmulo de placa bacteriana. Nesses casos, alinhadores ortodônticos transparentes são uma alternativa que facilita a higiene e favorece a manutenção da saúde bucal durante o tratamento.

Segundo a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Fernanda Santini, os alinhadores oferecem diversos benefícios “Além de praticamente imperceptíveis, os alinhadores proporcionam mais comodidade no dia a dia e facilitam a higienização bucal quando comparados aos aparelhos tradicionais. Isso permite ao paciente manter seus hábitos de escovação e uso do fio dental com facilidade, favorecendo um tratamento mais equilibrado e com resultados previsíveis”.

A prevenção continua sendo a principal aliada. Hábitos simples, como a escovação adequada, o uso diário do fio dental e as visitas regulares ao dentista, podem evitam o avanço de infecções e o comprometimento de outros sistemas do organismo. O controle de fatores de risco, como o tabagismo e o diabetes, também é determinante. 

Informações à Imprensa: Central Press centralpress@centralpress.com.br


 

Pesquisa associa uso de medicamentos comuns ao risco de demência (Dr. Hermano Rocha)

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Um estudo publicado recentemente por Underwood et al. [1] no periódico Alzheimer’s & Dementia: Translational Research & Clinical Interventions utilizou dados de mais de 130 milhões de pessoas e de 1 milhão de casos de demência para investigar a associação entre a prescrição de uma ampla gama de medicamentos e o risco da doença. “Entender se os medicamentos atualmente em uso (pelos pacientes) podem ser redirecionados para uso na demência é uma prioridade urgente”, escreveram os autores.

A revisão analisou guias administrativas e registros eletrônicos de saúde (RES) provenientes de 42 estudos, os quais incluíram amostras de 7.500 a 117 milhões de participantes. Os estudos elegíveis examinaram a associação entre o uso de medicamentos prescritos (ou vários preditores em potencial, sendo pelo menos um deles o uso de medicamentos) e a incidência de demência diagnosticada de acordo com critérios padronizados, incluindo demência por todas as causas e subtipos (por exemplo, doença de Alzheimer, demência vascular, doença de corpos de Lewy, demência na doença de Parkinson). A pesquisa incluiu estudos principalmente dos EUA, além de Japão, Coreia do Sul, Alemanha e País de Gales.

O diagnóstico de demência foi identificada predominantemente usando códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) em RES e dados de guias. A maioria dos estudos se concentrou na doença de Alzheimer, enquanto alguns também incluíram demência por todas as causas ou demência vascular como resultados.

Medicamentos como antibióticos, anti-hipertensivos, hipolipemiantes, anti-inflamatórios e vacinas foram associados à redução do risco de demência em vários estudos.

Medicamentos comumente usados para controlar condições como doenças cardiovasculares, depressão, doenças neurodegenerativas e distúrbios gastrointestinais estavam ligados a um risco maior de demência.

Medicamentos prescritos para depressão e ansiedade, antipsicóticos, medicamentos para insônia, convulsões e doença de Parkinson também estavam entre os associados a um risco maior de demência nos estudos.

Como os próprios autores destacam em seu texto, algumas das associações apresentam plausibilidade biológica e podem no futuro levar a um novo uso para a medicação, enquanto outras carecem de maiores estudos para tentar explicar os dados encontrados. Algumas delas têm sido estudadas com afinco recentemente, com resultados promissores, e suportam os achados deste estudo.

Por exemplo, estudos recentes mostram que determinadas classes de medicamentos anti-hipertensivos, especialmente os bloqueadores do receptor de angiotensina (BRAs) e os inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECAs), podem conferir efeitos protetores contra o declínio cognitivo e a demência. Evidências mostram que BRAs estão associados a uma incidência reduzida de demência em comparação com outras classes de anti-hipertensivos, sugerindo um mecanismo neuroprotetor que pode estar ligado à sua capacidade de modular a pressão arterial e melhorar o fluxo sanguíneo cerebral. [2]

Da mesma forma, acredita-se que os medicamentos anti-inflamatórios, especialmente os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), desempenham um papel na modulação do risco de demência devido aos seus efeitos sobre a neuroinflamação. No entanto, a eficácia clínica dos AINEs na prevenção da demência permanece controversa, com algumas pesquisas indicando que o uso em longo prazo pode não produzir benefícios cognitivos significativos e pode até mesmo apresentar riscos de efeitos adversos. [3,4] 

Por sua vez, os medicamentos redutores de lipídios, principalmente as estatinas, também foram examinados por sua possível associação com o risco de demência. Embora alguns estudos observacionais tenham sugerido que o uso de estatinas possa estar associado a um risco menor de desenvolver demência, as evidências permanecem variadas. [5]

Por outro lado, os antidepressivos, que neste estudo foram associados a risco aumentado, têm sido amplamente estudados quanto à sua possível função no risco de demência, com achados mistos surgindo na literatura recente. A relação entre depressão e demência é complexa, pois os sintomas depressivos podem tanto preceder quanto acompanhar o declínio cognitivo, sendo este ponto inclusive uma limitação deste estudo, como veremos em breve. Ainda, indivíduos com sintomas depressivos mais tarde na vida têm um risco maior de desenvolver demência, sugerindo que a depressão pode servir tanto como um fator de risco quanto como uma manifestação precoce de processos neurodegenerativos.  [6]

Em que pese a relevância numérica e estatística dos achados, a revisão reconhece várias limitações presentes nos estudos incluídos. Uma das principais preocupações é a possibilidade de classificação errônea da exposição, pois os dados se basearam principalmente nos medicamentos prescritos como um proxy para a ingestão real de medicamentos, sem confirmação direta da adesão do paciente ou do consumo de medicamentos. Isso pode levar a imprecisões na determinação da verdadeira associação entre medicamentos específicos e o risco de desenvolver demência. Além disso, os estudos carecem de informações abrangentes sobre vários fatores de confusão, como nível de escolaridade, status socioeconômico, predisposições genéticas, ou biomarcadores relevantes.

Outra limitação digna de nota, que é também destacada na revisão, é a possibilidade de causalidade reversa. Por exemplo, determinados medicamentos identificados como associados ao aumento do risco de demência, como antipsicóticos e antidepressivos, podem ser influenciados pelo fato de que indivíduos com sinais precoces de declínio cognitivo têm maior probabilidade de receber prescrição desses medicamentos, em vez de os próprios medicamentos causarem demência.

Apesar dessas limitações, a revisão enfatiza o potencial promissor das abordagens orientadas por dados para o avanço da pesquisa sobre o redirecionamento de medicamentos e a exploração das vias causais na demência. Especificamente, o aproveitamento dos dados ômicos e das técnicas de randomização mendeliana pode oferecer percepções valiosas para a identificação de novos alvos de medicamentos. Ao integrar essas metodologias avançadas, os pesquisadores podem se aprofundar na compreensão dos mecanismos subjacentes às associações entre medicamentos e demência, possivelmente descobrindo novos caminhos terapêuticos e melhorando os resultados dos pacientes neste campo de pesquisa.

Em conclusão, esta revisão sistemática oferece uma visão geral abrangente dos dados atuais sobre as associações entre medicamentos comumente prescritos e o risco de demência, destacando padrões esperados biologicamente e outros inesperados. As descobertas podem ajudar a priorizar medicamentos candidatos ao redirecionamento para demência e orientar pesquisas futuras nessa importante área.

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https://portugues.medscape.com/verartigo/6512286