quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Registro de atualidade do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Processo seletivo de monitorira para 2026 do Curso de Medicina de Sobral)



ATUALIDADE - O registro de hoje traz um momento importante do Curso de Medicina de Sobral da UFC, desde os seus primeiros anos. 

Na noite de segunda-feira (23/02) aconteceu, nos espaços do Curso, a seleção de monitores para o ano de 2026. Na ocasião, os estudantes até o 10⁰ semestre participaram do processo seletivo. Por meio do Programa de Iniciação à Docência (PID) da Pró-Reitoria de Graduação/UFC os acadêmicos vivem a experiência prática do ensino, seja com bolsa remunerada ou voluntária. 

​O PID proporciona melhoria na formação acadêmica e currícular, aproximando a relação entre teoria e prática. Fortalece a interação entre estudantes e professores, bem como a participação ativa no planejamento e pesquisa docente. Ao total foram ofertadas 25 bolsas remuneradas e 71 voluntárias, entre as várias disciplinas da área da Assistência Básica à Saúde e da Semiologia Médica. 

O coordenador do Curso de Medicina de Sobral  da UFC, Prof. Paulo Roberto Leal, destacou a importância da monitoria na formação médica e docente. "É uma forma de estimular o crescimento do estudante de medicina, despertar o interesse pela vida acadêmica enquanto orientador dos colegas e incentivá-lo a seguir a carreira docente" explica o coordenador. 

Na ocasião, ele ressaltou a importância do compromisso e o empenho dos professores orientadores das disciplinas que ofertam bolsas para monitoria. Destacou, ainda, a dedicação e o comprometimento da secretária acadêmica do Curso, Keila Gadelha,  na organização e na realização do processo seletivo.

 

 

 

Saúde da Mulher: Sobre os diferentes tipos de DIU (Drª Carla Macedo - Ginecologia e Saúde da Mulher)

 


Os diferentes formatos de DIUs são projetados para se adaptar às variabilidades anatômicas e preferências individuais das mulheres.

➡ Eles podem variar em tamanho e flexibilidade para se ajustar ao tamanho e forma do útero de maneira confortável. Modelos mais flexíveis podem ser mais adequados para algumas mulheres, especialmente aquelas que ainda não tiveram filhos.

➡Alguns DIUs podem ter componentes adicionais como hormônios que são liberados gradualmente

➡O revestimento do DIU pode ser feito de diferentes materiais, como cobre, cobre e prata ou plástico com hormônios. Essa escolha afeta como o DIU funciona e quais efeitos colaterais podem ocorrer.

➡Alguns DIUs têm formatos geométricos específicos, como em T ou em forma de Y, que podem afetar como o dispositivo se encaixa e permanece no útero.

Essa diversidade garante que cada mulher possa encontrar a opção que melhor se alinha com sua saúde e estilo de vida.🥰

Consulte uma Especialista

Drª. Carla Macedo atende na Clínica Prioritá

Endereço: Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362, salas 108  e 109 
Cidade Gerardo Cristino de Menezes
(São Lucas Medical Center)
Sobral-Ceará

Para dúvidas e demais agendamentos:

📞(88) 3677.2312 / 88 9.9318-4038(WhatsApp)

  http://dracarlamacedo.com.br/agendamento


Infarto, diabetes, câncer: o que pode ser evitado com um check-up



Exames periódicos ajudam a detectar doenças silenciosas antes que seja tarde

Quantas vidas poderiam ser poupadas se mais pessoas dedicassem algumas horas por ano à própria saúde? A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, todos os anos, cerca de 18 milhões de pessoas com menos de 70 anos morrem em todo o mundo em decorrência de doenças crônicas não transmissíveis, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), câncer, diabetes e enfermidades respiratórias — muitas delas evitáveis ou passíveis de diagnóstico precoce.

No Brasil, as chamadas mortes evitáveis ainda representam um desafio. Embora os índices tenham caído nas últimas décadas, doenças cardiovasculares e cânceres avançados continuam entre as principais causas de óbito entre adultos e idosos. Para especialistas, medidas simples — como aferir a pressão arterial, analisar os níveis de colesterol e glicemia, ou realizar exames como mamografia e colonoscopia — podem significar a diferença entre um tratamento precoce e a luta contra doenças em estágio irreversível.

É nesse contexto que o check-up anual se revela mais do que uma rotina médica: trata-se de uma estratégia essencial para transformar números frios em histórias reais de longevidade e qualidade de vida.

Check-up: mais do que um exame, uma abordagem preventiva

Um check-up de saúde consiste em um conjunto de exames clínicos e laboratoriais voltados à prevenção. Personalizado conforme idade, sexo e histórico médico, ele abrange consultas com diferentes profissionais de saúde, avaliação física e mental, além de orientações sobre estilo de vida.

“Esse tipo de cuidado permite identificar doenças ainda em fases iniciais, quando as chances de tratamento eficaz e cura são muito maiores”, afirma o cardiologista Vinícius Oro Popp, coordenador do serviço de Check-up do Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR).

Entre as condições que podem ser detectadas precocemente estão alterações metabólicas, como diabetes e colesterol elevado. Também é possível rastrear diversos tipos de câncer — como os de mama, cólon, colo do útero, próstata e pulmão — conforme o perfil de risco de cada paciente.

Do diagnóstico precoce à saúde integral

Com um check-up, é possível identificar problemas nas artérias, como aneurisma de aorta abdominal, e, em casos selecionados, avaliar o risco de doença coronariana, que ainda é a principal causa de morte no mundo”, explica o cardiologista.

Já o especialista em clínica médica do Hospital São Marcelino Champagnat, Ricardo Gullit Ribeiro, também destaca a importância de monitorar a função renal: exames simples de sangue e urina podem revelar sinais de falência dos rins antes mesmo do surgimento dos sintomas. Além disso, ele reforça que o diagnóstico precoce de infecções sexualmente transmissíveis — como HIV e sífilis — pode alterar completamente o prognóstico e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Prevenção individualizada: um plano para cada fase da vida

As recomendações preventivas variam conforme o sexo e a etapa da vida. “Homens, por exemplo, apresentam maior risco cardiovascular em idade mais precoce. Em média, os infartos ocorrem dez anos antes neles do que nas mulheres”, explica Popp.

Entre as mulheres, exames como mamografia e papanicolau já demonstraram impacto significativo na redução da mortalidade e da incidência de cânceres, especialmente quando realizados de forma adequada e com cobertura ampla. Após a menopausa, cresce também a preocupação com a osteoporose, o que muitas vezes exige avaliação óssea.

No caso dos homens, o rastreamento do câncer de próstata deve ser debatido individualmente, considerando histórico familiar e fatores de risco. “O exame de PSA e o toque retal não são indicados de forma universal, mas podem ser essenciais em alguns casos”, orienta Ribeiro. Ele também recomenda o rastreamento de aneurisma de aorta abdominal, especialmente em homens entre 65 e 75 anos que já tenham fumado: “um ultrassom simples pode salvar vidas”.

O essencial: um plano de cuidado contínuo

Independentemente do sexo, há recomendações que valem para todos: controle da pressão arterial, colesterol, glicemia e peso, atenção à saúde mental, testagens regulares para infecções sexualmente transmissíveis e vacinação em dia. “O mais importante é que cada pessoa tenha um plano preventivo ajustado ao seu perfil, histórico familiar e estilo de vida. Essa é a base de um check-up inteligente”, afirma Popp.

Estilo de vida: o maior aliado da saúde

Por fim, o cardiologista destaca que nenhum exame substitui os benefícios de um estilo de vida saudável. Alimentação equilibrada, atividade física regular, controle do estresse e qualidade nos relacionamentos têm impacto direto e comprovado na saúde. “Hoje já há evidências robustas de que vínculos sociais fortes e uma boa rede de apoio são fatores tão protetores quanto manter a glicemia ou o colesterol sob controle”, conclui.

Informações à Imprensa: CENTRAL PRESS LTDA centralpress@centralpress.com.br

LARBOS: OPORTUNIDADE DE TRABALHO – Unidades de Sobral e Tianguá

 


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Registro de atualidade e memória do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Sobre a Drª Izabella Tamira egressa da 5ª turma do Curso de Medicina de Sobral)



ATUALIDADE/MEMÓRIA- Dizem que a medicina escolhida com o coração deixa marcas para a vida toda. O registro de hoje é a prova desta máxima.

Neste registro, um retorno da estudante Ana Rosa Guimarães (17 anos) aos cuidados da Drª Izabella Tamira (médica endocrinologista pediatra). O reencontro da paciente com a sua primeira médica endocrinologista não foi apenas uma consulta, mas um momento de carinho e um bate-papo descontraído que mostra o quanto a empatia transforma o atendimento médico.


Ela é médica egressa da 5ª turma do Curso de Medicina de Sobral da UFC, concluiu a sua Residência em Pediatria na Santa Casa de Misericórdia de Sobral/UFC e a sub especialização no Hospital Universitário Walter Cantidik (UFC) em Fortaleza. A competência técnica e os valores e principios éticos da Drª Izabella é fruto de uma formação sólida e conectada com as suas raízes na Universidade Federal do Ceará (UFC).

A história da Drª Izabella com a pediatria floresceu em um lugar muito especial para os internos, a sala de parto da Santa Casa de Sobral. No último ano do internato 2010), sob o incentivo e a orientação da Drª Renata Freitas (preceptora de Neonatologia no hospital e Professora da UFC), ela se encantou pelo universo dos pequenos. 

Assim, entre os primeiros choros e os primeiros cuidados a bebês e às crianças, ela descobriu sua verdadeira vocação. ​Hoje, depois de 16 anos, esse encantamento se traduz em um atendimento responsável, humano e de excelência para cada criança e/ou adolescente que passa por suas mãos.

No seu consultório, o carinho dos seus e das suas pacientes está resgistrado por meio dos recados, cartinhas, lembranças e mimos personalizados, que trazem a girafa "Gigi" mascote da Clínica CrescenENDO. Um retorno sincero de gratidão e reconhecimento à Drª Izabella Tamira, que também é Profª efetiva do Curso de Medicina de Sobral da UFC desde 2018.

 

 

Izabella Tamira durante atendimento no HRN de Sobral 2023

Entenda o tumor hipofisário (Instituto Neurológico São Lucas - Sobral/CE)

 


O tumor hipofisário tende a produzir aumento da sela túrcica. Essas lesões geralmente manifestam uma combinação de sinais e sintomas como: cefaleias, alteração do apetite, sede, distúrbio do campo visual, particularmente hemianopsia bitemporal ou desvio de hemicampo (imagens que se separam).

Para o correto diagnóstico e tratamento de uma lesão da região selar, é importante o conhecimento dos aspectos clínicos e de imagem. A indicação cirúrgica de qualquer destas lesões, deve ser precedida de uma detalhada avaliação anatômica e hormonal, que pode demonstrar a necessidade de tratamento cirúrgico.

Estudos relatam que os tumores hipofisários compreendem cerca de 15% dos tumores intracranianos, e a abordagem da linha média transesfenoidal se tornou padrão para acessar a região selar e hipofisária (> 95% das indicações cirúrgicas nessa região). O endoscópio representa uma das inovações tecnológicas mais recentes, permitindo uma visão panorâmica mais ampla, independentemente da largura e profundidade do acesso.

As pessoas com sinais e sintomas que possam estar relacionados a alteração da função hormonal da hipófise deverão consultar com um neurocirurgião para cuidadosa avaliação hipofisária e indicação individualizada de tratamento ou de acompanhamento apenas.

Fonte: @institutoneurologicosaolucas (Instagram)


SERVIÇO

INSTITUTO NEUROLÓGICO SÃO LUCAS

Atendimento Especializado em Neurologia e Neurocirurgia

Avenida Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362 

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Em Sobral - Ceará / CEP:62051225

Canal no Youtube: youtu.be/OHQIeZ919LU

Whatsapp: (88) 99793-0609


Ferramenta brasileira calcula risco individual de diabetes em 10 anos


Por: Teresa Santos e Ilana Polistchuck

Qual o risco de uma pessoa apresentar diabetes em 10 anos? Uma ferramenta criada por pesquisadores das Universidades Federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Espírito Santo (UFES) e de Minas Gerais (UFMG) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) busca responder essa pergunta. 

Desenvolvida utilizando dados de 15.105 adultos incluídos no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) — pesquisa de coorte multicêntrica que acompanhou funcionários de universidades e instituições de pesquisa de seis estados brasileiros por um período médio de 7,4 anos —, o Brazilian Diabetes Risk Score (BrDMrisc) apresenta ainda propriedades diagnósticas mais favoráveis do que outras estratégias de rastreamento de diabetes, de acordo com um estudo publicado na Revista de Saúde Pública.

A calculadora trabalha a partir de 12 características laboratoriais e clínicas: idade, índice de massa corporal (IMC), circunferência de cintura, hipertensão, etnia, sexo, história familiar de diabetes, glicemia de jejum, glicemia 2h pós-teste oral de tolerância à glicose, hemoglobina glicada, triglicerídeos e colesterol HDL. Mas, apesar do escore ser composto por essas 12 características, não é necessário ter informações de todas elas para fazer o cálculo do risco. 

“Temos 27 modelos matemáticos diferentes que permitem que o risco seja estimado com as variáveis que estejam disponíveis para o indivíduo e/ou clínico. Na prática, isso significa que conseguimos estimar o risco em 10 anos tendo em mãos apenas glicemia de jejum, por exemplo, ou apenas dados clínicos”, explica a Dra. Paula Andreghetto Bracco, estatística, biomédica, doutora em epidemiologia, professora da UFRGS primeira autora do estudo.

A versatilidade da ferramenta permite diferentes abordagens de uso. O risco pode ser calculado inicialmente com dados clínicos disponíveis durante a consulta. Se o risco se mostrar elevado, exames laboratoriais podem ser solicitados para refinar a estimativa, combinando os resultados com as características clínicas em um novo cálculo.

Em entrevista ao Medscape, a Dra. Paula afirma que não há um ponto de corte definido para identificar alto risco, mas a ferramenta permite uma comparação entre o risco individual estimado e o risco dos mais de 15 mil participantes do ELSA-Brasil. 

Os pesquisadores utilizaram como referência o ponto de corte de 20% de risco em 10 anos, valor próximo ao risco cumulativo observado em pacientes com intolerância à glicose nos grandes ensaios clínicos de prevenção de diabetes, que demonstraram redução de 58% na incidência da doença com intervenções de mudança de estilo de vida.

O BrDMrisc é no site do ELSA-Brasil. No entanto, a Dra. Paula lembra que o grupo ainda está em contato com outras coortes para realizar a validação externa.
Exemplos de uso

O artigo ilustra a versatilidade da ferramenta. No primeiro exemplo apresentado, uma mulher de 44 anos, branca, com IMC de 28 kg/m², circunferência de cintura de 88 cm, com hipertensão mas sem história familiar de diabetes, apresentaria um risco de 11% em 10 anos com base apenas nos dados clínicos. Ao acrescentar o resultado de glicemia de jejum de 113 mg/dL, seu risco seria recalculado para 35%. Assim, baseando-se no ponto de corte de 20% usado no estudo e no risco observado em ensaios clínicos de prevenção, um risco de 35% justificaria intervenção preventiva, seja por mudanças estruturadas de estilo de vida ou farmacológica.

O estudo também mostra como o risco varia continuamente. Para um homem branco de 50 anos com IMC de 28 kg/m², cintura de 100 cm, sem hipertensão ou história familiar, o risco estimado seria de 10% com glicemia de jejum de 100 mg/dL, mas saltaria para 26% com glicemia de 110 mg/dL e para 63% com glicemia de 123 mg/dL.

Outro exemplo demonstra o impacto do IMC no risco. Para um homem branco de 50 anos com cintura de 100 cm, sem hipertensão ou história familiar, o risco em 10 anos variaria de 10% com IMC de 23 kg/m² até 30% com IMC de 40 kg/m².
Vantagens no rastreamento 

Atualmente, existem outras estratégias que são usadas para rastreamento do diabetes, entre elas a glicemia de jejum (≥ 100 mg/dL) e o questionário Finnish Diabetes Risk Score (FINDRISC).

Segundo a Dra. Paula, a principal limitação do rastreamento com base em um exame único, como glicemia de jejum, é que qualquer indivíduo acima do ponto de corte é classificado da mesma forma. “Quando adicionamos valores contínuos nos cálculos, permitimos que o risco seja diferente para um paciente com glicemia de jejum de 105 ou de 115 mg/dL, por exemplo”, explica.

Quanto ao questionário FINDRISC, a autora lembra que, apesar de já ter sido traduzido e adaptado para uso na América Latina, ele foi desenvolvido com dados de um país que apresenta diferenças econômicas, sociais e culturais em relação ao Brasil e nenhum estudo reportou uma validação externa de sua eficácia por aqui. 

“Nesse sentido, para aplicação no nosso contexto clínico, o BrDMrisc tem uma vantagem considerável por ter sido desenvolvido com dados totalmente brasileiros”, destaca a especialista, lembrando que a amostra do ELSA-Brasil foi composta por diferentes grupos da sociedade brasileira em relação a sexo, idade, etnia e escolaridade, entre outros.

Além disso, ela lembra que o significado de uma glicemia de jejum “positiva” varia significativamente em função dos valores dos demais fatores, por exemplo, do IMC. Segundo o artigo, dependendo das características clínicas, uma pessoa com glicemia de jejum de 100 mg/dL pode ter risco variando entre 6% e 20% em 10 anos. Já com glicemia de 110 mg/dL, esse risco pode variar de 16% a 46%.

A Dra. Paula e seus colaboradores identificaram, por exemplo, que o cálculo pelo BrDMrisc baseado em dados clínicos mais glicemia de jejum, quando comparado com a detecção usando exclusivamente a alteração de glicemia de jejum (≥ 100 mg/dL), identificou uma fração mais gerenciável (20,0% versus 40,6%) da população como de alto risco, sendo que os identificados apresentavam um risco duas vezes maior de ter diabetes (28,5% vs. 17,1%).

Na comparação com o FINDRISC, que identifica apenas 8,4% da população como alto risco, mas detecta somente 31,8% dos casos futuros, o BrDMrisc apresenta melhor equilíbrio: identifica uma fração intermediária da população (20%) como alto risco, mantendo sensibilidade de 63,1% na detecção de casos futuros.

“O uso de um escore, como o FINDRISC, seguido da aplicação do teste laboratorial melhora a interpretação de resultado positivo. No entanto, uma melhor estimativa do risco é obtida juntando todos os fatores disponíveis no cálculo de risco, como feito pelo BrDMrisc”, destaca a autora.

Outra vantagem da nova ferramenta, de acordo com a pesquisadora, é que seu resultado é algo interpretável — o risco de apresentar diabetes em 10 anos. “Saber o resultado positivo no FINDRISC ou a partir de uma glicemia de jejum não fornece esta estimativa de risco”, destaca.
O que pensam outros especialistas 

Segundo o Dr. Rodrigo Moreira, endocrinologista e diretor do Departamento de Diabetes Mellitus da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), o BrDMrisc surge como mais uma opção. “É um primeiro estudo que simplesmente testou essa calculadora em uma população. Ela parece funcionar bem e pode nos ajudar a identificar pacientes com maior risco de diabetes.”

No entanto, ele acrescenta que ainda são necessários mais estudos. “Nós usamos a calculadora, identificamos o paciente [de maior risco] e, agora, qual o próximo passo? É uma pergunta que ainda permanece sem resposta.”

“Precisamos de múltiplos estudos que avaliem realmente o impacto dessa ferramenta, principalmente para mudar o prognóstico. Isto é, se eu usar essa ferramenta, identificar os pacientes e tratá-los, isso vai diminuir o risco de diabetes?”, questiona o Dr. Rodrigo.

Segundo ele, essa é uma primeira pesquisa de uma calculadora que pode vir a ser útil no futuro, mas é preciso aguardar mais estudos para aprender a utilizá-la e “entender qual vai ser o impacto dela na nossa prática clínica e na prevenção, principalmente para estabelecer tratamentos que venham a prevenir ou retardar o surgimento do diabetes”.

Teresa Santos é jornalista, bióloga com bacharelado em Genética e mestre em Biodiversidade e Biologia Evolutiva pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Ilana Polistchuck é jornalista, médica, mestre em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), especialista em Clínica Médica pela residência médica do Hospital Federal do Andaraí e em Medicina de Família e Comunidade pela Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. 

Créditos
Imagem principal: Diabetes Andrey Popov/Dreamstime
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Registro de atualidade e memória do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Defesa do Doutordao do Dr. Elpidio Ribeiro egresso da 11ª turma do Curso de Medicina de Sobral)

Dr. Elpidio Ribeiro ao centro com os Professores da Banca Examinadora e seus pais


ATUALIDADE – A postagem de hoje traz o registro da defesa de Doutorado do Dr. Elpidio Ribeiro, egresso da 11ª turma do Curso de Medicina de Sobral da UFC. Ele torna-se Professor Doutor pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP uma das escola médicas mais prestigiadas do País. Parabéns Dr. Elpidio Ribeiro, conceituado médico cirurgião endovascular em Sobral e toda zona Norte . Acesse o instagram do @elpidioribeiro e saiba mais sobre este momento.

 

 

 

Sete sinais silenciosos antes do surgimento das varizes - (Dr. Elpidio Ribeiro - Cirurgião Vascular e Endovascular)

 Antes mesmo das varizes aparecerem, o seu corpo pode estar enviando sinais de alerta. Sensação de peso nas pernas ao fim do dia, coceira persistente, choques, formigamentos, pés mais frios ou pequenas veias visíveis são manifestações sutis de que a circulação não está fluindo como deveria. Esses sintomas são fáceis de ignorar no início, mas revelam um desequilíbrio vascular que merece atenção especializada.


Na maioria dos casos, as doenças venosas se desenvolvem de forma silenciosa e progressiva. Por isso, identificar os primeiros sinais e buscar avaliação com o cirurgião vascular pode fazer toda a diferença na prevenção de complicações futuras. Aqui no Instituto São Francisco, estamos prontos para cuidar de você com excelência e acolhimento em cada etapa do diagnóstico.

SAÚDE VASCULAR (ANGIOLOGIA)

Dr. Elpidio Ribeiro


Cirurgião Vascular e Endovascular

Atendimento Instituto de Saúde São Francisco

  Agendamentos (88) 9.9802-7000

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Lipedema ganha primeira definição global baseada em evidências



Por: Daniela Barros


Descrito pela primeira vez na década de 1940, o lipedema atravessou quase um século como um quadro mal compreendido, frequentemente confundido com obesidade comum ou linfedema e, não raro, tratado como um problema meramente estético. O resultado foi um longo histórico de subdiagnóstico, estigmatização dos pacientes e abordagens terapêuticas fragmentadas. 

Mas esse cenário começou a mudar de forma mais estruturada com a publicação recente do primeiro consenso internacional da Lipedema World Alliance para definição e manejo do lipedema, baseado em metodologia Delphi.

A elaboração do documento reuniu especialistas de 19 países, consolidando 59 afirmações consensuais que abrangem definição, fisiopatologia, diagnóstico, impacto na qualidade de vida, estratégias terapêuticas e futuros caminhos de pesquisa. Mais do que oferecer respostas fechadas, o texto estabelece algo inédito no campo: um ponto de partida comum. 

“Por muitos anos, o cuidado e a pesquisa em lipedema foram fragmentados, não por falta de interesse, mas porque não havia uma definição compartilhada. Médicos diferentes falavam da mesma doença como se fossem entidades distintas”, afirma Dr. Philipp Kruppa, autor correspondente do consenso. “Este documento não resolve tudo, mas cria uma linguagem comum, sem a qual não é possível avançar em pesquisa, educação médica ou políticas de saúde.”

Um dos eixos centrais do consenso é a definição clara do lipedema como doença crônica, caracterizada por acúmulo desproporcional e geralmente simétrico de tecido adiposo subcutâneo nos membros, associado a dor, hipersensibilidade, sensação de peso e impacto funcional, com preservação típica de mãos e pés.

Ao mesmo tempo, o documento é explícito ao diferenciar lipedema de obesidade, ainda que reconheça a frequente coexistência das duas doenças. Essa distinção conceitual tem implicações diretas na prática clínica e no enfrentamento do estigma associado a essa enfermidade. 

“Enquanto o lipedema for visto apenas como um problema estético ou consequência de estilo de vida, a medicina continuará falhando com essas pacientes”, diz Dr. Philipp. “Reconhecê-lo como doença crônica transfere o foco do julgamento para o cuidado.”
Bases biológicas

O consenso também sintetiza o avanço do conhecimento sobre a fisiopatologia do lipedema, ao mesmo tempo que deixa claras as lacunas existentes. Evidências acumuladas sugerem que o tecido adiposo acometido apresenta alterações estruturais e funcionais distintas das observadas na obesidade, incluindo hipertrofia de adipócitos, aumento de fibrose, remodelamento da matriz extracelular e alterações na microcirculação. 

Esses achados ajudam a explicar por que o tecido do lipedema responde de forma diferente às estratégias tradicionais de perda de peso.

Para o endocrinologista Dr. André Murad Faria, membro do Departamento de Lipedema da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP), a fibrose ocupa um papel central nessa diferença biológica. “O aumento do tecido fibrótico reduz a plasticidade do tecido adiposo e dificulta a mobilização lipídica. Isso ajuda a explicar por que, no lipedema, as áreas acometidas respondem pior às estratégias clássicas de perda de peso, ao contrário do que ocorre na obesidade comum”, explica.

A inflamação é outro elemento frequentemente citado na literatura. Diversos estudos sugerem que processos inflamatórios podem contribuir para o surgimento e a progressão do lipedema, com infiltração de células inflamatórias e alterações no microambiente tecidual.

No entanto, mesmo o consenso adota uma postura cautelosa: ainda não está claro se a inflamação observada é causa primária da doença ou consequência da expansão e remodelação do tecido adiposo. “Essa incerteza é fundamental”, observa Dr. Philipp. “Ela nos lembra que, embora tenhamos sinais consistentes de inflamação, os mecanismos exatos ainda não estão totalmente elucidados, o que limita o desenvolvimento de tratamentos direcionados.”

Outro aspecto central é o componente hereditário. História familiar da doença é frequentemente observada em pacientes com lipedema, com prevalência variando de 30% a 90% em diferentes estudos, sugerindo que o fator genético tem peso relevante.

Para o Dr. André, esse achado clínico recorrente reforça a necessidade de vigilância em grupos específicos. “É fundamental manter atenção aumentada em mulheres com história familiar sugestiva e naquelas que relatam início ou piora dos sintomas em períodos de transição hormonal, como puberdade, gestação ou menopausa”, afirma.

Entre as hipóteses das causas, temos padrões de herança autossômica dominante com limitação por sexo ou modelos oligogênicos, mas, novamente, o consenso ressalta que os determinantes genéticos específicos permanecem pouco definidos. Essa incerteza ajuda a explicar por que, apesar de décadas de observação clínica, o lipedema ainda carece de marcadores objetivos para diagnóstico.

Do ponto de vista metabólico e hormonal, a doença afeta predominantemente mulheres e costuma surgir ou se agravar em períodos de transição hormonal. Alterações na resposta local ao estrogênio no tecido adiposo do lipedema vêm sendo descritas e reforçam a ideia de que se trata de um quadro biologicamente distinto da obesidade. 

“Isso não significa tratar o lipedema com hormônios, mas entender que o eixo hormonal atua como modulador da doença, algo que tradicionalmente não faz parte da abordagem clássica da obesidade”, ressalta Dr. André.

Estudos recentes mostram que, embora o tecido acometido seja relativamente resistente, perdas ponderais moderadas podem reduzir o volume absoluto e melhorar sintomas, mas sem corrigir completamente a desproporção corporal característica. 

“A perda de peso pode trazer benefícios metabólicos e sintomáticos importantes, mas a desproporção persiste. Por isso, é essencial alinhar expectativas e evitar frustrações”, acrescenta o endocrinologista. Isso sustenta a recomendação de tratar obesidade concomitante quando presente, mas com objetivos bem definidos.
Diagnóstico clínico, impacto funcional e desafios de acesso

Apesar desses avanços conceituais, o consenso é enfático ao afirmar que o diagnóstico do lipedema continua sendo clínico, baseado em história detalhada, exame físico e exclusão de diagnósticos diferenciais. Não há exames laboratoriais, genéticos ou de imagem oficialmente aprovados para confirmar a doença. Essa falta de testes objetivos contribuiu historicamente para atrasos diagnósticos, que, por sua vez, estão associados a maior carga de sintomas, pior qualidade de vida e aumento de custos para pacientes e sistemas de saúde.

A cirurgiã vascular e endovascular Dra. Nayara Cioffi Batagini, coordenadora da pós-graduação em Cirurgia Vascular Minimamente Invasiva e Endovascular da Faculdade Sírio-Libanês, destaca que a padronização conceitual proposta pelo consenso ajuda a reduzir a heterogeneidade diagnóstica. “O lipedema tem sinais clínicos bastante característicos, mas eles eram interpretados de formas diferentes entre especialidades. O consenso organiza esse raciocínio e reforça que exames são complementares, não substitutos da avaliação clínica”, afirma.

No manejo, o documento reforça que todas as intervenções têm como objetivo aliviar sintomas e prevenir ou retardar a progressão, e não curar a doença. Estratégias conservadoras, como terapia compressiva, exercício adaptado, orientação nutricional e suporte psicológico são a base do tratamento. 

Em casos selecionados, especialmente quando há progressão, dor persistente e limitação funcional apesar do manejo conservador, a cirurgia redutora com preservação linfática pode ser considerada como parte de um plano terapêutico global.

No Brasil, no entanto, a tradução desse conhecimento em acesso efetivo ao cuidado ainda enfrenta barreiras importantes. Para o cirurgião Dr. Fábio Kamamoto, diretor do Instituto Lipedema Brasil, o principal entrave é regulatório. “Mesmo sendo uma doença reconhecida internacionalmente e incluída na CID-11, o [manejo do] lipedema ainda não está estruturado dentro do SUS nem adequadamente incorporado à saúde suplementar”, diz. 

“O sistema costuma enxergar a cirurgia como custo, mas ignora o custo de não tratar: progressão da doença, dor crônica, afastamento do trabalho e perda de mobilidade”, completa o Dr. Fábio.

Ao reconhecer explicitamente suas próprias limitações, o consenso evita promessas fáceis e aponta caminhos para o futuro. O documento destaca a necessidade de estudos longitudinais, padronização de critérios diagnósticos, desenvolvimento de instrumentos reprodutíveis de avaliação e maior integração entre pesquisa, prática clínica e advocacy. 

O documento também enfatiza que o atraso histórico no reconhecimento do lipedema não é apenas um problema científico, mas uma questão de equidade em saúde.

“Este consenso não é o ponto final”, resume Dr. Philipp. “Ele é a base a partir da qual podemos, finalmente, construir conhecimento comparável, formar profissionais e discutir políticas públicas de maneira informada”, finaliza.

Daniela Barros é jornalista, com pós-graduação lato sensu em jornalismo social pela PUC-SP e aluna especial no Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Escreve sobre medicina há 23 anos, colaborando com diversas publicações direcionadas ao tema. 
Créditos
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Doença de Haff: o alerta silencioso que começa no prato e termina no hospital


Google Imagens

 

Por: Willian Barbosa Sales*

A confirmação recente de casos de Doença de Haff no Amazonas pode parecer um problema distante da realidade do Sul do país, por exemplo, mas seria um erro tratá‑la como uma curiosidade regional. A chamada “doença da urina escura”, associada ao consumo de pescado, é um alerta silencioso sobre falhas na segurança alimentar, na vigilância sanitária e na integração entre saúde humana e meio ambiente — temas que dizem respeito a todo o Brasil.

A Doença de Haff é uma forma rara de rabdomiólise, caracterizada pela destruição aguda do músculo esquelético. Os sintomas surgem, em geral, até 24 horas após o consumo de peixe ou crustáceos, mesmo quando preparados de forma adequada, como fritos ou assados. Dor muscular intensa, rigidez, fraqueza e urina escura são os sinais mais comuns. Não se trata de infecção, não há transmissão entre pessoas e o consumo de peixe, por si só, não deve ser encarado como vilão. O que se investiga é a presença de uma toxina termoestável, ainda não identificada, capaz de resistir ao calor do preparo.

Do ponto de vista clínico, a Doença de Haff expõe um problema recorrente no sistema de saúde: o atraso no reconhecimento. A chave diagnóstica está em associar dor muscular intensa à ingestão recente de pescado e confirmar a elevação da creatinofosfoquinase (CPK), enzima que indica lesão muscular. O tratamento é simples, mas depende de tempo: hidratação venosa precoce e vigorosa, monitoramento da função renal e notificação imediata do caso. Quando isso ocorre, o prognóstico costuma ser favorável. Quando não ocorre, o risco de insuficiência renal aumenta significativamente.

No entanto, concentrar o debate apenas no hospital é enxergar apenas metade do problema. A Doença de Haff escancara a importância da cadeia do alimento, especialmente no que diz respeito à origem, conservação e fiscalização do pescado. A legislação brasileira é clara ao determinar que peixe fresco deve ser mantido sob gelo, próximo a 0 °C. Quando o peixe estiver descongelado não pode ultrapassar 4 °C durante o processo. E o peixe congelado deve permanecer em temperaturas negativas estáveis. Essas regras existem para proteger o consumidor, mas nem sempre são cumpridas, sobretudo em mercados informais e cadeias ilegais.

Para estados como o Paraná — grande produtor, distribuidor e consumidor de pescado — o alerta é direto: segurança alimentar começa antes da cozinha. Comprar peixe em locais licenciados, exigir procedência, observar refrigeração adequada e desconfiar de sinais de deterioração não é preciosismo, é saúde pública. Da mesma forma, fiscalizar o comércio irregular não significa atacar o consumo de peixe ou o pequeno produtor, mas proteger quem faz certo e reduzir riscos evitáveis à população.

Há também uma dimensão ambiental que não pode ser ignorada. A recorrência da Doença de Haff em determinadas regiões sugere relação com fatores ecológicos, como qualidade da água, alterações climáticas e desequilíbrios ambientais. É por isso que o conceito de Saúde Única — que integra saúde humana, animal e ambiental — deixa de ser discurso acadêmico e se torna necessidade prática!

A Doença de Haff não pede pânico, nem silêncio. Pede coordenação, informação qualificada e responsabilidade pública. Casos isolados devem servir como lição permanente: fortalecer a vigilância, capacitar profissionais de saúde, garantir fiscalização sanitária e comunicar riscos sem alarmismo. Afinal, quando a falha começa no prato e termina no hospital, o problema já passou da hora de ser tratado como coletivo.

 

*Willian Barbosa Sales é Biólogo, Doutor em Saúde e Meio Ambiente e Coordenador dos cursos de Pós-graduação área da saúde do Centro Universitário Internacional UNINTER.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Complexo Santa Casa de Sobral passa à gestão dos Franciscanos na Providência


O Complexo Santa Casa de Misericórdia de Sobral (SCMS) passará a ser gerido pela Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus. A Associação Santa Casa de Misericórdia de Sobral, responsável pela administração do Complexo, reuniu-se nesta sexta-feira, 20, e elegeu o administrador e religioso Frei Bartolomeu Schultz como diretor-geral, sucedendo o Pe. Raimundo Nonato Bastos. O bispo diocesano de Sobral, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, presidiu a eleição e deu posse ao religioso.

Posteriormente, será realizada uma posse pública, com uma celebração litúrgica, ocasião em que as autoridades constituídas e a comunidade civil serão convidadas a participar deste momento solene.

No Hospital Santa Casa de Sobral, Renata Morbeck permanece como diretora, enquanto o Pe. Raimundo Nonato segue à frente da direção do Hospital do Coração. Além dos dois hospitais, o Complexo também abrange o Hotel Visconde e o Abrigo Sagrado Coração de Jesus.

Na quinta-feira, 19, Frei Bartolomeu, acompanhado do também franciscano frei Carlos Burdini, realizou uma visita técnica às instituições. Durante visita à Santa Casa de Sobral, ele ressaltou a importância da parceria. “Nós, que somos Franciscanos na Providência de Deus, atuamos diretamente na área da saúde e estivemos conhecendo os desafios e as conquistas dessa importante Santa Casa aqui na cidade de Sobral. Tivemos reuniões de alinhamento e quero parabenizar toda a equipe pelo trabalho, pelo empenho e pela dedicação em continuar fazendo dessa Santa Casa um grande santuário a serviço da vida”, destacou.

Segundo o frei, a Santa Casa de Sobral está alinhada com os propósitos da fraternidade. “Conseguimos enxergar aqui pessoas empenhadas em servir à comunidade e ajudar aqueles que mais precisam. Saímos daqui muito felizes e confiantes em uma parceria futura, que será exitosa graças à Divina Providência”, afirmou.

Durante a visita, a diretora da Santa Casa, Renata Morbeck, ressaltou os avanços da instituição centenária. “Temos trabalhado com otimização e melhoria contínua para realizar uma gestão estratégica, a fim de atender cada vez melhor a sociedade”, disse.

Dom Vasconcelos disse que a Nunciatura Apostólica e a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil indicaram a Fraternidade Franciscanos na Providência como opção para este desafio na gestão da Santa Casa. “Os Franciscanos na Providência têm uma obra grandiosa em todo o Brasil, da Amazônia a São Paulo, ao Rio de Janeiro e a outros estados, além de atuação fora do país, com grande experiência no âmbito hospitalar. Eles vieram atender ao nosso pedido e tenho muita esperança de que farão um grande bem para o desenvolvimento desta Santa Casa de Misericórdia, que há 100 anos serve a este povo”, afirmou.

O bispo também destacou a continuidade da missão da instituição. “É importante dizer que a Santa Casa continuará nas mãos da Igreja. Os frades franciscanos vêm para somar conosco, e esta Santa Casa nunca deixará de ser uma Casa Santa, com portas abertas para servir com qualidade e humanidade o povo de Sobral e dos 55 municípios da região norte do Ceará”, concluiu.

 

Fonte: Sobral Em Revista (https://sobralemrevista.com.br) 

Hospital Regional Norte inicia aplicação de imunizante contra bronquiolite em bebês prematuros e com comorbidades internados

 


O Hospital Regional Norte (HRN), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Sobral, iniciou a aplicação do nirsevimabe em bebês prematuros e crianças com comorbidades internadas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O imunizante, oferecido pelo Ministério da Saúde e distribuído aos municípios por meio da Sesa, amplia a proteção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa da bronquiolite e de formas graves de infecções respiratórias na primeira infância.

São considerados prematuros os bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação. Além deles, também fazem parte do público prioritário crianças menores de 24 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.

Administrado em dose única, o nirsevimabe passa a integrar o Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a cobertura da profilaxia e substituindo o palivizumabe, que anteriormente era destinado apenas a prematuros extremos, nascidos antes de 28 semanas de gestação.

Em Sobral, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie) do HRN é responsável por receber e administrar as doses. Neste primeiro momento, a aplicação foi iniciada nos bebês internados na unidade, com o objetivo de protegê-los principalmente nos primeiros seis meses de vida, reduzindo o risco de bronquiolite e pneumonia graves.

A enfermeira do Crie, Larissa Cunha, destaca a importância da nova estratégia. “Esse anticorpo monoclonal foi incorporado para proteger as crianças mais vulneráveis contra as formas graves de infecção respiratória, especialmente durante o período de maior circulação do vírus. No ano passado, tivemos muitos casos graves, principalmente entre prematuros e crianças com comorbidades. Essa proteção chega para reduzir esse cenário e salvar vidas”, afirma.

Ela também ressalta que o principal diferencial do novo imunizante é a praticidade e a eficácia. “Antes, com o palivizumabe, eram necessárias várias doses ao longo do período sazonal. Agora, com uma única aplicação, o bebê já sai protegido, o que facilita o acompanhamento e aumenta a adesão das famílias”, explica.

Quem pode receber e como ter acesso
O fluxo para administração do nirsevimabe segue critérios definidos pela idade gestacional, presença de comorbidades e histórico prévio de profilaxia contra o VSR.

Recém-nascidos prematuros com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias são elegíveis para receber a dose ao nascer ao longo de todo o ano, independentemente do peso. A quantidade aplicada varia conforme o peso ao nascimento: bebês com menos de 5 kg recebem 50 mg (0,5 ml) e aqueles com 5 kg ou mais recebem 100 mg (1,0 ml). Já os nascidos com mais de 37 semanas e saudáveis não são elegíveis neste contexto.

Crianças com comorbidades também fazem parte do público prioritário e podem receber a proteção durante a segunda sazonalidade, entre fevereiro e agosto. Nesse grupo, são contempladas crianças com até 1 ano, 11 meses e 29 dias, mediante apresentação de laudo médico que comprove a condição clínica. Para esses casos, a dose única é de 200 mg, independentemente do peso.

Segundo Larissa Cunha, o atendimento também contempla bebês que não estão internados. “Os bebês prematuros identificados nos postos de saúde são encaminhados ao Crie com a documentação e a prescrição médica. Aqui avaliamos os critérios e fazemos a aplicação. Também atendemos crianças com comorbidades e pacientes de outros municípios, que podem solicitar a vacina por meio da rede de saúde local”, orienta.

Ela reforça que é essencial apresentar documentação comprobatória. “O encaminhamento precisa vir acompanhado de laudos ou relatórios que comprovem a prematuridade ou a comorbidade. Após essa análise, organizamos a aplicação. Em alguns casos, a vacina pode ser enviada para o município de origem, evitando o deslocamento da família”, acrescenta.

Há ainda situações específicas na transição entre o palivizumabe e o nirsevimabe. Crianças que iniciaram o esquema com o medicamento anterior em 2025 devem concluí-lo com o mesmo imunizante. Já aquelas nascidas após o fim da sazonalidade de 2025 e que tenham menos de seis meses podem receber o nirsevimabe como dose de resgate no início da sazonalidade de 2026. Para os novos elegíveis nascidos neste ano, a orientação é iniciar diretamente com o novo anticorpo.

Avanço histórico na prevenção
Para a médica pediatra e neonatologista do HRN, Ana Lia Rocha, a chegada do nirsevimabe representa um marco no cuidado com os bebês mais vulneráveis. “Essa é uma grande conquista na luta contra a bronquiolite. Pela primeira vez, conseguimos proteger de forma mais ampla os bebês mais frágeis contra o VSR, que é o principal responsável pelas internações no primeiro ano de vida”, destaca.

A especialista explica que, embora seja conhecida como “vacina contra a bronquiolite”, trata-se de um anticorpo pronto. “Não é o corpo do bebê que precisa produzir a defesa. O anticorpo já é administrado pronto, conferindo proteção imediata, algo muito importante para recém-nascidos que ainda têm o sistema imunológico imaturo”, afirma.

Ana Lia reforça o impacto esperado da medida. “Não tenho dúvidas de que essa é uma ação que vai salvar muitas vidas e evitar muito sofrimento para as famílias, reduzindo os casos graves e as hospitalizações por bronquiolite em todo o país”, conclui.

Fonte: HRN Assessoria de Imprensa (WhatsApp) 

O que a ciência diz sobre explosões emocionais e conflitos no BBB 26

 


Médica e pesquisadora explica que investigar os hormônios é um passo fundamental para compreender os sinais do corpo

Convivência intensa, privação de sono, pressão constante e disputas emocionais fazem parte da rotina do Big Brother Brasil. Dentro da casa, discussões aparentemente desproporcionais e reações explosivas costumam ser atribuídas apenas à tensão do jogo, mas a ciência mostra que fatores biológicos também podem atravessar essas dinâmicas. Oscilações hormonais, somadas ao estresse e ao isolamento, podem impactar humor, percepção e tolerância emocional, ajudando a explicar por que pequenos atritos às vezes se transformam em grandes conflitos.

A conversa entre Jonas e Juliano Floss ganhou repercussão ao misturar humor e provocação. Jonas ironizou o colega ao afirmar que ele “não tinha testosterona”, mas progesterona, hormônio frequentemente associado ao organismo feminino. A fala viralizou, mas especialistas alertam que a biologia está longe de ser tão simplista.

Segundo a médica e pesquisadora Fabiane Berta, especialista em menopausa, homens e mulheres produzem diversos hormônios sexuais ao longo da vida, ainda que em concentrações diferentes.

“Testosterona e progesterona não pertencem exclusivamente a um sexo. Ambos os organismos produzem esses hormônios, que participam de funções importantes como cognição, energia, regulação do humor e desejo sexual. Reduzir comportamento a um único hormônio é um equívoco científico”, afirma.

A testosterona, frequentemente rotulada como “hormônio masculino”, está presente em ambos os sexos e exerce influência sobre libido, motivação, foco e vitalidade.

A especialista explica que a testosterona está mais relacionada com a libido, mas atualmente, nas mulheres, sua queda natural com o envelhecimento pode contribuir para sintomas como a chamada névoa mental, quadro que, quando diagnosticado corretamente, pode ser tratado com acompanhamento médico.

 

Já a progesterona também não é exclusiva do corpo feminino. Nos homens, embora em níveis menores, participa da síntese de outros hormônios e da produção de espermatozoides. “A ideia de que um ‘excesso’ ou ‘falta’ hormonal explicaria atitudes impulsivas não reflete a complexidade do corpo humano. Sem avaliação clínica e exames, qualquer associação é mera especulação”, destaca Berta.

Para a especialista, o BBB oferece um retrato interessante de como diferentes fases da vida podem se cruzar em um mesmo ambiente e como isso pode repercutir emocionalmente. “Quando colocamos pessoas sob estresse contínuo, com poucas horas de sono e alta carga emocional, o organismo responde. Se houver flutuações hormonais naturais dessa fase da vida, elas podem amplificar a sensibilidade e a irritabilidade, mas nunca determinar quem alguém é ou como necessariamente vai agir”, explica.

Ana Paula Renault, de 44 anos, e Sol Vega, de 47, estão em idades compatíveis com a pré-menopausa, período de transição marcado por oscilações relevantes de estrogênio e progesterona. “A pré-menopausa é uma fase de grande instabilidade hormonal. Muitas mulheres relatam mudanças de humor, alterações no sono e maior reatividade emocional. Isso não significa perda de controle, e sim um corpo em adaptação. Na mulher negra a menopausa tem mais intensidade de sintomas”, diz a médica ao comentar o embate que culminou na desclassificação de Sol Vega.

A participação de Solange Couto, de 69 anos, também chama atenção para a importância do olhar médico sobre a saúde na maturidade. A atriz já relatou desconfortos físicos dentro da casa e possui um histórico público de alterações hormonais, incluindo uma gravidez por volta dos 50 anos e tratamentos realizados sob supervisão profissional.

Hoje, como muitas mulheres na pós-menopausa, pode enfrentar efeitos associados à queda do estrogênio, como maior vulnerabilidade a infecções urinárias, consequência de alterações na mucosa vaginal e urinária. “A menopausa não é uma doença, mas adoece, sendo uma transição biológica que exige informação e cuidado. Sintomas existem e devem ser acompanhados para preservar qualidade de vida”, pontua Berta.

A especialista reforça que investigar os hormônios é um passo fundamental para compreender sinais do corpo que muitas vezes são normalizados ou interpretados de forma equivocada. “Alterações de humor, cansaço persistente, dificuldade de concentração e mudanças no sono não devem ser ignoradas nem tratadas como algo ‘natural da idade’. A avaliação hormonal permite identificar desequilíbrios, orientar tratamentos e prevenir impactos maiores na saúde e na qualidade de vida. Olhar para os hormônios com seriedade é uma forma de cuidado, e não de rotulação, baseada em evidências e acompanhamento profissional”, conclui.

Sobre Fabiane Berta:

Fabiane Berta é médica e pesquisadora (CRMSP 151.126), integrante do Science Medical Team – OB-GYN Specialist. É mestranda no setor de Climatério | Menopausa e pesquisadora adjunta no setor da Endometriose | Dor pélvica pela UNIFESP. Possui pós-graduação em Endocrinologia, Neurociências e Comportamento. É fundadora do MyPausa, iniciativa que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil para promover uma reforma na saúde feminina, com foco em acessibilidade a tratamentos atualizados e respeito à diversidade regional. Atua como PI sub e chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa (Science Valley) e como coordenadora da Saúde Feminina para a Arnold Conference 2026.

 

Informações à Imprensa: Luciana Vitale (luciana@maximasp.com.br)