quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Registro de atualidade do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Reunião da coordenação do Curso com os egressos que realizaram ENAMED 2025)))

 

Momento do encontro no miniauditório com a coordenação do Curso


ATUALIDADE- A coordenação do Curso de Medicina de Sobral da UFC realizou um encontro estratégico com os internos das turmas 32, 33, 34 e 35 para discutir a participação do Curso no ENAMED 2025.

O Prof. Paulo Roberto Lacerda (coordenador) e a Profª Carla Roberta Macedo (coordenadora adjunta) trouxeram atualizações importantes sobre o exame, que agora será aplicado anualmente. "A reunião foi para explicar a importância da prova para a educação médica e também no mercado de trabalho no panorama atual",  explica a Profª  Carla Roberta Macedo.

O Prof. Paulo Roberto Lacerda destacou que mais do que uma avaliação acadêmica,  entende-se a relevância da prova para a melhoria contínua da educação médica. "Além disso, há um  impacto direto e positivo no aspecto profissional dos egressos dos cursos avaliados, considerando-se uma formação de qualidade das escolas médicas que alcançam a nota máxima no Enamed", diz o coordenador.

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A saúde mental já figura como o quarto motivo mais frequente de atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil


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Com iniciativa de fortalecimento da Saúde Mental na Atenção Primária, ONG apoiou profissionais a realizarem 1.200 rastreios de sintomas e acolhimentos estruturados

A saúde mental já figura como o quarto motivo mais frequente de atendimentos na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, atrás apenas de condições como hipertensão, diabetes e cuidados infantis. O dado, levantado pela ImpulsoGov a partir de informações do SISAB, reforça o papel estratégico da APS como principal porta de entrada para o cuidado em saúde mental no país.

Apesar da alta procura, o SUS enfrenta uma escassez histórica de especialistas: há, em média, 0,18 psicólogos por mil habitantes na rede pública, de acordo com o Institute for Health Metrics and Evaluation. Diante desse cenário, iniciativas que fortalecem o cuidado psicossocial na Atenção Primária, com base em protocolos eficazes e uso inteligente de dados, tornam-se essenciais para evitar agravamentos, internações e sobrecarga da atenção especializada.

É o que mostra a experiência da ImpulsoGov, organização sem fins lucrativos que atua em parceria com governos para fortalecer o SUS. Em um projeto de fortalecimento da saúde mental na APS, a organização apoia municípios brasileiros com a formação de profissionais que não são especialistas para que possam identificar e acolher pessoas com sintomas depressivos leves a moderados. Além disso, a ONG apoia a implementação de um modelo de cuidado em saúde mental diretamente nas Unidades Básicas de Saúde.

“Nosso trabalho de fortalecimento do cuidado em saúde mental se baseia em três pilares: a formação e qualificação de profissionais da APS, a implementação contínua de rastreios e cuidados em saúde mental na rotina dos profissionais e das Unidades Básicas de Saúde, e o monitoramento e supervisão técnica na evolução dos sintomas das pessoas acolhidas”, destaca Evelyn da Silva Bitencourt, coordenadora de Produto da ImpulsoGov. “Queremos garantir que enfermeiros, agentes comunitários de saúde e outros profissionais estejam qualificados para identificar e acolher a população com sinais e sintomas depressivos leves a moderados de forma breve e precoce.”

O projeto está sendo implementado em três cidades no Brasil até o momento, sendo elas Aracaju (SE), Santos (SP) e São Caetano do Sul (SP). Nesses locais, 125 profissionais da Atenção Primária já iniciaram a capacitação e 56 finalizaram – majoritariamente agentes comunitários de saúde e técnicos de enfermagem. Ao todo,  os profissionais que participam da iniciativa já realizaram 1.200 rastreios de pessoas com esses sintomas e acolhimentos estruturados, alcançando cidadãos que, em sua maioria, nunca haviam acessado cuidado em saúde mental: 65,7% dos usuários acolhidos estavam buscando esse tipo de cuidado pela primeira vez, o que reforça o papel da APS como eixo central da resposta do SUS ao sofrimento psíquico.

Os resultados clínicos também são expressivos. A avaliação dos sintomas, feita com o PHQ-9, instrumento utilizado para auxiliar na identificação de sintomas a partir de uma escala de humor, mostrou que a pontuação média caiu de 13,8 pontos no rastreio inicial para 7,0 pontos no último encontro, após as sessões de acolhimento estruturado, uma redução média de 6,8 pontos. O resultado é equivalente a aproximadamente 50% de redução dos sintomas depressivos entre as pessoas acompanhadas.

“Os profissionais não se sentiam aptos a cuidar de algumas demandas e saúde mental é uma delas. Vejo uma mudança na confiança, na autoestima e no ‘gostar de fazer’. A autoestima dos profissionais evolui conforme os resultados após os encontros com usuários do SUS. Eles pensam: ‘eu estou ajudando alguém’”, ressalta Lidiane Rosa, psicóloga e coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial de Aracaju (SE). “Sofro bastante na RAPS por não ter profissionais capacitados na APS. Psicólogos acabam tratando casos leves e impactam a fila para casos mais urgentes. O projeto veio para desobstruir as nossas filas do SUS.”

O modelo adotado utiliza uma abordagem psicossocial breve recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), conhecida como Acolhimento Interpessoal (AIP), aplicada por profissionais não especialistas. Além de uma formação presencial, o projeto inclui supervisão técnica contínua e uma operação de monitoramento de dados em tempo real, com coleta semanal de informações sobre a evolução dos sintomas por meio do WhatsApp.

Esses insights permitem que a organização possa atuar rapidamente para fortalecer o engajamento dos profissionais, impulsionar a adesão ao cuidado em saúde mental e mobilizar as gerências das Unidades Básicas de Saúde na resolução de desafios, garantindo uma implementação ágil e eficaz.

A experiência da ImpulsoGov indica que, com uso eficiente de dados, protocolos baseados em evidências e valorização das equipes da ponta, o SUS pode responder de forma mais resolutiva a um problema que já afeta milhões de brasileiros — e que tende a crescer nos próximos anos.

 

Sobre a ImpulsoGov  

A ImpulsoGov é uma organização sem fins lucrativos que, em parceria com governos, fortalece o sistema público de saúde no Brasil com soluções inovadoras. Por meio de ferramentas baseadas em dados e tecnologia, ajuda os profissionais de saúde a prestar cuidados preventivos e eficazes, garantindo diagnósticos precoces e intervenções rápidas. A ONG já é parceira de mais de 410 municípios em quase todos os estados da federação, onde suas soluções e serviços são utilizadas por profissionais de saúde pública, contribuindo para uma saúde pública mais eficiente, inclusiva e acessível para todos. Saiba mais em: http://www.impulsogov.org/

Informações à Imprensa: Anselmo Penha (anselmo@basecomunica.com)

Lizandra Teixeira (lizandra@basecomunica.com)



terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Grupo de risco para varizes- (Dr. Elpidio Ribeiro - Cirurgião Vascular e Endovascular)

 

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Dr. Elpidio Ribeiro da Silva Filho

CirurgiãoVascular e Endovascular

CREMEC: 16.907 / RQE-CE: 11.221

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Registro de atualidade e memória do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Encontro de egressos do Curso no IJF))

 


ATUALIDADE/MEMÓRIA - O registro de hoje foi enviado pelo médico emergencista Emanuel Sampaio, egresso do Curso de Medicina de Sobral da 14ª turma.


Ocupar os espaços de saúde da capital com competência e história: esse é o DNA do Curso de Medicina de Sobral da UFC. O registro trata-se de dois encontro no hospital Instituto José Frota (IJF), o coração dos atendimentos de urgência e emergência em Fortaleza.



​No primeiro encontro o registro com a médica cardiologista Barbara Liss, egressa da 17ª  turma. Em outro momento, Emanuel Sampaio encontra-se com a colega emergencista do IJF, Kessy Aquino, egressa da histórica Primeira turma. Para celebrar esses reencontros, resgatamos registros de memórias desses egressos durante a graduação em Sobral. 

​Ver os médicos formados pela UFC Sobral protagonizando a assistência nos maiores equipamentos de saúde do estado reafirma uma certeza: a implantação do curso em abril de 2001 foi um divisor de águas na assistência à saúde do Ceará.


Mais do que formar médicos, a descentralização do ensino médico pela UFC consolidou um Curso de excelência na zona Norte e que hoje eleva o nível da saúde em todo o Ceará.

Curso de Medicina da UFC de Sobral lança concurso para Professor Substituto

 


Foi publicado o edital para Seleção Pública para o cargo de Professor Substituto do curso de Medicina de Sobral, conforme dados a seguir: 

- Setor de Estudo: Semiologia / Clínica Médica / Internato
  Exigência: Título de Mestre ou diploma de graduação em Medicina
  Regime de trabalho: 20 horas
 
- Período de inscrição: 2, 3, 4, 5 e 6 de fevereiro de 2026.
  
O edital está disponível no sítio da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas
(https://progep.ufc.br/pt/edital-no-05-2026/).

UVA ganha nota máxima da CAPES no Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família

O Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família – Mestrado e Doutorado Profissional da Universidade Vale do Acaraú (UVA), vinculado ao Programa Nordeste de Formação em Saúde da Família (RENASF), obteve nota máxima (5) na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), referente ao período 2021-2024.

A avaliação da CAPES é conduzida com base no reconhecimento e confiabilidade assegurados pela análise por pares. Esses critérios são amplamente debatidos e periodicamente atualizados pela comunidade acadêmico-científica, garantindo transparência por meio da divulgação pública das decisões, ações e resultados do processo avaliativo.

Outros resultados

Além do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família, também foram avaliados outros programas da universidade, que obtiveram os seguintes resultados: Geografia (nota 4), Filosofia (nota 4), Sociologia (nota 4) e Zootecnia (nota 3). O Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família, na modalidade acadêmica, em associação com a Universidade Federal do Ceará (UFC), recebeu nota 3 .

Fonte: Sobral Em Revista

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Registro de atualidade e memória do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Aprovação de Joyna Fernandes no Curso de Medicina)




ATUALIDADE/MEMÓRIA - O orgulho e a felicidade ganha um novo capítulo na família Fernandes e na história do Curso de Medicina Sobral/UFC. ​Joyna Fernandes é a dona do 1º lugar em um dos processos seletivos mais concorridos para ingresso na medicina do Ceará e se prepara para ingressar, no próximo dia 02 de março de 2026, no Curso de Medicina da UFC em Sobral.

O singular desta história de conquista é que ela é filha do médico oftamologista, Ribamar Fernandes, Professor efetivo do Curso desde 2006. É, ainda, prima da médica ginecologista-obstetra, Mirela Fernandes, egressa da 20ª turma. Para a mãe, Yana Brena, o momento é de alegria e profunda gratidão. ​"Ver a Joyna conquistar esse primeiro lugar é a confirmação de que todo o esforço e a dedicação dela valeram a pena. Ela sempre foi luz em nossas vidas, e saber que agora ela seguirá os passos do pai, aqui em Sobral, nos enche de uma alegria que não cabe no peito. É um sonho vivido em família", destaca a farmacêutica Drª Yana Brena. 

Após dar ínicio à sua jornada na medicina em 2025, sendo aprova na UECE Crateús, ela volta para o lar, reencontrar a família e os amigos do Colégio Farias Brito de Sobral, onde  teve toda a sua formação escolar desde o infantil III. ​Após 20 anos de magistério no Curso de Medicina de Sobral da UFC, o sentimento de satisfação é imensurável para o Prof. Ribamar Fernandes. Agora, ele vive um momento sublime em saber que, em breve, ministrará a disciplina de Oftalmologia para a própria filha.

​​A alegria se estende ao irmão Thierry aos avós e a toda a família Fernandes, que já respira medicina  algum tempo. A tradição de médicos do clã continuará com Joyna Fernandes que já conta, além do seu pai, o tio Dr. Marcelino Fernandes (médico neurologista), a sua tia Drª Eveline Fernandes (médica ginecologista-obstetra) e a sua prima  Mirella Fernandes (médica ginecologista-Obstetra).


Seja bem-vinda ao Curso de Medicina de Sobral da UFC, Joyna. Que sua trajetória seja tão brilhante quanto o seu caminho até aqui. Parabéns pela conquista!

 


Dr. Gerardo Cristno Filho - Médico Neurocirurgião (Instituto Neurológico São Lucas - Sobral/CE)

 

Criado em 2000 pelo neurocirurgião Gerardo Cristino Filho, o Instituto Neurológico São Lucas oferece atendimento especializado em Neurologia e Neurocirurgia. O equipamento de saúde encontra-se localizado no São Lucas Medical Center, à avenida Mosenhor José Aloisio Pinto, 1362, Bairro Cidade Gerardo Cristino de Menezes, Sobral-Ceará.  
Contato: 📱(88)99793-0609

UFC é a 16ª universidade do Brasil em impacto científico, de acordo com Ranking de Leiden

A Universidade Federal do Ceará (UFC) é a 16ª universidade em impacto da produção científica no Brasil, de acordo com a edição 2025 do ranking do Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia (CWTS, na sigla em inglês), da Universidade de Leiden (Holanda), versão tradicional. A UFC também ocupa a 18ª posição em impacto científico em toda a América do Sul.

Quando se considera apenas o volume de produção científica, a UFC ocupou a 14ª posição brasileira. Foram 4.234 trabalhos publicados no triênio 2016-2019 e 5.514 entre 2020 e 2023, o que reflete um crescimento de 30,23% no período. “O aumento da produção científica da UFC nos últimos quatro anos é um reflexo do crescimento com qualidade da nossa pós-graduação”, avalia a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFC, professora Regina Célia Monteiro.

Imagem: Pesquisador de costas usa computador. Na tela, é possível ver pequenas peças, como se fossem cromossomos (foto: Viktor Braga/UFC)
Além do impacto científico, Ranking também apontou crescimento do número de pesquisas feitas pela UFC (Foto: Viktor Braga/Secom-UFC)

Diferentemente dos demais rankings universitários, que procuram analisar diversos aspectos da vida acadêmica, o ranking de Leiden analisa especificamente a produção científica, tomando como base os trabalhos científicos publicados na base de dados Web of Science ao longo de três anos.

Nesta edição, foi avaliada a produção científica entre 2020 a 2023, analisando 1.506 universidades do mundo todo. Para avaliar o impacto, o ranking considera não apenas o volume total de publicações, mas quantas estão entre as 1% mais citadas entre os demais cientistas de cada área.

Fonte: Regina Célia Monteiro, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFC - e-mail: prposufc@ufc.br

O que você precisa saber sobre psicose induzida por IA e os riscos psiquiátricos dos chatbots


Por: Carla Cantor

O fenômeno, frequentemente chamado de “psicose induzida pelo ChatGPT” ou “ psicose induzida por inteligência artificial (IA)”, ainda não tem uma definição exata. Além disso, não existe um diagnóstico formal e os dados empíricos ainda são escassos. Os relatos de casos geralmente envolvem pensamentos ligados a grandiosidade, paranoia, religião ou romance.

Diversos processos judiciais de grande repercussão, noticiados por Bloomberg Law, Los Angeles Times e outros veículos de comunicação nos Estados Unidos, alegam que interações prolongadas com chatbots pioram a saúde mental das pessoas, inclusive levando ao aumento de delírios, isolamento social e suicídio.

O médico Dr. John Torous, diretor da Divisão de Psiquiatria Digital do Beth Israel Deaconess Medical Center e professor associado na Harvard Medical School, ambos nos EUA, está entre as principais vozes que alertam sobre as implicações do uso da IA generativa na saúde mental.

“Atualmente, nem sequer temos uma definição clara do que as pessoas chamam de 'psicose induzida por IA'”, disse ele. “Não sabemos a prevalência ou a incidência [desse problema], e as apresentações clínicas são variáveis.” No entanto, mesmo com essas lacunas, ele afirmou que os primeiros casos indicam um problema grave que exige atenção imediata.

Qual a extensão do problema?

Um fator fundamental que justifica toda essa urgência é a escala da exposição. Em novembro de 2025, mais de 800 milhões de pessoas usavam semanalmente o ChatGPT (desenvolvido pela empresa OpenAI), enviando mais de 2,5 bilhões de mensagens — superando largamente outros modelos de IA.

Estudos mostram consistentemente que as pessoas recorrem à IA generativa para lidar com questões profundamente pessoais. Um relatório publicado em 2025 pela Harvard Business Review mostrou que as motivações mais comuns para o uso da IA eram a realização de psicoterapia e a necessidade de companhia e apoio emocional. Dados da organização americana RAND indicam que 22% dos jovens adultos com 18 a 21 anos — a faixa etária com o maior pico de incidência de psicose inédita — usam chatbots especificamente para obter orientações sobre saúde mental.

No entanto, o uso frequente dessas ferramentas não necessariamente é sinônimo de risco clínico objetivo. Como o Dr. John e outros especialistas ressaltaram, não há evidências sólidas de que os chatbots causem diretamente o surgimento de psicose, independentemente de haver ou não predisposição individual. A maior parte do que sabemos até o momento vem de relatos de casos, observações clínicas, notícias e um monitoramento interno preliminar realizado por desenvolvedores de IA.

Em outubro de 2025, em um cenário de crescente pressão pública, a OpenAI divulgou dados internos anonimizados estimando a frequência com que o ChatGPT encontra linguagem sugestiva de emergências psiquiátricas. Em uma semana típica, o sistema identificou possíveis marcadores de psicose ou mania em aproximadamente 560 mil usuários e indicadores de potencial planejamento suicida em cerca de 1,2 milhão de indivíduos.

O Dr. John destaca que esses dados devem ser interpretados com cautela, visto que as informações refletem o reconhecimento automatizado de padrões, e não diagnósticos clínicos. Ele também ressaltou que a frequência do uso de linguagem preocupante pode ser ainda maior, dadas as limitações da detecção automatizada.

Em um depoimento recente perante uma subcomissão da Câmara dos Representantes dos EUA, ele alertou que “milhões de pessoas usam a IA como apoio, mas as empresas não têm incentivos robustos para garantir a segurança [dessas ferramentas], e o fato de termos plataformas privadas dificulta [a realização de] estudos transparentes, o que torna a formulação de políticas públicas crucial para uma IA mais segura em termos de saúde mental”.

Qual a população mais vulnerável?

O Dr. Keith Sakata, médico no quarto ano da residência em psiquiatria na University of California, nos EUA, ficou preocupado no início de 2025 ao perceber um padrão entre os pacientes internados com delírios que se agravavam rapidamente. Em apenas alguns meses, ele acompanhou 12 indivíduos cujos sintomas psicóticos pareciam estar intimamente ligados ao uso intensivo de chatbots.

"A IA não era o único fator envolvido nesses casos”, disse o Dr. Keith. “Alguns deles tinham perdido o emprego recentemente, faziam uso de bebidas alcoólicas/estimulantes ou apresentavam outras vulnerabilidades, como transtornos de humor”, escreveu ele em um artigo publicado na plataforma Business Insider. Problemas como estresse, sono ruim e isolamento também foram comuns nos dias que antecederam o agravamento dos sintomas.

O que esses pacientes tinham em comum era um envolvimento prolongado e imersivo com a IA, chegando a trocar centenas de mensagens. Em um dos casos, uma discussão sobre mecânica quântica "começou normalmente, mas acabou se transformando em algo quase religioso".

O Dr. Keith recorreu a informações complementares provenientes de familiares, colegas de quarto e médicos. Em vários casos, os sintomas pareceram se intensificar após apenas alguns dias de interação contínua com a IA. Esse ritmo difere da evolução gradual tipicamente observada na psicose inédita, que geralmente se desenvolve ao longo de muitos meses. 

Um estudo da Yale University, nos EUA, mostrou recentemente que os sintomas psicóticos geralmente surgem lentamente durante a fase prodrômica, com uma média de cerca de 22 meses entre as primeiras alterações e um episódio psicótico franco.

Como a IA contribui para os sintomas psicóticos

Embora a maioria das pessoas use os chatbots sem nenhum problema, algumas funcionalidades integradas à tecnologia podem criar condições em que pequenas distorções cognitivas ganham força. Sistemas como o ChatGPT dependem de grandes modelos de linguagem (LLMs) — programas de IA generativa que aprendem padrões a partir de enormes conjuntos de dados em formato de texto.

“Os LLMs não pensam 'Quem é essa pessoa e como devo responder a ela?'”, disse o Dr. Keith, que trabalha com empresas de tecnologia para aprimorar e avaliar o comportamento dessas ferramentas em cenários relacionados à saúde mental. Em vez de questionar crenças falsas ou perigosas, essas tecnologias dão as respostas que, estatisticamente, têm mais chances de manter a conversa em andamento.

Um estudo recente da Harvard Business School mostrou que muitos chatbots comuns usam táticas de manipulação emocional — como apelos a culpa, carência ou medo de perder algo importante — quando os usuários tentam encerrar uma conversa. Esses “padrões obscuros” podem aumentar o engajamento contínuo em até 14 vezes.

Entender como os chatbots prendem a atenção dos usuários pode ajudar os médicos a reconhecer como esses recursos podem estar influenciando pessoas vulneráveis a adotarem um pensamento fixo ou distorcido.

Um dos mecanismos é o viés de concordância, isto é, a tendência do modelo a concordar com o usuário. Os chatbots são projetados para oferecer suporte constante e raramente contradizer os usuários. Publicado no periódico Nature, um estudo com 11 modelos comuns de IA mostrou que as plataformas concordavam com as ações dos usuários em frequência 50% maior do que os humanos.

Os LLMs também incentivam o antropomorfismo, graças ao seu estilo de conversação fluente e semelhante a uma interação humana. Quando o sistema responde de forma fluente e atenta, os usuários podem começar a tratá-lo como uma pessoa real — ou até algo ainda mais importante. Os relatos de "deificação" refletem essa tendência, na qual o paciente desenvolve a crença de que a IA é senciente ou dotada de discernimento especial.

Os chatbots também dependem muito do espelhamento. Ao reproduzir o tom de voz e as expressões emocionais do usuário, eles criam uma sensação de sintonia. Em contraste, as conversas humanas contêm pausas naturais, perguntas e momentos de discordância, algo que os chatbots raramente oferecem. Sem esses elementos que ancoram o pensamento à realidade, ideias ansiosas, mágicas ou expansivas encontram pouca resistência e podem se intensificar com o tempo.

Para complicar ainda mais a situação, conversas longas podem levar a falhas na própria tecnologia de IA. Em cenários com múltiplas interações, os LLMs frequentemente perdem a coerência, produzindo respostas contraditórias ou ilógicas. Um estudo publicado no periódico Scientific Reports mostrou que mais de 90% dos modelos de IA apresentam desempenho inferior em interações prolongadas.

Conversando com os pacientes

A complexidade do comportamento dos sistemas de IA e da forma como as pessoas interagem com essas plataformas traz novos desafios para os médicos, uma vez que não há diretrizes formais para a prática clínica nessa área. A maioria das orientações atuais provém de artigos de pesquisa, relatos de casos e propostas iniciais de melhores práticas.

Até que surjam diretrizes mais baseadas em dados, muitos argumentam que o conhecimento em IA deve se tornar uma competência clínica essencial. Segundo especialistas, os médicos precisam ter um conhecimento básico de como esses sistemas funcionam para entender melhor como os pacientes os utilizam e em que situações podem surgir riscos.

Em um artigo especial publicado no periódico Psychiatric News, o médico Dr. Adrian Preda, professor de psiquiatria clínica e comportamento humano na University of California, nos EUA, destacou a significativa falta de conhecimento que ainda existe nessa área.

“Atualmente, não temos diretrizes clínicas relevantes e há poucas evidências que sustentem recomendações de prática clínica para avaliar e tratar transtornos psiquiátricos induzidos por IA”, escreveu ele. 

Considerando a falta de diretrizes estabelecidas, o Dr. Adrian sugeriu algumas recomendações preliminares para ajudar os médicos a avaliar e mitigar o sofrimento relacionado ao uso de IA. Ele alerta que interações com chatbots não estruturadas e em busca de apoio podem mascarar riscos se não forem analisadas adequadamente. “Conforto sem desafios não é cuidado”, ele acrescentou. “A menos que desenvolvedores, reguladores e médicos atuem em conjunto, mais pacientes se depararão com máquinas que apenas refletem suas crenças quando o que eles mais precisam é de limites.”

Com base no artigo escrito pelo Dr. Adrian e em outras propostas recentes, diversas práticas estão começando a ganhar força:

Normalize a transparência digital. Pergunte sobre o uso de IA da mesma forma que se pergunta sobre sono, uso de substâncias ou isolamento social. Uma pergunta simples — "Você tem usado chatbots para questões de saúde mental ou emocionais?" — pode revelar não apenas alterações cognitivas ou de humor, mas também sinais precoces de dependência da tecnologia.

Promova a psicoeducação. Ajude os pacientes a entender que os chatbots geram respostas apenas prevendo sequências de palavras, e não pensando, sentindo ou oferecendo orientação profissional. Esclarecer esses limites pode reduzir a dependência excessiva e as expectativas irrealistas com relação a essas ferramentas.

Incentive o estabelecimento de limites. Ajude os pacientes a definir limites sobre quando e como interagir com chatbots, especialmente durante períodos de angústia, insônia ou isolamento, quando as conversas podem se tornar mais intensas ou confusas.

Fique atento aos sinais de alerta. O afastamento de relacionamentos presenciais, a relutância em discutir o uso de IA ou a crença cada vez maior de que o chatbot é senciente ou tem autoridade podem ser indicadores precoces de que as conversas estão se tornando desestabilizadoras.

Reforce a conexão humana. Enfatize que a IA não é capaz de substituir relações terapêuticas ou apoio social. Ajude os pacientes a identificar fontes reais de segurança e estabilidade.

Avalie os impactos cognitivos e comportamentais. Investigue se as interações com o chatbot estão influenciando a forma como os pacientes interpretam situações, tomam decisões ou estruturam suas rotinas, e avalie se as conversas parecem exacerbar sintomas como ansiedade elevada, ruminação ou rigidez cognitiva.

Responda adequadamente aos indícios de psicose. Para médicos que não atuam especificamente na área da psiquiatria, a prioridade é a segurança do paciente: descartar causas orgânicas, manter uma comunicação calma e sem julgamentos e garantir o encaminhamento imediato para serviços especializados em saúde mental. Os modelos de atendimento para quadros iniciais de psicose, como o atendimento especializado coordenado, enfatizam a avaliação rápida e o encaminhamento oportuno para tratamento especializado.

Tendências para o futuro

Dado que as pessoas continuam a recorrer à IA para obter ajuda relacionada a questões de saúde mental, o principal desafio é preservar os potenciais benefícios e, ao mesmo tempo, evitar danos. Para isso, são necessárias medidas de segurança capazes de acompanhar a rápida evolução tecnológica.

Desenvolvedores de IA começaram a adicionar proteções mais robustas, especialmente em conversas que envolvem temas como psicose, mania, automutilação e ideação suicida. Tanto a OpenAI quanto a Anthropic (empresa de pesquisa em IA responsável pela criação do chatbot Claude) introduziram medidas destinadas a tornar seus sistemas mais cautelosos em situações sensíveis e menos propensos a fornecer respostas enganosas.

Em setembro de 2025, a OpenAI anunciou atualizações no modelo padrão do ChatGPT com o objetivo de melhorar a forma como ele reconhece e responde a pessoas em situação de vulnerabilidade. A empresa afirmou que atualmente o sistema é mais eficaz na identificação de sinais de crise, oferecendo linguagem de apoio e orientando os usuários a buscar ajuda presencial. Além disso, a OpenAI criou uma rede global de médicos para ajudar a testar e refinar as respostas do modelo em contextos clinicamente sensíveis.

Medidas de regulação específicas estão começando a ser desenvolvidas, principalmente em estados americanos, à medida que os legisladores respondem ao uso crescente da IA na área da saúde mental. Diversos estados, como Utah, Illinois, Nevada e Califórnia, deram os primeiros passos, aprovando leis que enfatizam a necessidade de supervisão humana e medidas de segurança, como limites para terapias baseadas em IA e proteções relacionadas ao risco de suicídio e ao uso dessas ferramentas por jovens.

Atualmente, esses esforços enfrentam novas incertezas. Uma ordem executiva emitida em 11 de dezembro de 2025 pelo presidente dos EUA, Donald Trump, exige uma política nacional de IA "minimamente restritiva" e sinaliza a intenção de contestar as regulamentações estaduais por meio de processos judiciais, restrições de financiamento ou novos padrões federais. A medida não invalida automaticamente as leis já existentes, mas levanta dúvidas quanto à possibilidade de as proteções estaduais em desenvolvimento resistirem a desafios legais e políticos.

Embora a ordem tenha como objetivo centralizar a regulamentação da IA, ainda não existe nos EUA uma estrutura federal unificada para orientar médicos ou pacientes. Nesse intervalo, surgiram outras iniciativas para ajudar a avaliar como essas ferramentas se comportam na prática. A equipe do Dr. John, em parceria com a National Alliance on Mental Illness, criou a MindBench.ai, uma plataforma pública que avalia o desempenho de sistemas de IA em cenários comuns de saúde mental.

A ferramenta avalia a ocorrência de respostas excessivamente agradáveis ou concordantes, a abordagem de temas sensíveis, as práticas de privacidade e a confiabilidade geral das plataformas de IA. O site é atualizado conforme os modelos evoluem e é uma maneira prática e transparente de comparar ferramentas em um cenário de constante mudança.

A American Psychiatric Association (APA) está desenvolvendo um recurso completo sobre IA na prática psiquiátrica, abordando considerações clínicas, éticas e de implementação, bem como questões políticas e regulatórias. Representantes da APA disseram que o documento, desenvolvido pelo Comitê de TI em Saúde Mental da associação, deve ser publicado no segundo trimestre de 2026.

Revisitando a promessa da IA na saúde mental

Antes do surgimento dos sistemas abertos atuais, diversos estudos pequenos e controlados com chatbots que utilizavam instruções predefinidas demonstraram benefícios mensuráveis, como redução do estresse e melhora da autorreflexão, quando as interações permaneciam dentro de limites claramente definidos.

Trabalhos mais recentes reforçam esse potencial. No que é considerado o primeiro ensaio clínico com um chatbot terapêutico baseado em IA generativa, pesquisadores do Dartmouth College verificaram que o uso do software levou a melhoras nos sintomas de depressão, ansiedade e risco de transtornos alimentares. Os resultados, publicados no periódico NEJM AI, mostraram uma melhora mais intensa em comparação com um grupo controle que não recebeu nenhuma intervenção.

Esses achados sugerem que chatbots cuidadosamente projetados e orientados clinicamente podem ajudar na assistência à saúde mental quando seu uso é intencional e bem estruturado. Porém, essas ferramentas diferem acentuadamente dos modelos de uso geral amplamente utilizados hoje em dia, que não foram projetados com finalidade terapêutica. Esse contraste se tornou fundamental para o desafio enfrentado por clínicos, desenvolvedores e legisladores: como incentivar a inovação e, ao mesmo tempo, prevenir o uso indevido e os danos aos usuários?

O Dr. John vislumbra oportunidades reais no futuro, mas apenas se os sistemas forem construídos com conhecimento clínico especializado, forte proteção à privacidade e avaliação rigorosa. Ele alerta para o perigo de presumir que a IA conversacional possa funcionar como terapia simplesmente porque as pessoas estão recorrendo a ela dessa forma.

“Para que a IA tenha alguma atuação em saúde mental, ela precisa ser projetada para isso desde o início”, disse ele. “Podemos construir sistemas que apoiem, e não substituam, a experiência humana, mas somente se avançarmos de forma ponderada e transparente, tendo a segurança do paciente como prioridade.”

Não foram informados conflitos de interesses relevantes.

Este conteúdo foi traduzido do Medscape

Reflexão da Semana

 


sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

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Instituto de Saúde São Francisco

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 


Agendamentos (88) 9.9802-7000

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TRATAMENTO DO CÂNCER 

(ONCOLOGIA - CIRURGIA GERAL)

Dr. Janssen Loiola e Dr. Diego Bezerra

Agendamentos para Dr. Janssen Loiola (88) 9.9636-9220

Atendimento na Clínica Vesalius

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

  Agendamentos para o Dr. Diego Bezerra (88) 9.9480-6813

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 SAÚDE DA PELE (DERMATOLOGIA)

Drª. Fernanda Nobre

Dermatologista

Atendimento na Clínica Vesalius

São Lucas Medical Center  

Av. Monsenhor José Aloísio Pinto, 1362

Cidade Gerardo Cristino de Menezes

Sobral - Ceará 

 Agendamentos (88) 9.9480-6813