ATUALIDADE - O registro de hoje trata-se de atendimento na secretaria acadêmica do Curso de Medicina de Sobral da UFC. Na ocasião, os servidores TAEs lotados no setor, Tarcisio Melo e Aline Araújo, providenciaram uma documentação para o egresso da 17ª turma William Pedrosa. Ele precisava de certificações do Curso para realizar doutoramento no exterior, em Massachusetts (EUA).
O caminho para exercer a medicina nos Estados Unidos é marcado por um processo rigoroso e altamente competitivo de certificação internacional. Essa trajetória inclui a aprovação nas provas do United States Medical Licensing Examination (USMLE Step 1 e Step 2 CK), a comprovação de proficiência em inglês por meio do Occupational English Test, além da certificação pelo ECFMG.
Ao longo desse percurso, o candidato também realiza estágios clínicos nos Estados Unidos, constrói cartas de recomendação com preceptores internacionais e participa de pesquisas com publicações de impacto global — elementos fundamentais para fortalecer sua candidatura.
A inscrição nos programas ocorre por meio do ERAS, seguida por uma das etapas mais desafiadoras: as entrevistas com programas de residência, conhecidas por seu alto nível de exigência e competitividade. A etapa final é o NRMP Match, sistema nacional que alinha candidatos e instituições de acordo com desempenho e preferência mútua.
Durante sua formação na UFC Sobral, o médico Willamy Pedrosa, enquanto estudante, destacou-se pelo forte envolvimento acadêmico e compromisso com a educação médica. Como resultado dessa trajetória de excelência, conquistou sua vaga em Medicina Interna no MetroWest Medical Center, em Framingham, Massachusetts — consolidando um caminho marcado por dedicação, liderança e compromisso com a medicina de alto nível.
Parabéns Dr. William Pedrosa, por dignificar e projetar internacionalmente o Curso de Medicina de Sobral da UFC.
Sim, em alguns casos, a menstruação pode levar à anemia. 👩🏻⚕️
Durante o período menstrual, nós mulheres perdemos sangue, e se essa perda for excessiva, pode levar à diminuição dos níveis de hemoglobina no sangue, ocasionando anemia. ✨
É importante monitorar os níveis de ferro e, se houver preocupações com anemia, consultar um médico para avaliação e possível suplementação.🩺
E o mais IMPORTANTE: Temos que investigar e tratar a causa do sangramento menstrual aumentado!
Cuide da sua saúde ❤
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Sangramento fora do ciclo: Quando se preocupar?
Quando o sangramento ocorre fora do seu ciclo menstrual normal e é acompanhado por sintomas como dor abdominal intensa ou febre, é fundamental buscar orientação médica. Seu bem-estar é nossa prioridade. Não hesite em entrar em contato com um profissional de saúde para avaliação e cuidados adequados. Estamos aqui para apoiar você. 💪❤️
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Fez histerectomia (retirada do útero)?
Então, atenção:
🚫Retirou tudo, inclusive o colo do útero, e não tinha câncer? Geralmente não precisa mais do Papanicolau.
🚫Deixou o colo do útero? Continue fazendo o exame.
🚫Retirou por causa de câncer? Importante continuar com os exames.
É sempre fundamental consultar seu médico ou ginecologista sobre a necessidade e a frequência dos exames após a histerectomia.
A saúde pélvica continua sendo uma prioridade, independentemente de você ter ou não um útero.
Mantenha-se informada e cuide-se!
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Responsável técnico pelas informações: Dra. Carla Macedo
📞(88) 3677.2312 / 88 9.9318-4038(WhatsApp)
Consulte uma Especialista
Drª. Carla Macedo atende na Clínica Prioritá
Endereço: Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362, salas 108 e 109
Cidade Gerardo Cristino de Menezes
(São Lucas Medical Center)
Sobral-Ceará
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Neste 1º de abril, médicos alertam que seguir dicas falsas de nutrição na internet pode causar fadiga e efeito sanfona
No dia da mentira, as brincadeiras costumam ser inofensivas, mas no mundo da nutrição, acreditar em "fake news" pode ter consequências reais para o organismo. Com a viralização de dietas restritivas e promessas de "alimentos milagrosos", muitos pacientes acabam adotando hábitos que, em vez de emagrecer, prejudicam o metabolismo e a saúde mental.
Um dos mitos mais difundidos recentemente é o de que o leite seria um vilão silencioso. Segundo a nutricionista Karine Lima, que atende no complexo clínico Órion Business, essa é uma afirmação perigosa para quem não tem restrições clínicas.
Leite faz mal
“O leite só tem potencial inflamatório para pessoas que possuem diagnóstico de intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite de vaca, que envolve o sistema imunológico e pode trazer reações respiratórias, dermatites. Para a população saudável, ele é uma excelente fonte de cálcio e proteínas. Inclusive, a retirada do alimento sem orientação pode, inclusive, abrir portas para deficiências nutricionais graves no futuro”, explica.
O perigo de cortar o combustível do corpo
Outra mentira que ganha força nas redes sociais é a demonização dos carboidratos. Muitos acreditam que "zerar" o grupo alimentar é a única via para a perda de peso, ignorando que ele é a principal fonte de energia para o cérebro e para os músculos.
“O carboidrato não pode ser retirado de forma drástica causa uma falsa ilusão de emagrecimento, pois o corpo perde água e massa muscular rapidamente. A longo prazo, isso gera irritabilidade, lentidão mental e aumenta muito o risco de compulsão alimentar”, acrescenta a especialista.
Da mesma forma, a ideia de que passar fome é sinônimo de eficiência no emagrecimento também entra na lista das inverdades. “Ficar longos períodos sem comer, tem alguns prejuízos. Um deles é o aumento do cortisol, o hormônio do estresse, onde a pessoa tem facilidade para acumular gordura na região abdominal e também aumenta a compulsão alimentar à noite”, diz Karine Lima. Ela ainda afirma que é importante fazer as quatro refeições ao dia e que todas tenham proteína para ter saciedade e que a pessoa não fique beliscando fora dos horários das refeições.
A "mágica" que não existe
Até mesmo receitas populares, como a famosa água com limão em jejum, entram no radar dos mitos quando recebem propriedades que não possuem. Embora seja uma prática saudável para hidratação e aporte de vitamina C, ela não tem o poder de queimar gordura sozinha. “Nenhum alimento isolado, chá ou mistura tem a capacidade fisiológica de ‘derreter’ a gordura corporal. O emagrecimento real vem do conjunto de uma alimentação equilibrada e gasto calórico”, reforça a nutricionista.
Neste 1º de abril, o melhor conselho de saúde é a cautela. Antes de retirar grupos alimentares inteiros da sua rotina baseando-se em vídeos rápidos da internet, lembre-se que o equilíbrio e o acompanhamento profissional são as únicas ferramentas que não mentem para o seu corpo.
Fonte: COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS (Raquel Pinho e equipe)
O Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou, na última sexta-feira (27), ofício ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) solicitando providências diante do cenário de superlotação na UPA Canindezinho. A manifestação ocorre após visita de fiscalização realizada pela entidade, que identificou recorrência de pacientes em estado grave permanecendo na unidade por períodos prolongados, em função de dificuldades no processo de regulação para hospitais de maior complexidade.
De acordo com o Sindicato, a permanência desses pacientes em uma unidade de pronto atendimento, cuja estrutura é voltada a atendimentos de menor complexidade e estabilização inicial, tem gerado sobrecarga assistencial e ampliado o risco operacional. O cenário implica, ainda, a assunção de responsabilidades clínicas que extrapolam a capacidade estrutural da unidade.
Durante a inspeção, também foram observadas fragilidades no dimensionamento da equipe médica, especialmente na condução de casos críticos. Segundo a entidade, a concentração de atribuições em um único médico responsável por plantão compromete a capacidade de resposta diante de ocorrências simultâneas de maior gravidade, elevando o risco assistencial e a possibilidade de eventos adversos.
Diante desse contexto, o Sindicato dos Médicos do Ceará solicitou ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar a adoção de medidas imediatas, incluindo a designação de um segundo médico para funções de chefia ou subchefia por plantão, com o objetivo de assegurar melhor distribuição de responsabilidades e suporte à equipe assistencial. A entidade também recomendou a reavaliação do dimensionamento da equipe, considerando o perfil de gravidade dos pacientes atendidos.
O ofício encaminhado ao ISGH propõe, ainda, a revisão dos fluxos de regulação, visando reduzir o tempo de permanência de pacientes graves na unidade, além da análise de viabilidade para implementação de programas de formação em urgência e emergência, com supervisão qualificada, como estratégia para qualificação da assistência.
Segundo o Sindicato, a adoção dessas medidas é fundamental para adequar a operação da unidade às diretrizes assistenciais previstas para o atendimento de urgência, garantindo maior segurança para pacientes e profissionais de saúde.
Assessoria de Imprensa Sindicato dos Médicos do Ceará - Capuchino Press
Vacinas são responsáveis pelo controle de diversas doenças como tétano, poliomielite e sarampo
A vacinação é algo cada vez mais importante para a sociedade, seja a BCG, a vacina contra pólio, Covid-19 ou HPV, o imunizante tem por objetivo prevenir algumas doenças infecciosas ou a sua forma grave, diminuindo os riscos de internação, disseminação da doença e óbitos, podendo levar até a erradicação da doença. Especialmente após a pandemia da Covid-19, os imunizantes se tornaram assunto ainda mais presente nas conversas do dia a dia da população.
De acordo com a infectologista pediátrica na Rede de Hospitais São Camilo, Claudia Maekawa Maruyama, as vacinas foram responsáveis por erradicar somente a varíola.“Doenças como a paralisia infantil, sarampo, rubéola, coqueluche, tétano, entre outras, não estão erradicadas, mas são efetivamente controladas pela vacinação”, comenta. Alguns mitos sempre são levantados quando o tema é vacinação e Maruyama esclarece quatro deles.
Mito: Vacinas podem causar doenças.
As vacinas não tem o potencial de fazer com que a pessoa desenvolva a doença, mesmo quando feitas do “próprio” vírus. O que acontece é que o antígeno – molécula que fará com que os anticorpos reajam – do qual a vacina é produzida pode ser feito por meio de formas genéticas mais fracas ou inativadas de uma determinada doença. Isso é feito para que o sistema imunológico possa reconhecer aquele organismo e aprender a combatê-lo, mas a dose da vacina não tem nenhuma capacidade de causar doenças.
Mito: Tomar mais de uma vacina pode causar efeitos colaterais perigosos.
As vacinas podem possuir efeitos colaterais leves como febre ou dores no local da aplicação, porém, não são capazes de causar autismo, por exemplo. “Podem acontecer casos raros de reações adversas incomuns, porém é mais provável que uma pessoa fique gravemente adoecida ao ser acometida por uma condição que pode ser prevenida, do que por tomar a vacina”, explica a infectologista. No entanto, tomar mais de 1 vacina em um mesmo dia, não acumula ou intensifica as reações.
Depende: Apenas uma dose da vacina é suficiente para a prevenção.
Cada vacina possui seu esquema vacinal, algumas vacinas demandam somente uma dose, no entanto, a vacina da Hepatite B e HPV, necessitam de outras doses. Já outras necessitam de reforço como, por exemplo, anti-tetânica a cada 10 anos. Para aquelas que necessitam de mais de 1 dose ou reforço, receber somente a primeira dose não é o suficiente para prevenir a doença.
Verdade: Não é todo mundo que pode tomar vacinas.
Para determinadas vacinas, pode existir contra indicação, como, alergias graves (anafilaxia) a algum componente da vacina ou condições de saúde, como imunossupressão grave, que podem contraindicar o seu recebimento. “Ressalto a importância da imunização coletiva para que essa parcela também esteja protegida contra as doenças”, esclarece a infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. É importante ressaltar que todos os imunizantes no Brasil são regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que possam ser disponibilizados nas redes de saúde.
Informações à Imprensa: Paulo Ariel<paulo.ariel@agenciacontatto.com.br>
ATUALIDADE- Há 25 anos, quando o Curso de Medicina da UFC em Sobral dava os seus primeiros passos, o Prof. Gerardo Cristino (seu primeiro coordenador, 2001-2014) profetizava em suas falas de motivação às primeiras turmas: “Vocês é quem vão tomar conta desse curso, vão ser os nossos professores no futuro e vão assumir o Curso”.
Hoje, o registro da página @fotos_medsobral_amelhor traz um momento de reunião de trabalho que não é apenas burocrático, mas a materialização do vaticínio do Prof. Gerardo Cristino. Na foto, as professoras Carla Roberta Macedo e Izabella Tamira Farias, cujas trajetórias se confundem com a própria história do Curso, avaliam as rotinas voltadas para a formação dos internos.
Atualmente, ambas exercem funções de liderança. A Profª. Carla Roberta pertence à segunda turma e a Profª. Izabella Tamira à quinta turma. Hoje, elas retribuem à instituição o conhecimento que receberam, ocupando funções de gestão na estrutura administrativa do Curso. A Profª. Carla Roberta é Coordenadora Geral do Internato e Coordenadora Adjunta do Curso. Já a Profa. Izabella Tamira é a Coordenadora Adjunta Geral do Internato.
Além da gestão acadêmica para os estágios do Internato, elas seguem no dia a dia do ensino como professoras efetivas nas áreas de Ginecologia e Obstetrícia e Pediatria, respectivamente. Corajosamente, as duas ao assumirem cargos de liderança personificam o espírito de dedicação, de desafios e o orgulho de ser UFC que todo egresso formado em Sobral carrega na sua bagagem técnica, ética e afetiva.
Por fim, ver ex-alunas conduzindo o destino do Curso é a prova de que a semente plantada em 2001 germinou, floresceu e hoje motiva e inspira a formação dos futuros médicos da escola médica sobralense da UFC.
A escolha de tratar varizes ou vasinhos primeiro depende da gravidade dos sintomas e das recomendações do seu médico. Geralmente, as varizes são tratadas primeiro se causarem dor, inchaço, ou outros sintomas mais graves, pois elas podem indicar problemas mais profundos na circulação. Vasinhos, por outro lado, são normalmente uma preocupação estética e podem ser tratados posteriormente. Uma consulta com um angiologista ou cirurgião vascular ajudará a determinar o melhor plano de tratamento para o seu caso específico.
Liderada pela primeira-dama Jamile
Rodrigues, a Prefeitura de Forquilha convida a população para
participar da 2ª Caminhada de Conscientização do Autismo, que será
realizada no próximo dia 1º de abril.
A iniciativa tem como objetivo
promover a inclusão, ampliar o debate sobre o Transtorno do Espectro
Autista (TEA) e fortalecer o apoio às pessoas com autismo e suas
famílias no município.
A programação terá início às 7h30,
com concentração na Praça Juarez Júnior, reunindo participantes em um
momento de união, empatia e conscientização.
A orientação é que os participantes
vistam azul, cor que simboliza a causa, e levem energia positiva para
reforçar a importância do respeito, da informação e da inclusão.
A ação reforça o compromisso do
município com políticas de inclusão e com a valorização das famílias
atípicas, estimulando uma sociedade mais acolhedora e consciente.
Condição
silenciosa pode passar despercebida e exige cuidados especiais para o
diagnóstico preciso, alerta presidente do Departamento de Hipertensão
Arterial
A
hipertensão mascarada ocorre quando a pressão arterial parece normal
durante a consulta médica, mas se mantém elevada no dia a dia. De acordo
com o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) da Sociedade
Brasileira de Cardiologia (SBC), qualquer pessoa pode desenvolver essa
condição, mas alguns fatores aumentam esse risco, tais como: tabagismo,
consumo elevado de álcool, estresse frequente ou ambiente de alta
pressão, atividade física irregular ou sedentarismo parcial, sobrepeso
ou obesidade, histórico familiar de hipertensão, e também a presença de
outros fatores de risco cardiovascular, como colesterol alto ou
diabetes.
“Este
comportamento da pressão arterial é o inverso da Hipertensão do Jaleco
Branco. Na hipertensão mascarada a pressão arterial medida no
consultório está abaixo de 140/90mmHg, e, portanto, o médico e paciente
podem não reconhecer a existência de hipertensão. Sem o diagnóstico
adequado este paciente não receberá as orientações de tratamento. A
única forma de identificar a hipertensão mascarada é realizando exames
complementares para avaliar a pressão arterial fora do consultório. Os
estudos mostram que o portador de hipertensão mascarada apresenta um
risco de complicações igual ou até superior ao indivíduo que tem o
diagnóstico de hipertensão conhecido, explica a presidente do DHA, Dra.
Erika Campana.
A condição
chama ainda mais atenção diante do aumento dos casos de hipertensão no
país, que passaram de 22,6% para 29,7% entre 2006 e 2024, segundo dados
da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico (Vigitel 2025). Por ser silenciosa e difícil de
identificar, a condição exige cuidado redobrado e medições fora do
ambiente clínico para um diagnóstico correto e precoce.
A seguir, conheça os principais exames que ajudam a identificar a hipertensão mascarada de forma precisa:
MAPA 24h: monitoramento contínuo para um diagnóstico mais preciso
A
Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA) 24h, é um exame
que acompanha a pressão arterial ao longo de um dia inteiro, inclusive
durante o sono, enquanto a pessoa realiza suas atividades normais. Com
medições automáticas a cada poucos minutos, ele consegue identificar
variações que não aparecem no consultório, ideal para diagnosticar casos
como a hipertensão mascarada.
MRPA: o acompanhamento da pressão no conforto de casa
A
Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA) é um exame
complementar em que a medida da pressão arterial é feita pelo próprio
paciente (ou por um familiar ou cuidador treinado) em casa, seguindo um
protocolo sistematizado de horário e número de medidas da pressão
arterial, durante cinco dias. Assim como a MAPA, a MRPA pode ser um
exame utilizado para o diagnóstico da hipertensão mascarada.
Sobre o Departamento de Hipertensão Arterial da SBC
Criado no
início da década de 1980, o Departamento de Hipertensão Arterial (DHA) é
um braço da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) dedicado ao
estudo, diagnóstico, tratamento e prevenção da hipertensão arterial,
popularmente conhecida como pressão alta. Ao longo de sua trajetória,
consolidou-se como uma das principais referências científicas e
institucionais do país, com papel central na organização do conhecimento
e na qualificação da prática clínica no Brasil. Atualmente sob a
presidência da Dra. Erika Campana, no biênio 2026/2027, o departamento
estabelece como missão a prevenção, inovação e educação continuada.
Informações à Imprensa: Gabriela Araújo<gabriela@markable.com.br>
Os pacientes da hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Sobral foram surpreendidos com balões e aplausos na manhã da segunda-feira (23/3). A acolhida especial marcou a entrega de 64 novas poltronas destinadas ao setor, que foram adquiridas no mês de janeiro, mas entregues agora em março. A renovação completa do mobiliário foi realizada com recursos provenientes de doações.
Entre as principais fontes de doações financeiras para a Santa Casa está a parceria com a Enel, por meio do projeto Doe com Misericórdia, que possibilita a contribuição voluntária diretamente na conta de energia elétrica. Outra ação permanente é a campanha Seu Troco Vale Vida, realizada por meio do PIX do hospital.
As novas poltronas são do modelo Flex Clínica, projetadas para oferecer conforto e ergonomia durante sessões prolongadas de hemodiálise. Equipadas com comandos reclináveis, possuem estrutura reforçada, braços rebatíveis, rodízios e revestimento resistente a produtos hospitalares. Os modelos suportam até 200 kg, sendo adequados para ambientes hospitalares e de cuidados contínuos.
O nefrologista e coordenador médico do Eixo de Cuidado Clínico da Santa Casa, Cristiano Araújo, reforçou a importância da iniciativa. “Reconhecemos o empenho da direção da Santa Casa em oferecer as melhores condições para os pacientes portadores de doença renal crônica que fazem o tratamento na unidade de hemodiálise. O conforto começa no acolhimento dentro da unidade, assim como também uma melhor acomodação. São pacientes que permanecem deitados numa poltrona por quatro horas por sessão, três vezes por semana”, destaca.
O médico também ressaltou que a unidade de hemodiálise da Santa Casa vem passando por esse processo contínuo de modernização para dar melhor qualidade de tratamento aos pacientes. “Recentemente, adquirimos novas máquinas, tivemos uma nova climatização das salas de hemodiálise com a aquisição de novos aparelhos de ar-condicionado e agora com novas poltronas garantimos um melhor tratamento aos nossos pacientes com melhor conforto no momento que ficam na máquina de hemodiálise”, completa.
Entre os pacientes, a avaliação é positiva, com destaque para a melhoria no bem-estar durante as sessões.
Saiba como ajudar
A Santa Casa de Misericórdia de Sobral segue aberta a receber doações e convida a população a fazer parte dessa corrente do bem. Doe qualquer valor e ajude a Santa Casa a continuar salvando vidas todos os dias. PIX: doesantacasa@stacasa.com.br
Pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico
O cuidado humanizado é uma diretriz do SUS (Foto: Agência Brasil)
O Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram
uma parceria para que o laboratório público brasileiro passe a produzir
medicamento avançado contra o câncer a pacientes do Sistema Único de
Saúde (SUS). O acordo é resultado de um edital lançado em 2024 pelo
Ministério da Saúde.
O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico
para identificar e combater as células cancerígenas. Além disso, é uma
alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia
tradicional, e tem demonstrado grande eficácia.
O remédio já vem sendo comprado pelo Ministério de Saúde, diretamente
da MSD, e é usado no SUS, para o tratamento de alguns pacientes com
melanoma metastático, tipo de câncer de pele agressivo e que se espalha
para outros órgãos.
De acordo com a Secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em
Saúde, Fernanda De Negri, aproximadamente 1,7 mil pessoas são atendidas
por ano, a um custo de R$ 400 milhões.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único
de Saúde (SUS) vai avaliar a inclusão no tratamento de casos de câncer
de colo do útero, esôfago, mama triplo-negativo e pulmão. A MSD calcula
que isso aumente a demanda para cerca de 13 mil pacientes por ano.
Fernanda de Negri explica que um dos benefícios da parceria é a
possibilidade de diminuição de custos, pois o contrato prevê a
transferência gradual de tecnologia, para que, em alguns anos, o
Butantan possa assumir a produção do medicamento. Outros benefícios são a
prioridade no fornecimento e o desenvolvimento tecnológico.
"O objeto dessa parceria é uma molécula nova, e o Butantan vai
desenvolver a capacidade de produzir esta molécula e acima de tudo
desenvolver a competência para produzir outras moléculas similares no
futuro."
Segundo ela, a produção nacional deixa o paciente mais seguro. "A
gente produzir aqui deixa o paciente brasileiro com mais garantias de
que esse medicamento não vai faltar por conta de eventos externos que
causem a interrupção de cadeias logísticas."
Concorrência
A parceria é resultado de edital com o objetivo de promover a cooperação
entre entidades privadas, públicas e científicas com o objetivo de
desenvolver ou absorver tecnologias que favorecem o SUS. O edital faz
parte de uma estratégia nacional que pretende nacionalizar a produção de
70% dos insumos de saúde utilizados no SUS, em até 10 anos.
O diretor executivo de Relações Governamentais da MSD Brasil, Rodrigo
cruz, explica que o processo de transferência de tecnologia do
pembrolizumabe para o Butantan vai começar assim que as novas inclusões
do medicamento no SUS forem aprovadas. A incorporação das etapas de
produção será feita gradualmente ao longo de dez anos.
"No começo, a é que eles aprendam como se faz a rotulagem, o envase,
para depois passar para formulação e aí sim chegar à etapa final que é a
produção do medicamento em si. Todas as etapas estão previstas dentro
do projeto. Leva até oito anos para produzir o Ifa [ingrediente
farmacêutico ativo] nacional e, a partir daí, finalizar o remédio 100%
nacional."
O anúncio da parceria foi feito durante o evento Diálogo
Internacional - Desafios e Oportunidades para a Cooperação em
Tecnologias em Saúde, realizado no Rio de Janeiro. O ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, participou da abertura de maneira remota, e ressaltou
a importância das parcerias para o desenvolvimento do país.
"Não tem como enfrentar esses desafios sem forte cooperação
internacional. A saúde deixou de ser apenas uma política social e passou
também a ser um eixo central do desenvolvimento econômico, inovação
tecnológica e geração de empregos qualificados."
O ministro destacou ainda a cadeia estrutural do sistema público de
saúde brasileiro. "O SUS não é apenas o maior sistema público universal
do mundo, mas também um dos maiores mercados estruturados do planeta em
escala, previsibilidade, demanda e capacidade de absorção tecnológica."
(Agência Brasil)
O
estudo envolveu 1.685 pacientes tratados com o Elmo, sendo essa uma das
maiores amostras no mundo em pesquisas relacionadas ao uso de capacetes
de suporte ventilatório (Foto: Ribamar Neto/UFC)
Aprovado
pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso clínico
no fim de 2020, durante o pico da segunda e mais mortal onda de
covid-19 no país, o capacete Elmo – dispositivo de suporte ventilatório não invasivo idealizado e desenvolvido no Ceará – tem sido alvo de estudos para validação e aprimoramento desde então.
Agora, um novo estudo
soma-se a esse cenário de investigações, trazendo evidências
consideradas de alto impacto sobre sua aplicação e eficácia. Coordenada
pelo médico Marcelo Alcântara, professor da Faculdade de Medicina
(Famed) da UFC e idealizador do Elmo, a pesquisa analisou dados
de 1.685 adultos diagnosticados com covid-19 e insuficiência
respiratória hipoxêmica aguda, que receberam suporte respiratório com o
uso do equipamento, entre novembro de 2020 e novembro de 2021.
O objetivo foi avaliar fatores relacionados à necessidade de
intubação endotraqueal (ETI) e à mortalidade hospitalar, mesmo após o
uso do dispositivo. Robusto, o estudo foi considerado de forte
rigor metodológico e alta precisão estatística, e, em fevereiro deste
ano, teve seus resultados publicados na Chest, uma das principais revistas científicas do mundo especializada em pneumologia, no artigo"Helmet-CPAP in 1,685 Covid-19 Patients: Outcomes and Predictors of Success in a Resource-Limited Multicenter Cohort".
DADOS – Segundo os achados, entre todos os pacientes da pesquisa, 63% não precisaram de intubação; já a taxa de mortalidade hospitalar foi de 24%, ocorrendo quase exclusivamente entre os pacientes intubados.
O estudo também apontou fatores de proteção contra ETI,
incluindo idade mais jovem, maior relação PaO₂/FiO₂ (índice que mede
eficiência da oxigenação sanguínea e a troca gasosa pulmonar), menos
eventos adversos e tratamento em hospital público. Já entre os fatores
que aumentavam o risco de intubação e mortalidade estavam idade
avançada, comorbidades, níveis aumentados de LDH, ureia e creatinina.
De acordo com os pesquisadores, esses resultados indicam que as
características clínicas basais e a resposta fisiológica precoce são
determinantes do sucesso do uso do Elmo e podem orientar a seleção e o monitoramento de pacientes em ambientes com recursos limitados (com pouco acesso a recursos de saúde por questões socioeconômicas).
Para reduzir a correlação entre os fatores avaliados (que pode
distorcer estimativas e prejudicar a interpretação dos dados), eles
foram separados em quatro domínios clínicos:
características intrínsecas do paciente (idade, sexo, IMC, comorbidades);
dados relacionados à gravidade do acometimento
pulmonar e momento da intervenção (como saturação periférica de
oxigênio, tempo de sintomas e escore de falência dos órgãos);
valores relacionados ao comprometimento sistêmico
(extrapulmonar) do corpo, como LDH, ureia, creatinina, diuréticos,
hemoglobina e plaquetas;
dados ligados à resposta ao uso do Elmo (medição de
PaO₂/FIO₂ após 2–24h, pH, HCO₃ e eventos adversos como claustrofobia e
boca seca).
“Ao separarmos essas quatro categorias, conseguimos fazer uma análise muito interessante e descobrir quais variáveis, dentro de cada categoria, interferem no resultado final (evitar intubação e a mortalidade hospitalar), sendo esse um dos pontos fortes do estudo”, explica Marcelo Alcântara.
“Por exemplo, vimos que a idade é um fator determinante no resultado
final. Ou seja, pacientes mais idosos tratados com o capacete, em um
cenário parecido com o que foi estudado, têm maior risco de necessitar
de intubação. E assim nós conseguimos encontrar vários preditores que
podem ser testados e avaliados em estudos futuros”, completou.
CONQUISTA – O docente chama atenção para a importância de publicar o estudo na Chest. “É um periódico da American College of Chest Physician (Colégio Americano de Médicos do Tórax), associação muito tradicional dos EUA. A revista tem bastante prestígio e critérios de revisão bem mais rigorosos.
Mais de três revisores participaram da análise do nosso trabalho nos
mínimos detalhes, e no final o artigo foi elogiado por eles”, comemora
Marcelo.
Para ele, uma publicação desse nível motiva a equipe a continuar
trabalhando e tentando captar recursos. “Seguimos pesquisando o uso do
Elmo em outras situações. Por exemplo, em pacientes que estão na
emergência com insuficiência respiratória de outras causas que não
covid, relacionadas a doenças pulmonares, doenças cardíacas, ou em
pacientes que fazem cirurgias grandes e, no no pós-operatório, precisam
de um suporte respiratório”, pontua.
Considerado um dos maiores exemplos de inovação em saúde no Ceará, o
capacete Elmo foi viabilizado a partir de uma articulação entre
universidades, Governo do Estado e setor empresarial. “Durante a
pandemia conseguimos aplicá-lo em milhares de pacientes em um cenário de
limitações, com falta de respiradores, falta de máscaras e outros
itens. Muitas vezes, o capacete foi a única solução acessível. E
ver agora, provado por A mais B, que a imensa maioria desses pacientes
se beneficiou, sem precisar evoluir para uma intubação, é muito
gratificante”, avalia Marcelo.
Fonte: Marcelo Alcântara, professor do Departamento de Medicina Clínica da Famed/UFC – fone: (85) 3366.8052
Inchaço pode ser passageiro ou ser um constante aviso de que algo não vai bem com o nosso corpo. Nas duas hipóteses, o primeiro pensamento é: como amenizar esse desconforto?
E aqui vão algumas dicas para você usar enquanto o dia da consulta com o médico não chega:
🦶 Dica 2: Elevar os pés ao dormir.
Ao se deitar, deixar os pés por cerca de 15 centímetros acima do nível do coração, facilita a circulação.
🦵 Dica 1: Exercite a panturrilha.
Estimular o músculo da “batata da perna” com movimentos circulares, corrida ou uma leve caminhada já melhora o fluxo sanguíneo.
📱 Agende sua consulta
(88) 99802.7000
Consulte um Especialista
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Dr. Elpidio Ribeiro (CREMEC: 16.907 / RQE-CE: 11.221) - É cirurgião Vascular e Endovascular com atuação na cidade de Sobral (CE). Faz parte do corpo clínico do serviço de cirurgia vascular e endovascular do Hospital Regional Norte e da equipe de cirurgia vascular para acessos vasculares do serviço de hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia de Sobral.
Realiza atendimento no Instituto de Saúde São Francisco no São Lucas Medical Center, no Hospital Unimed Sobral e na Clínica Boghos Boyadjian Sobral.
Resumo do currículo:
- Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará - campus Sobral (UFC-Sobral).
- Residência Médica em Cirurgia Geral pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP).
- Residência Médica em Cirurgia Vascular pelo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP).
- Residência Médica em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular d Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP).
- Doutorando do Departamento de Cirurgia e Anatomia do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (HCRP-USP).
- Título de Especialista em Cirurgia Vascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e Associação Médica Brasileira (AMB).
ATUALIDADE - Na noite da segunda-feira (16/03) o ENA (Espaço Novo Acadêmico), um dos primeiros projetos de extensão do Curso de Medicina da UFC, acolheu os novos alunos que passaram na seleção para 2026. Também foram acolhidos os novos acadêmicos selecionados para atuarem como professores do ENA.
O ENA foi criado em 2005 e nasceu do protagonismo dos primeiros egressos que queriam ir além da sala de aula. O que começou como uma iniciativa discente, superando barreiras à época, tornou-se um importante projeto de extensão da UFC em Sobral, servindo como uma ponte entre a universidade e a comunidade.
O projeto funciona como um cursinho pré-vestibular totalmente gratuito, com o material doado pelo Colégio Farias Brito (FB) onde os próprios acadêmicos de Medicina da UFC-Sobral assumem o papel de professores. Mais do que passar conteúdo, eles compartilham vivências e servem de inspiração para jovens que, muitas vezes, não viam o ensino superior como uma realidade próxima. Ao longo de duas décadas, centenas de jovens sobralenses e da região conseguiram furar a bolha social e ingressar em cursos como Medicina, Direito, Odonto, Engenharias, transformando não apenas o próprio futuro, mas o de suas famílias. Nesta perspectiva, o Espaço Novo Acadêmico é um pilar fundamental da extensão universitária da UFC em Sobral.
Ao longo de de duas décadas, centenas de jovens sobralenses conseguiram furar a bolha social e ingressar em cursos como Medicina, Direito e Engenharia, transformando não apenas o próprio futuro, mas o de suas famílias. É o ensino superior devolvendo à sociedade o investimento em forma de esperança e cidadania para os alunos das escolas públicas e aqueles de baixa renda.
Atualmente, o ENA conta com a participação dos seguintes acadêmicos: Emanuelle Sousa (coordenadora), Ana Livia Mesquita , Áquila Otniel, José Alison, Janiele Gomes. Ilian Barbosa, Murilo Cidade, Kaio Hariel , Ulisses Marineli, Aarão Brandão, Francisco José, Luiz Lima, Anny Furtado, Lairton Assunção e Lunarha Costa. O projeto tem como docente responsável a Profª Carla Roberta Macedo. "Sempre acolhemos os novos alunos do ENA com muita alegria e entusiamo" diz Emanuelle Sousa.
Problemas aparentemente simples na boca podem estar associados ao
risco de doenças graves, como infarto e acidente vascular cerebral, e
afetar outros órgãos, mas cuidados simples e acompanhamento regular
ajudam a prevenir complicações
(Foto: Arquivo pessoal)
Problemas aparentemente simples na
boca podem ter impacto direto em órgãos vitais, como o coração e o
cérebro. O alerta de especialistas chama atenção para uma relação ainda
pouco percebida pela população: a conexão entre saúde bucal e doenças
graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Infecções como gengivite e
periodontite não se limitam aos dentes e à gengiva. Quando não tratadas,
essas condições permitem que bactérias entrem na corrente sanguínea e
desencadeiem processos inflamatórios em todo o organismo. Esse processo
inflamatório contínuo pode contribuir para o agravamento de doenças já
existentes e aumentar o risco de complicações cardiovasculares.
O cirurgião-dentista Ezemir
Guimarães destaca que a saúde bucal ainda é vista de forma equivocada
por muitos pacientes, o que acaba atrasando o diagnóstico de problemas
mais sérios. “Muita gente acredita que cuidar da boca é apenas uma
questão estética, mas estamos falando de saúde. Uma gengivite não
tratada pode evoluir e contribuir para inflamações sistêmicas que
impactam o coração e aumentam o risco de AVC”, afirma.
Como as bactérias chegam à corrente sanguínea
A dentista Cláudia Paiva reforça
que o processo começa de forma silenciosa, mas pode ganhar proporções
mais graves ao longo do tempo, especialmente quando não há
acompanhamento profissional. “Quando a pessoa tem gengivite ou
periodontite, o tecido fica inflamado e sangra com facilidade. Nesse
momento, as bactérias entram diretamente na corrente sanguínea e podem
se alojar em órgãos como coração e cérebro, contribuindo para o aumento
do risco de infarto e AVC”, explica.
Além da entrada dessas bactérias na
circulação, o próprio estado inflamatório crônico da gengiva pode
afetar o funcionamento dos vasos sanguíneos, favorecendo o
desenvolvimento de placas e dificultando a circulação, o que também está
associado ao aumento do risco cardiovascular.
Quem corre mais risco
Alguns grupos apresentam maior
vulnerabilidade a esse tipo de complicação. Pacientes diabéticos,
idosos, fumantes e pessoas com doenças cardiovasculares estão entre os
mais suscetíveis, principalmente quando a higiene bucal é inadequada ou
irregular. “Todos esses fatores, associados à má higiene oral, favorecem
o desenvolvimento de doença periodontal crônica”, destaca Cláudia.
Primeiros Sinais
Apesar dos riscos, os sinais
iniciais costumam ser ignorados no dia a dia. Sangramento ao escovar os
dentes, mau hálito persistente, retração gengival, sensibilidade e
sensação de gengiva inchada são indicativos de que algo não vai bem.
Ainda assim, muitos pacientes só procuram atendimento quando a dor
aparece ou quando o quadro já está avançado.
“O maior erro está em ignorar esses
primeiros sinais. Não escovar corretamente, deixar de usar fio dental e
só buscar o dentista em situações mais graves contribuem para a
evolução do problema”, alerta a especialista.
A progressão, segundo ela, é
gradual e, na maioria das vezes, indolor, o que dificulta a percepção do
problema. “Em poucas semanas já há inflamação ativa. Em meses, o quadro
pode evoluir para periodontite. Em um a dois anos, pode haver perda
óssea e mobilidade dentária”, detalha.
Além dos impactos na saúde geral,
as doenças bucais também afetam diretamente a qualidade de vida,
interferindo na alimentação, na fala e até na autoestima dos pacientes,
especialmente nos casos mais avançados.
Mais do que preservar o sorriso, a
prevenção envolve cuidados simples, mas essenciais no dia a dia, como
escovação adequada ao menos três vezes ao dia, uso do fio dental e
acompanhamento regular com o dentista, medidas que ajudam a evitar
complicações que vão muito além da boca e reforçam a importância de
enxergar a saúde bucal como parte do cuidado integral com o corpo.