BLOG ENCONTRO COM A SAÚDE DE SOBRAL

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Saúde da Mulher: Sobre ovários policísticos (Drª Carla Macedo - Ginecologia e Saúde da Mulher)


Pouco é falado sobre as consequências da síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Mas, antes disso, é preciso um diagnóstico ADEQUADO e saiba que a SOP não se limita a uma imagem de ultrassom.

Mas sabe qual o MAIOR problema?
👉A SOP apresenta um outro lado da moeda: chance maior de câncer de endométrio, de hipertensão, obesidade, diabetes e maior dificuldade para engravidar.

Não é apenas um anticoncepcional que vai resolver tudo.

Tem muita coisa aí por trás! Agende uma consulta para uma avaliação individualizada.  Cuide-se!
****


🌸 É importante visitar o ginecologista mesmo que você não esteja pensando em engravidar.

🌸 Você não é jovem demais para fazer o exame de câncer de mama.

🌸 Você não precisa conviver com vazamentos urinários ou desconfortos no dia a dia.

🌸 A infertilidade pode afetar qualquer mulher, mesmo aquelas que já tiveram filhos.

🌸 Sexo não deve ser doloroso, nem mesmo para as novas mamães.


💗 Como sua ginecologista, estou aqui para oferecer cuidado, respeito e dedicação à sua saúde.

⠀

👩🏻‍⚕️ Vamos, juntas, encontrar a melhor solução para você.

Te espero no consultório! 💫

Drª. Carla Macedo atende na Clínica Prioritá

Endereço: Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362, salas 108  e 109 
Cidade Gerardo Cristino de Menezes
(São Lucas Medical Center)
Sobral-Ceará

Para dúvidas e demais agendamentos:

📞(88) 3677.2312 / 88 9.9318-4038(WhatsApp)

  http://dracarlamacedo.com.br/agendamento


 CREMEC-10846  - TEGO 064/2011 -  RQE 5950

https://linktr.ee/carlarobertaginecologista


- Quem é a Drª. Carla Macedo?

Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2007) e residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade Federal do Ceará (UFC) em parceria com a Santa Casa de Sobral (2011). Concluiu Mestrado acadêmico em Saúde da Família pela UFC (2013) na linha de pesquisa de Educação Permanente. Atualmente atuando no corpo docente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará na disciplina de Ginecologia e Obstetrícia como Profª Doutora em Ciências Cirúrgicas pela UFC. 

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Registro de atualidade e memória do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Registro da carreira internacional do egresso Dr. Mateus Esmeraldo)

Mateus Esmeraldo egresso da 23ª turma do Curso de Medicina de Sobral da UFC

ATUALIDADE - Hoje, mais um registro de um egresso do Curso de Medicina de Sobral da UFC que dá continuidade à sua formação fora do território brasileiro. Trata-se do médico Mateus Esmeraldo da 23ª turma. Ele encontra-se em um programa de subespecialização em diagnóstico por imagem na Universidade de Stanford (EUA). 

Este tipo de doutoramento internacional tem duração prevista de três anos. Depois disso, permitirá o reconhecimento formal do diploma de radiologista nos Estados Unidos, composto por treinamento subespecializado em neurorradiologia e radiologia pediátrica, possibilitando atuação clínica e acadêmica no país.

Aqui, um breve relatorio da sua trajetória médica que contribuiu para a sua carreira internacional. Após a graduação, realizou residência médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem na Universidade de São Paulo (USP), no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (InRad-HCFMUSP), rankeada como residência top 1 em radiologia na América Latina. 

Durante esse período ele foi reconhecido com duas premiações: Prêmio Melhor Residente InRad–Guerbet 2024 e bolsa patrocinada pela empresa Bayer e promovida pelo Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR) em parceria com a European School of Radiology (ESOR) destinada custear 3 meses de experiência no Addenbroke's Hospital, em Cambridge (Reino Unido), destinada a residentes de alto desempenho na prova de título e com alto desempenho acadêmico. 

Mateus Esmeraldo egresso da 23ª turma durante palestra no EUA

Com base nessa trajetória, foi convidado em Julho de 2025 para atuar como Postdoctoral Research Fellow em Neurorradiologia na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Atualmente, desenvolve pesquisas com foco na aplicação de inteligência artificial em neuroimagem, especialmente na detecção de lesões cerebrais sutis em exames de ressonância magnética.

Além da atuação médica e acadêmica, Mateus também atuou como consultor em inteligência artificial aplicada à radiologia. Veja no link:(https://radiologybusiness.com/topics/healthcare-management/mergers-and-acquisitions/radiology-partners-acquires-healthcare-ai-company-80m). 

"Tenho muito orgulho da minha formação na UFC – Famed Sobral. Sempre menciono que toda minha base está na minha querida Famed", destaca Mateus.

Mateus Esmeraldo recém ingresso no Curso de Medicina de Sobral da UFC em 2016


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Cearense demora 28 anos para receber diagnóstico de doença

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Sem diagnóstico, Tiago Candido, paciente de Doença de Fabry, sofreu consequências do agravamento da doença, como a perda da função renal

 “Meus sintomas eram visíveis, mas não foram notados”, diz paciente de doença rara que levou 28 anos para ser diagnosticado 

Sem diagnóstico, Tiago Candido, paciente de Doença de Fabry, sofreu consequências do agravamento da doença, como a perda da função renal 

Estima-se que existam, de acordo com a European Medicines Agency (EMA), por volta de 8 mil doenças raras no mundo1. Dentre elas, 80% são decorrentes de fatores genéticos¹. Ou seja, para a maioria das doenças raras, um teste genético, como o teste do pezinho, já seria capaz de gerar o diagnóstico. Ainda assim, hoje, o diagnóstico dessas doenças pode levar entre 5 e 7 anos2. 

No caso de Tiago Cândido, paciente com Doença de Fabry, o tempo do diagnóstico foi ainda maior: 28 anos. Desde os 7 anos de idade, ele apresentava sintomas como dores neuropáticas - sensação de queimação nas mãos e pés -, manchas avermelhadas na pele (angioqueratomas), fadiga e problemas gastrointestinais3. “Eu sempre tive a saúde frágil. Mas, para uma criança, é muito difícil explicar de forma clara as dores e os sintomas que ela sente. Mesmo minha família investindo muito no cuidado com a minha saúde, não conseguimos fechar o diagnóstico”, conta Tiago. “Os sintomas da doença eram visíveis, mas não foram notados”, complementa. 

Até seus 35 anos de idade, ainda sem diagnóstico, ele recebia tratamentos apenas para os sintomas. Essa realidade só mudou após ele fazer transplante da córnea e perder a função renal. Com o agravamento da doença, ele finalmente recebeu o diagnóstico de Doença de Fabry, uma desordem genética rara de depósito lisossômico. 

A realidade de sua filha, Thays, já foi um pouco diferente. Quando Tiago recebeu o diagnóstico, ela realizou o teste genético. Assim, aos 7 anos, ela foi diagnosticada e já iniciou o tratamento. “São duas realidades diferentes aqui em casa. Eu tive consequências graves da doença por conta da demora ao fechar o diagnóstico. Mas felizmente, minha filha, por fazer o tratamento desde cedo, tem uma qualidade de vida muito melhor”, explica. 

A história de Tiago e de sua filha reforça a importância da triagem familiar, um processo fundamental que busca diagnosticar parentes de pacientes que possam carregar a mesma mutação genética, permitindo diagnóstico e tratamento precoce. Como esta doença é de herança genética ligada ao cromossomo X, parentes de primeiro, segundo e terceiro graus podem estar em risco. 

Além disso, Tiago também reforça a importância do acesso a tratamento e da conscientização sobre doenças raras para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Eu entendo que são poucas pessoas com doenças raras. Mas são vidas que podem ser impactadas positivamente”, conclui o paciente. No entanto, apesar de raras, no Brasil o número de pessoas afetadas é alto: são cerca de 13 milhões de pessoas convivendo com essas condições no país4, e se considerarmos os cuidadores e todo o ecossistema familiar, podemos estimar que este número triplica. 

A Doença de Fabry é uma das doenças incluídas na versão ampliada do teste do pezinho. Por meio dessa testagem, os pacientes podem ter um diagnóstico precoce antes mesmo dos sintomas surgirem. Mas para um acesso igualitário ao teste, é necessário realizar sua implementação no Sistema Único de Saúde (SUS) a nível nacional.  

Hoje, o teste do pezinho é oferecido gratuitamente pelo SUS em todo o Brasil - no entanto, apenas na versão reduzida, que detecta até sete doenças graves. A versão ampliada, que detecta mais de 50 doenças, muitas delas raras, está disponível de forma gratuita somente no Distrito Federal, Minas Gerais e Grande São Paulo. Outros Estados ainda estão no processo de implementação desde 2021. A consequência disso é um acesso desigual no território nacional e uma longa jornada de diagnóstico aos pacientes e seus familiares. 

Informações à Imprensa: Mariana Elias (mariana.elias@zenogroup.com)

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Grupo de risco para varizes- (Dr. Elpidio Ribeiro - Cirurgião Vascular e Endovascular)

 

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(88) 99802.7000

Dr. Elpidio Ribeiro da Silva Filho

CirurgiãoVascular e Endovascular

CREMEC: 16.907 / RQE-CE: 11.221

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Pausa para elas”: iniciativa promove acolhimento e momentos de leveza para mães com filhos internados no Hospital Regional Norte




Há um tipo de cuidado que não se mede em protocolos ou horários: é aquele que insiste em permanecer, que atravessa madrugadas silenciosas e dias longos dentro de um hospital. Mães que, mesmo diante do cansaço e da incerteza, escolhem não sair do lado dos filhos, acompanhando cada passo, cada exame, cada pequeno avanço. Não por desconfiança, mas por amor. Um amor que se traduz na presença constante, no olhar atento e na necessidade de estar ali, para tudo o que for preciso.

No Hospital Regional Norte (HRN), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) em Sobral, essa realidade é compartilhada por diversas mulheres que acompanham crianças em internações prolongadas. Histórias que se cruzam nos corredores e que, aos poucos, constroem redes de apoio, escuta e solidariedade.

Foi pensando nessas mães que surgiu o “Pausa para elas”, iniciativa do Comitê de Experiência do Paciente em parceria com a gestão da unidade e com as coordenações dos serviços do eixo pediátrico. A proposta nasceu a partir da escuta de uma mãe que vivenciou a rotina hospitalar com o filho internado e apontou a necessidade de momentos voltados ao bem-estar emocional de quem acompanha.

Segundo a assessora de Gestão do Cuidado e presidente da Comissão de Humanização, Jamila Aguiar, a ação amplia o olhar sobre a assistência ao considerar também quem acompanha o paciente durante a internação. Ela destaca que o HRN possui certificação nível 3 de excelência pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), o que reforça o compromisso com qualidade, segurança assistencial e melhoria contínua, além de ter como visão consolidar o reconhecimento nacional em gestão do cuidado, com foco na experiência do paciente.

“Quando pensamos na jornada do paciente, entendemos que ela também envolve quem está ao lado, oferecendo suporte contínuo. Reconhecemos que o bem-estar emocional das acompanhantes contribui diretamente para a recuperação das crianças e para um ambiente mais acolhedor”, destaca.

As ações são planejadas com foco na humanização e no fortalecimento emocional dessas mulheres, que passam longos períodos no hospital. O primeiro encontro foi realizado nesta segunda-feira (13), com uma sessão de cinema que proporcionou um momento de descontração, com filme de comédia, pipoca e suco preparados na unidade.

Cuidado que acolhe quem cuida


A experiência ganha ainda mais significado nas palavras de quem vive essa realidade diariamente. É o caso da servidora pública Ana Taynara Alves Bezerra, 27 anos, moradora de Poranga, localizada a cerca de 172 km de Sobral. Ela é mãe do pequeno Heitor Alves Ferreira, de três meses, internado desde janeiro de 2026 para a realização de cirurgias. Ao todo, o bebê já passou por quatro procedimentos e apresenta boa evolução, segundo a mãe.

Desde o início da internação, Taynara permanece ao lado do filho em tempo integral. Nesse percurso, encontrou acolhimento na equipe e também nas outras mães que compartilham vivências semelhantes. “A gente deu entrada aqui para que ele fizesse algumas cirurgias que irão proporcionar melhor qualidade de vida para o diagnóstico dele”, explica.

Para Taynara, o “Pausa para elas” representa um respiro em meio à rotina intensa. “Esse momento é muito importante porque a gente consegue desligar um pouco. Não totalmente, né? Porque é um pensamento aqui e outro no filho. Mas a gente consegue fugir um pouquinho da responsabilidade. Desocupa um pouco mais a cabeça”, afirma.

A iniciativa integra um conjunto de estratégias voltadas à melhoria contínua da experiência do paciente e de seus familiares no HRN, utilizando dados, avaliações e indicadores para promover um cuidado cada vez mais acolhedor e centrado nas pessoas.


Fonte: HRN Assessoria (Grupo da Imprensa WhatsApp)

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terça-feira, 21 de abril de 2026

Saúde da Pele - Drª Fernanda Nobre (Dermatologista)

CUIDE DA SUA SAÚDE   

SAÚDE DA PELE (DERMATOLOGIA)

Drª. Fernanda Nobre

Dermatologista

Atendimento na Clínica Vesalius

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

  Agendamentos (88) 9.9480-6813


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Prefeitura de Sobral apresenta ao MPCE plano de ação para acolher e apoiar mães atípicas em Sobral

 

A Prefeitura de Sobral acatou a recomendação expedida pelo Ministério Público do Ceará, por meio da 7ª Promotoria de Justiça da comarca, e apresentou um plano estruturado de ações para criação de programa de apoio às mães atípicas no município. A medida foi adotada após mães de crianças e adolescentes com deficiência relatarem em audiência pública a intensa sobrecarga física, emocional, social e econômica que enfrentam no dia a dia diante da insuficiência de políticas públicas de suporte, o que contribui para o adoecimento dessas cuidadoras e compromete a qualidade de vida.

A recomendação, assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Calzavara em 12 de fevereiro deste ano, orientava a Prefeitura a instituir, no prazo de 90 dias, programa com atendimento psicológico e social contínuo, prestado por profissionais especializados vinculados à Secretaria dos Direitos Humanos e da Assistência Social (SEDHAS) e à Secretaria da Saúde do município. O documento também recomendava a criação de espaço permanente de convivência para a realização de rodas de conversa, grupos de apoio, oficinas temáticas e palestras.

Em resposta, a SEDHAS informou que cada unidade dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) deverá reorganizar suas ofertas socioassistenciais para implementar grupos específicos voltados às mães atípicas dentro do prazo estabelecido. A iniciativa foi batizada de “Conectando Afetos, Cuidados & Diálogos” e estruturada em três eixos: Afetos, com ações de acolhida, escuta e fortalecimento de vínculos; Cuidados, voltado ao autocuidado e à saúde mental; e Diálogos, destinado a oficinas, palestras temáticas, grupos de apoio e vivências coletivas. Já a Escola de Gestão do Sistema Único de Assistência Social (EGSUAS), vinculada à SEDHAS, ficou responsável por promover ações formativas, articular parcerias com instituições de Ensino Superior e desenvolver iniciativas de extensão universitária em apoio ao programa.

O Ministério Público seguirá acompanhando o cumprimento das medidas recomendadas, com o objetivo de garantir suporte efetivo às famílias cuidadoras e assegurar os direitos das pessoas com deficiência e de seus familiares no município de Sobral.

Fonte: MPCE (Sobral Em Revista)

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O desafio de atrair e manter o médico de família

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Débora Costa e Silva

No sul de Goiás, às margens do Parque Nacional da Emas, uma cidade de cerca de 15 mil habitantes vem se tornando um destino atrativo não apenas para admiradores da exuberância da fauna e das paisagens do Cerrado, mas também para um tipo específico de profissional de saúde: o médico de família e comunidade. 

Em um país onde a maior parte dos municípios ainda enfrenta dificuldades para atrair e reter médicos de família por longos períodos, Chapadão do Céu (GO) vem trilhando um caminho pouco comum. 

A partir de 2023, o município passou por uma reorganização profunda da sua rede de saúde, encabeçada pela secretária de Saúde, Fernanda Barbosa, com apoio do prefeito Vinicius Terin. Na cidade, a Unidade Básica de Saúde (UBS) voltou a ser a porta de entrada do sistema, passando a intermediar o acesso aos especialistas, que até então eram procurados diretamente pelas pessoas.

“A população reagiu com desconfiança no início, e a decisão também enfrentou resistência política local. Era uma mudança de paradigma”, afirma Fernanda. “Tínhamos uma cultura hospitalocêntrica. Isso gerava cuidado fragmentado, consultas e exames duplicados e sobrecarga do sistema, além de alta rotatividade de médicos. O médico da UBS era visto [apenas] como o ‘médico do postinho’.”

Além de médicos especializados em medicina de família e comunidade (MFC), atuam na atenção primária médicos recém-formados e provenientes de programas como o Mais Médicos. A medida garante cobertura assistencial, mas nem sempre assegura o mesmo nível de preparo específico para o trabalho longitudinal na comunidade. “A diferença é que a maioria são médicos generalistas que não têm o preparo da residência, que a gente chama de padrão ouro na formação, pois oferece ferramentas para fazer a abordagem integral não só do cuidado individual, mas também da abordagem das famílias e das comunidades” afirma Dr. Ricardo Heinzelmann, Diretor de Exercício Profissional da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

“Quando não contratamos médico com residência, o perfil que atraímos é de recém-formado que vem para ganhar dinheiro e depois vai embora para estudar. Nós não queremos mais esse profissional que ainda vai se preparar, por isso já contratamos médicos preparados”, complementa a secretária de Saúde de 

“Um médico de família não vai olhar só o seu pulso que está doendo, ele vê a complexidade do problema, avalia o contexto, analisa se o paciente está trabalhando demais, por exemplo; 90% do trabalho dele é o vínculo com o paciente”, explica Fernanda.

Desafios da implantação

Para conquistar o apoio e a confiança da população, a Secretaria de Saúde do município goiano promoveu audiências públicas, reuniões com vereadores e uma campanha nas redes sociais, chamada Médico da Gente, para apresentar os profissionais da atenção primária e explicar o papel do médico de família. “Não foi [um sucesso] imediato, havia muita pressão do tipo: ‘Eu quero passar com a minha ginecologista’, e isso acabava recaindo sobre os profissionais da ponta. Mas, com o tempo, o vínculo com os médicos de família começou a se construir e a população abraçou a ideia.”

O Dr. Ranier Roffman Oliveira Silva, 31 anos, foi o primeiro dessa leva, contratado pela prefeitura de Chapadão do Céu em 2023. Um dos principais fatores que pesaram na decisão de se mudar para um município afastado dos grandes centros foi a valorização da MFC pela gestão municipal, algo que ele não viu em outros municípios.

Ao finalizar a residência em Anápolis (GO), o Dr. Ranier se deparou com um cenário não muito promissor. “Quando surge um médico com residência em MFC, ou o município não entende o que ele faz ou não vê diferença. Não valorizam mesmo”, relata. As vagas, quando disponíveis, ou não tinham uma remuneração atrativa ou acabavam sendo ocupadas por médicos sem a especialidade.

Em Chapadão do Céu, a percepção foi diferente. “Era uma sexta-feira, no fim da tarde, quando vi o anúncio da vaga em um grupo de médicos de família de Goiás. Entrei em contato com a Fernanda e, na mesma hora, ela já me chamou para conversar”, lembra.

Segundo ele, logo nessa primeira conversa ficou claro que a gestão estava priorizando especialistas e queria profissionais como ele na rede de atendimento. O salário oferecido era cerca de 65% maior que os encontrados em outros municípios onde ele havia buscado trabalho como médico de família e comunidade.

Além disso, o modelo de contratação, embora assinado como pessoa jurídica, incluía benefícios pouco comuns nesse formato, como 30 dias de férias e possibilidade de afastamento remunerado por motivos de saúde. Somava-se a isso a possibilidade de complementar a renda com atividades de ensino, atuando como preceptor por meio de convênios com universidades, e uma organização da rede que dava respaldo técnico e autonomia ao médico de família.

Primeiros resultados

A presença de médicos com formação específica em MFC, como o Dr. Ranier, se tornou uma das peças-chave da reorganização do sistema de saúde da cidade. O acesso direto dos pacientes aos profissionais de outras especialidades foi restringido, e os encaminhamentos passaram a ser feitos somente a partir da atenção primária, quando realmente necessários. No hospital, a implantação do protocolo Manchester ajudou a direcionar os pacientes para o nível de atenção adequado.

Logo os resultados começaram a aparecer. Segundo a Secretaria de Saúde, hoje cerca de 82% das demandas de saúde da população de Chapadão do Céu são resolvidas nas UBS, sem necessidade de encaminhamento para especialistas ou serviços de maior complexidade. 

Também mudou a relação entre médicos e pacientes. Com consultas mais longas e focadas no acompanhamento contínuo, o vínculo se fortaleceu. Um dos casos mais significativos para o Dr. Ranier foi uma paciente em cuidados paliativos. Antes, ela recorria com frequência ao hospital. Com o cuidado contínuo da equipe da atenção primária, passou a ser acompanhada em casa, em visitas domiciliares regulares.

“Nós conseguimos transformar a forma como ela vivia esse período, proporcionando mais qualidade de vida. Ela procurava a equipe sempre que precisava, e dava para ver no olhar a gratidão dela. E eu pude acompanhar todo o processo, do início ao fim”, relata. “Na atenção primária, nós não atendemos só uma queixa, um sintoma, uma doença. Nós acompanhamos a pessoa, a família, a história e vemos o impacto do cuidado de verdade. É um trabalho que exige mais envolvimento, mas também é muito mais significativo.”

Hoje, Chapadão do Céu conta com quatro médicos com residência em MFC para uma população de cerca de 15 mil habitantes — proporção três vezes maior que a média nacional. 

“O médico que escolhe a MFC geralmente busca vínculo e continuidade. Quando encontra um lugar onde consegue trabalhar nas mesmas condições em que foi formado, ele fica. Até agora não encontramos dificuldade em atrair profissionais, porque, além de termos uma estrutura que favorece a atuação, melhoramos o valor do salário no nosso edital. Então todos que entrevistamos aceitaram a proposta”, avalia Fernanda.

A aposta em médicos com formação específica em MFC não é apenas uma escolha de recursos humanos, mas uma forma de organizar melhor o cuidado dentro da rede de saúde. Sem essa coordenação, afirma a secretária, o paciente acaba circulando por diferentes especialistas sem integração entre os atendimentos.

“Ele vira um paciente fragmentado. Tem um coração para o cardiologista, um estômago para o gastro, mas ninguém está olhando o conjunto. Às vezes encontramos pessoas tomando dois medicamentos iguais com nomes diferentes, prescritos por médicos distintos. Quando a atenção primária assume esse cuidado, o médico de família passa a coordenar tudo”, conclui Fernanda.

O cenário nacional da MFC

Experiências como a de Chapadão do Céu ainda são exceção no Brasil. Apesar de a MFC ser reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) desde 1976, na época intitulada como medicina geral comunitária e apontada como eixo estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS), a maior parte dos municípios ainda não estruturou políticas consistentes para atrair e manter médicos de família por longos períodos.

Diretrizes como a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) e programas federais de provimento indicam a Estratégia de Saúde da Família como modelo prioritário de organização da atenção básica. Mas a implementação de carreira, vínculos estáveis e mecanismos de valorização profissional depende, em grande medida, de decisões locais. Na prática, isso resulta em modelos muito distintos de inserção do médico de família e comunidade no sistema de saúde de cada município.

O primeiro desafio é quantitativo. Embora o número de médicos de família tenha crescido de forma expressiva na última década — cerca de 550% em 13 anos, segundo a  Demografia Médica no Brasil 2025—, eles ainda representam apenas 3,4% do total de especialistas no país. São cerca de 15 mil profissionais de MFC em um universo de mais de 450 mil especialistas em outras áreas.

A razão nacional é de 8 médicos de família por 100 mil habitantes, mas a distribuição é desigual, com 14 estados abaixo dessa média. Enquanto estados do Sul apresentam densidades bem maiores, como Santa Catarina (15,50) e Rio Grande do Sul (13,46), no extremo oposto, o Maranhão registra apenas 2,40 especialistas por 100 mil habitantes. Mesmo em Goiás, estado onde fica Chapadão do Céu, são 5,82 especialistas por 100 mil habitantes.

A dimensão do déficit fica ainda mais evidente quando analisada a estrutura da atenção primária. Em dezembro de 2025, o Ministério da Saúde registrava 55.816 equipes de Saúde da Família em funcionamento no país, número muito superior aos cerca de 15 mil médicos com formação em MFC.

“Hoje precisaríamos de pelo menos 100 mil médicos para dar conta da estrutura atual. Só para cobrir as equipes existentes, ainda faltariam mais de 35 mil profissionais”, afirma o Dr. Ricardo. “O cenário é bastante heterogêneo no país. Há programas com alta procura, mas outros enfrentam dificuldades para atrair candidatos, o que geralmente reflete as condições de trabalho e a valorização local da especialidade”, completa.

Esse cenário revela que o desafio não está apenas em abrir vagas, mas em estruturar programas de formação capazes de atrair e manter os profissionais.

Um estudo publicado em 2024 no periódico Contribuciones a las Ciencias Sociales aponta que os desafios da MFC no Brasil envolvem o modo como a formação está estruturada e articulada com os serviços do SUS. Segundo os autores, a consolidação da MFC como eixo da atenção primária depende de integração efetiva entre ensino e serviço, qualificação da preceptoria e valorização institucional da especialidade. A falta desses elementos compromete não apenas a qualidade da formação, mas também a atratividade das vagas e a permanência dos profissionais nos territórios.

Dados da Demografia Médica no Brasil 2025 reforçam essa relação ao indicar que o local de conclusão da residência médica é hoje o principal fator de fixação de especialistas no território. Médicos tendem a permanecer nas regiões onde se especializam, o que torna a distribuição desigual dos programas um obstáculo à interiorização.

“A residência muda completamente a experiência do profissional. Ele deixa de estar isolado, passa a discutir casos, trocar com colegas e ter suporte. Isso também tem impacto direto na fixação, porque ele percebe que não está sozinho no território”, afirma o Dr. Ricardo Heinzelmann.

Segundo ele, um dos principais entraves está na forma como a atenção primária ainda é compreendida por parte da gestão pública. “Muitos gestores não têm uma política a médio ou longo prazo e acabam sendo muito imediatistas. Operam numa lógica produtivista, focada no número de consultas, e não na qualidade do cuidado, com profissionais cobrados no cumprimento de metas e indicadores. Isso distorce o papel da atenção primária e desvaloriza o trabalho do médico de família.”

Evidências recentes indicam que essa escolha tem impacto direto no funcionamento de todo o sistema de saúde. Um estudo longitudinal realizado em Belo Horizonte, publicado em 2025 no periódico BMJ Open, analisou cerca de 600 mil internações no SUS entre 2017 e 2021 e mostrou que unidades básicas com maior proporção de médicos com residência em MFC apresentam taxas significativamente menores de internações por problemas que poderiam ser evitados com acompanhamento adequado na atenção primária.

Segundo a análise, se toda a atenção primária dos municípios fosse composta por médicos com essa formação, haveria uma redução estimada de 11,9% nas internações evitáveis e de 10,6% nos custos hospitalares associados a esses atendimentos. O efeito foi observado em todas as faixas de vulnerabilidade social e se manteve mesmo durante a pandemia de covid-19.

As maiores reduções ocorreram em pacientes com doenças crônicas que exigem acompanhamento contínuo, como diabetes (−32,8%), asma (−19,5%) e doenças cardiovasculares, como angina (−19,2%). “Onde há médicos de família especializados na área, há redução de internações por condições sensíveis à atenção primária e melhores resultados em saúde”, afirma Heinzelmann.

Diante desse cenário, a SBMFC tem buscado ampliar o debate sobre a especialidade e sua inserção no SUS. A entidade mantém a campanha Valoriza MFC, que reúne iniciativas de comunicação, articulação com gestores e defesa da ampliação de programas de residência e de carreiras estruturadas na atenção primária. A proposta é fortalecer o reconhecimento institucional da especialidade como eixo organizador da rede, e não apenas como solução pontual.

Lucas do Rio Verde: a aposta na formação como estratégia de fixação

Para enfrentar esse cenário, alguns municípios têm apostado em mudanças estruturais. Outra cidade que vem se destacando nesse sentido é Lucas do Rio Verde (MT), a 350 km de Cuiabá. Com cerca de 95 mil habitantes, o município passou a utilizar a própria rede de atenção primária como campo de formação em MFC em 2016, quando criou um programa de residência médica em parceria com o Ministério da Saúde, dentro da expansão nacional do Programa Mais Médicos.

A iniciativa surgiu após o município tentar aderir ao programa federal para suprir a carência de profissionais, mas sem sucesso. A cidade não atendia aos critérios da época, que priorizavam localidades com menor estrutura assistencial. Porém, dentro da mesma política federal, havia a possibilidade de expandir vagas de especialização em áreas consideradas prioritárias, como MFC, e foi esse o caminho que o município decidiu seguir.

Na época, o credenciamento do programa exigia pelo menos dois médicos com formação em MFC atuando na rede local. O município contava com apenas duas profissionais com essa qualificação — uma delas era a Dra. Fernanda Heldt Ventura, que alguns anos depois, em 2021, passou a atuar como secretária de Saúde de Lucas do Rio Verde, cargo em exerceu por 5 anos até março de 2026.

Moradora da cidade desde os seis anos de idade, a Dra. Fernanda ingressou na rede municipal de saúde em 2010 e, por vários anos, foi a única médica de família e comunidade do município. Ela participou da implantação da residência como preceptora das primeiras turmas e acabou assumindo papel central na consolidação do programa dentro da rede municipal. “Eu sempre trabalhei no SUS e na atenção primária. Quando surgiu a possibilidade de ampliar a residência, não tinha como não me envolver. A ideia era formar profissionais aqui para que eles pudessem permanecer na cidade e combater a alta rotatividade na rede.”

Diferentemente do modelo mais tradicional, vinculado a universidades ou hospitais de ensino, a residência passou a ser ofertada pela própria Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que se tornou oficialmente a instituição formadora do programa. A estrutura inclui Comissão de Residência Médica, registro no sistema nacional (SIG-Residência) e bolsas financiadas pelo Ministério da Saúde. “A residência em MFC é essencialmente prática. O médico se forma dentro da realidade do SUS, acompanhando as equipes e o território desde o início”, explica a Dra. Fernanda.

Para incentivar a formação, o município também instituiu uma bolsa complementar financiada com recursos próprios para médicos residentes em MFC, atualmente em torno de R$ 9 mil mensais, além da bolsa paga pelo Ministério da Saúde. 

Após a residência, os médicos têm a chance de se fixar no município, que instituiu, por legislação própria, concursos públicos específicos para os cargos de médico de família e comunidade e de preceptor na área. “Antes, muitos profissionais eram contratados como pessoa jurídica, sem estabilidade. Hoje, temos legislação municipal, concurso público e equipes formadas. Isso muda completamente a lógica de permanência”, afirma a Dra. Fernanda. 

Atualmente, o programa inicia sua décima turma de residentes. Dos 32 formados ao longo de uma década, 15 deles ainda atuam no município, seja no serviço público ou na iniciativa privada, sendo quatro deles preceptores concursados na rede local. A consolidação desse modelo também se refletiu na expansão da rede de atenção primária no município. Lucas do Rio Verde saiu de 17 equipes de Estratégia Saúde da Família em 2021 para cerca de 30 equipes distribuídas em 20 UBS em 2026. 

Outro diferencial foi a criação da Escola Municipal de Saúde, credenciada para formação profissional, que funciona de forma integrada ao programa de residência e à organização da rede. Atualmente, para sustentar essa estrutura, o município investe cerca de 30% de recursos próprios em saúde, o dobro dos 15% mínimos estabelecidos pela Constituição.

Com o tempo, os efeitos começaram a aparecer também na relação com a população. As UBS que passaram a receber residentes apresentaram menos conflitos e maior resolução de problemas de saúde. “No início, havia resistência, porque as pessoas não entendiam o que era a residência. Mas elas foram percebendo que as unidades onde o programa estava implantado funcionavam melhor. Para fortalecer o vínculo, os preceptores permanecem fixos nas unidades, enquanto os residentes circulam ao longo do programa. O residente passa, mas o vínculo da população com aquele médico de referência permanece", explica a Dra. Fernanda.

A experiência da médica de família e comunidade Dra. Jéssika Rodrigues Canabarro ilustra esse processo. Recém-formada, ela chegou a Lucas do Rio Verde com a ideia de ter uma experiência de apenas um ano em uma UBS enquanto se preparava para prestar residência em pediatria. “Me deparei com uma cidade que me apresentava uma estrutura muito boa para trabalhar. Conheci a MFC e o programa de residência de perto, cheguei a ser supervisora de estágio e, no fim das contas, resolvi prestar a residência na área”, relata. 

Em nome do sonho antigo, a Dra. Jéssika também se inscreveu para a residência em pediatria em São Paulo, onde foi aprovada. Mas a relação com os pacientes de Lucas do Rio Verde e o interesse cada vez maior pela MFC a fizeram permanecer na cidade. “O vínculo construído ao longo do tempo com os pacientes e as famílias foi decisivo. Eu já tive mais de uma paciente que ia na consulta com o obstetra e voltava comigo para dizer: ‘Doutora, só vou fazer o que o médico está falando se a senhora me disser que eu realmente tenho que fazer’. Eu acho o máximo essa relação de confiança que acabamos criando", conta. 

Hoje, quase uma década depois de chegar ao município, a Dra. Jéssika permanece em Lucas do Rio Verde. Após concluir a residência em MFC, ela se tornou preceptora do programa e hoje atua como supervisora da residência, além de prestar apoio técnico às equipes da atenção primária.

Brasília: carreira, escala e perspectiva de futuro

Experiências como as de Chapadão do Céu e Lucas do Rio Verde indicam que a permanência de médicos de família não depende de um fator isolado, mas de uma combinação de formação, organização da rede de atenção primária, vínculo empregatício e perspectiva de carreira.

Nas duas cidades, essa combinação se traduz em condições mais vantajosas de trabalho. Nos dois casos, salários mais competitivos, vínculos públicos formais e planos de carreira com progressão remuneratória funcionam como fator de atração inicial. O concurso municipal tende a ser o modelo mais estável e desejado, seguido por vínculos celetistas. Mesmo contratações como pessoa jurídica, que costumam oferecer menos estabilidade, podem ser mais atrativas quando incluem garantias pouco comuns nesse modelo, como férias remuneradas e possibilidade de afastamento por motivo de saúde, como ocorre em Chapadão do Céu.

Em Brasília (DF), o Dr. Arthur Fernandes, médico de família e comunidade e ex-diretor do Departamento de Comunicação da SBMFC, aponta que a estrutura remuneratória busca reconhecer a formação específica do médico de família. A remuneração é composta majoritariamente por vencimento básico, acrescido de adicionais vinculados à atuação na atenção primária, à carga horária e à qualificação profissional.

Algumas gratificações são incorporadas à aposentadoria, como as relacionadas à titulação acadêmica, enquanto outras estão vinculadas a funções exercidas nos programas de residência, como a preceptoria ou a atuação direta na assistência. “Se o médico tem mestrado ou doutorado, isso se reflete permanentemente na remuneração. Já funções como a preceptoria geram adicionais enquanto o profissional está naquela atividade”, explica.

O modelo também prevê progressão por tempo de serviço e por qualificação. Há adicional anual por tempo de carreira e possibilidade de evolução salarial a cada cinco anos, mediante apresentação de currículo indicando especializações, produção científica e participação em cargos de gestão. “O médico não fica restrito a um salário fixo. Há estímulos claros para qualificação, desenvolvimento profissional e permanência”, afirma o Dr. Arthur.

A capacidade de sustentar esse modelo de carreira também está relacionada à dimensão da rede de saúde do Distrito Federal. Atualmente, o DF conta com 174 UBS e mais de 630 equipes de Saúde da Família, distribuídas em unidades de diferentes portes. Algumas operam com apenas uma equipe, enquanto outras reúnem até 11 equipes em um mesmo território. “Na unidade onde eu trabalho, são nove equipes de Saúde da Família e cerca de 100 profissionais atuando juntos. Cada equipe é responsável, em média, por até 4.500 pessoas, mas esse número pode variar conforme o perfil do território e a complexidade das demandas atendidas.”

A existência de um plano estruturado de progressão de carreira, que combina adicionais por tempo de serviço, qualificação acadêmica e desempenho profissional, é um dos fatores mais relevantes para a fixação de profissionais no longo prazo. “Quando há um caminho possível de desenvolvimento profissional, o médico consegue se projetar naquele território. E isso muda completamente a decisão de ficar ou sair”, afirma o Dr. Arthur. 

Experiências mais consolidadas mostram que, quando essas condições são mantidas ao longo do tempo, a permanência dos profissionais tende a se tornar regra. Em Porto Alegre (RS), unidades vinculadas ao Grupo Hospitalar Conceição mantêm médicos de família atuando há mais de duas décadas na mesma equipe. “São profissionais que acompanharam diferentes gerações da mesma família ao longo do tempo. Isso só é possível quando há vínculo estável, carreira estruturada e um modelo consistente de atenção primária”, afirma o Dr. Ricardo Heinzelmann.

“Quando a MFC é tratada como política estruturante, e não como solução emergencial, a permanência dos profissionais deixa de ser exceção e passa a ser consequência. O médico precisa enxergar futuro dentro da rede. Quando há formação, carreira e respaldo institucional, a fixação acontece", completa o Dr. Arthur.

Na visão do Dr. Arthur, o que permitiu que municípios como Chapadão do Céu e Lucas do Rio Verde reestruturassem a rede de saúde e priorizassem médicos de família foi, sobretudo, uma decisão política. “Investir mais na atenção primária deveria ser uma decisão eminentemente técnica, porque transforma a saúde das pessoas, reduz custos hospitalares e muda a realidade do município. Mas, na prática, acaba sendo também uma decisão política, que depende do entendimento do benefício para a população ao ponto de o prefeito optar por oferecer uma carreira em MFC com salário atrativo, plano de cargos e valorização desses profissionais”, conclui.

Débora Costa e Silva é jornalista independente. Com mais de 20 anos de experiência em redação e edição, colaborou com veículos como UOL, Veja e Exame, onde coordenou a área de copywriting e conteúdo. Atua com produção jornalística, projetos de marketing digital e estratégia de conteúdo.


Fonte: MEDSCAPE

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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Dr. Gerardo Cristno Filho - Médico Neurocirurgião (Instituto Neurológico São Lucas - Sobral/CE)

 

Criado em 2000 pelo neurocirurgião Gerardo Cristino Filho, o Instituto Neurológico São Lucas oferece atendimento especializado em Neurologia e Neurocirurgia. O equipamento de saúde encontra-se localizado no São Lucas Medical Center, à avenida Mosenhor José Aloisio Pinto, 1362, Bairro Cidade Gerardo Cristino de Menezes, Sobral-Ceará.  
Contato: 📱(88)99793-0609

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Saúde mental em foco: conheça os serviços psicológicos da UFC para alunos da graduação


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Projeto Escuta Ativa, do Departamento de Psicologia da UFC, faz parceria com o Naspe para ampliar os acolhimentos em grupo para alunos da graduação. (Crédito: Divulgação / Naspe/DAE/UFC)

Escrito por UFC Informa

Tão valiosa quanto a saúde física e emocional, a saúde mental complementa o ser humano e é vital para o exercício de atividades do dia-a-dia. Na Universidade Federal do Ceará (UFC), os alunos de graduação têm à sua disposição ferramentas de apoio e orientação em questões psicológicas, por meio da Divisão de Atenção ao Estudante (DAE) da Coordenadoria de Atenção Multiprofissional ao Estudante (Came) da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae), em parceria com o Departamento de Psicologia da UFC.

Esses setores planejam e executam ações para acompanhar os discentes em suas demandas pedagógicas e de saúde física e mental, com equipe composta por psicólogos, pedagogos e assistente social. Os serviços ofertados incluem acolhimento, atendimento pedagógico e psicopedagógico, atividades de grupo e acompanhamento psicológico individualizado.

ESCUTA ATIVA - Para ampliar essa rede de atendimento e seu alcance entre os estudantes, o projeto Escuta Ativa, do Departamento de Psicologia, se uniu ao serviço de Acolhimento Psicossocial do Núcleo de Apoio Sociopsicológico a Estudantes (Naspe), vinculado à DAE, para disponibilizar momentos de acolhida voltados para grupos. A iniciativa realiza escutas pontuais de alunos que demandem esse cuidado por conta de alguma situação que estejam vivenciando, e incentiva uma cultura de solidariedade na universidade, prevenindo o agravamento do sofrimento dos universitários, além de oferecer um campo de estágio básico para discentes de Psicologia.

Todas as quartas-feiras, das 14h às 16h, na sala de grupos da Prae (rua Paulino Nogueira, 315, Bloco III, 1º andar), bolsistas do curso de Psicologia, sob a supervisão do professor Emanuel Meireles Vieira, do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC, recebem presencialmente aqueles que precisam de ajuda na relação saúde mental e vida universitária.

Os presentes são convidados a relatar suas vivências de forma livre, em um ambiente seguro, acolhedor e ético, sem obrigatoriedade de fala ou continuidade nos encontros. A participação, voltada para alunos de graduação, é feita mediante preenchimento de formulário, também disponível no perfil do projeto no Instagram.

“A parceria com o Naspe surgiu no ano passado e tem sido fundamental. Eles cedem o espaço, dão apoio institucional, sempre discutimos o que precisamos junto a eles, e também há possibilidades de encaminhamento mútuo, pois, muitas vezes, o estudante procura o acolhimento individual, mas poderia se beneficiar de momentos em grupo, ou o contrário, ou, ainda, poderia ser encaminhado para outros tipos de serviço na UFC”, explica o professor Emanuel.

A colaboração do Naspe com o projeto amplia as possibilidades de cuidado em saúde mental. “Ofertamos aos estudantes um espaço de escuta, partilha e identificação com experiências semelhantes, o que contribui para o sentimento de pertencimento e apoio mútuo no contexto universitário”, aponta Davi Sampaio Marques, psicólogo do núcleo.

A média de alunos que frequentam o acolhimento coletivo do Escuta Ativa varia de acordo com a época do ano, com até oito participantes por semana. O serviço tem portas abertas também para quem não tiver preenchido o formulário.

MAIS ATENDIMENTOS - O Naspe atende estudantes de graduação regularmente matriculados, que são o público-alvo das ações da assistência estudantil. Com orientações da DAE, são ofertadas as seguintes modalidades:

- Acolhimentos individuais, com cerca de 32 atendimentos semanais, incluindo novas admissões e retornos breves (podendo chegar a até quatro retornos por estudante);
- Grupo de psicoterapia, conduzido semanalmente, com vagas limitadas, por dois psicólogos da equipe Naspe;
- Projeto SigniFICANDO, que organiza reuniões coletivas e grupos de apoio psicológico voltados para o apoio à permanência na universidade facilitados por psicólogos(as) da DAE.

Para os acolhimentos, é preciso agendar via Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa), com sessões feitas conforme disponibilidade de vagas, podendo ocorrer de forma presencial ou remota. A participação no grupo psicoterapêutico ocorre após discussão dos casos pela equipe de acolhimento multiprofissional da Prae. No caso do SigniFICANDO, as inscrições acontecem periodicamente e as informações são divulgadas nas mídias da Prae. Interessados também podem entrar em contato pelo e-mail projetosignificando@gmail.com.

“Os atendimentos psicológicos da universidade cultivam a solidariedade e nos ajudam a lidar com as profundas e necessárias transformações que o mundo acadêmico apresenta. Toda essa heterogeneidade traz tensões, sofrimento, dúvidas, encontros com diferenças, e que bom que a UFC tem um ambiente para tomar isso como um mote para diálogo, encontro e solidariedade”, afirma o professor Emanuel.

OUTRAS AÇÕES - O Naspe ainda mantém o MapSaúde, projeto que divulga programas e ações internas da UFC de promoção e cuidado em saúde no contexto universitário, e desenvolve atividades coletivas institucionais, como palestras e rodas de conversa sobre saúde mental na universidade, formação em primeiros cuidados psicológicos e manejo de crises, além de demandas específicas das unidades acadêmicas.

A UFC dispõe, ainda, de outras formas de acompanhamento para alunos em Fortaleza e nos campi do interior. Conheça eles no Guia Rápido do Aluno.

Fontes: Emanuel Meireles Vieira, professor do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFC - e-mail: escutaativa@ufc.br, e Davi Sampaio Marques, psicólogo do Naspe/DAE/UFC - e-mail: davi.marques@ufc.br

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Dr. DIEGO BEZERRA (ONCOLOGIA/VIRURGIA GERAL)

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