quarta-feira, 13 de maio de 2026

Mais de 500 mil brasileiros acima dos 50 vivem com autismo

 


O debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) vai muito para além da infância. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico de 2022, mostram que o Brasil possui mais de 521 mil pessoas com autismo acima dos 50 anos, dentro de um universo de aproximadamente 2,4 milhões de brasileiros diagnosticados. O número evidencia uma realidade muitas vezes invisibilizada: o diagnóstico tardio.

Por décadas, o autismo foi pouco compreendido e frequentemente subdiagnosticado, especialmente em gerações anteriores. A falta de acesso à informação, dificuldades no sistema de saúde, limitações financeiras e emocionais das famílias, além do estigma em torno de condições neurodivergentes, estão entre os principais fatores que contribuíram para que muitos indivíduos chegassem à vida adulta sem diagnóstico.

Na maioria dos casos, o diagnóstico tardio está associado a quadros mais leves do espectro, em que não há deficiência intelectual e a pessoa consegue manter uma vida funcional e independente. Esses indivíduos, muitas vezes, desenvolvem estratégias para se adaptar socialmente ao longo da vida, o que pode mascarar características do transtorno. A busca por avaliação costuma surgir apenas na vida adulta, quando dificuldades sociais, emocionais ou comportamentais passam a ser mais percebidas.

Segundo a psicóloga e especialista da Rede Oto, Mariana Kolb, o diagnóstico, mesmo tardio, tem impacto significativo na vida dos pacientes. “Muitas pessoas chegam aos 50 anos sem compreender aspectos importantes do próprio comportamento. O diagnóstico traz clareza, reduz sentimentos de inadequação e permite que o paciente desenvolva estratégias para melhorar sua qualidade de vida e suas relações”, explica.

Entre os sinais mais comuns em adultos, estão dificuldades persistentes de interação social, comunicação mais direta, sensibilidade a estímulos e necessidade de rotinas estruturadas. Por muito tempo, essas características foram interpretadas apenas como traços de personalidade, o que contribuiu para o atraso no reconhecimento do transtorno.

Especialistas alertam ainda para os riscos do autodiagnóstico, impulsionado pela popularização de conteúdos nas redes sociais. Embora o acesso à informação ajude a ampliar o conhecimento sobre o tema, a avaliação clínica continua sendo essencial para um diagnóstico seguro, considerando histórico de vida, comportamento e contexto social do paciente. Além disso, através da avaliação clínica passa a ser essencial para o diagnóstico seguro, ajudando a orientar o manejo mais adequado e intervenções personalizadas a cada paciente.


Informações à Imprensa

Assessoria da Rede Oto  — Capuchino Press
Elias Bruno - elias@capuchino.com.br
Renata Benevides
Karla Rodrigues


terça-feira, 12 de maio de 2026

Dr. Gerardo Cristno Filho - Médico Neurocirurgião (Instituto Neurológico São Lucas - Sobral/CE)

 

Criado em 2000 pelo neurocirurgião Gerardo Cristino Filho, o Instituto Neurológico São Lucas oferece atendimento especializado em Neurologia e Neurocirurgia. O equipamento de saúde encontra-se localizado no São Lucas Medical Center, à avenida Mosenhor José Aloisio Pinto, 1362, Bairro Cidade Gerardo Cristino de Menezes, Sobral-Ceará.  
Contato: 📱(88)99793-0609

Estão abertas até hoje, às 23h59, as inscrições para o VER-SUS Equidade – Litoral Cearense


🚨 Último dia de inscrições para o VER-SUS Equidade! 🚨 Graduandos de qualquer área podem se inscrever!!!!

Estão abertas até hoje, às 23h59, as inscrições para o VER-SUS Equidade – Litoral Cearense, uma vivência que reúne estudantes, trabalhadores e movimentos sociais para refletir sobre o SUS, os territórios e as lutas por justiça social.

✨ Uma oportunidade potente de formação, troca e construção coletiva, com foco na equidade e no fortalecimento das políticas públicas.

📄 Confira o edital:

https://www.redeunida.org.br/media/ckeditor_files/2026/05/04/edital-fortaleza-equidade-25-a-31-de-maio-docx.pdf

📝 Faça sua inscrição:

https://forms.gle/J9dAEVMFdDyXm7aX9

📲 Para mais informações, acompanhe:

@versus.litoralce (Instagram)

Quatro hospitais geridos pelo ISGH alcançam 100% de conformidade em avaliação nacional de práticas de segurança do pacienteQuatro hospitais geridos pelo ISGH alcançam 100% de conformidade em avaliação nacional de práticas de segurança do paciente

Médico cirurgião realiza lavagem das mãos antes de iniciar o procedimento

por: Joelton Barboza e Naiara Carneiro

Quatro hospitais geridos pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) alcançaram 100% de conformidade nas práticas de segurança do paciente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em avaliação nacional realizada em 2026, referente a 2025. Localizados no interior, foram o Hospital Regional Vale do Jaguaribe (HRVJ), em Limoeiro do Norte; Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral; Hospital Regional do Sertão Central (HRSC), em Quixeramobim; e Hospital Regional do Cariri (HRC), em Juazeiro do Norte.

O relatório passou a ser feito a partir do ano de 2016, em todo o país, em hospitais com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e tem o objetivo de apresentar e divulgar aos gestores de saúde e profissionais dos Núcleos de Segurança do Paciente (NSP), das Comissões de Controle de Infecção (CCIH) e da assistência, além de profissionais que atuam no Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) e sociedade em geral, os resultados da análise da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente.

De acordo com a gerente de Qualidade e Segurança do HRVJ, Nara Lys, a permanência da unidade entre as instituições com alta conformidade reafirma o compromisso contínuo do hospital com a qualidade assistencial e a segurança do cuidado. “Mais do que um reconhecimento pontual, essa conquista representa a consolidação de uma cultura organizacional madura, baseada em processos bem estruturados, adesão às boas práticas e atuação efetiva do Núcleo de Segurança do Paciente”, ressalta.

Profissionais paramentados realizam transporte seguro de paciente

Ela ainda pondera que estar novamente entre os hospitais de destaque evidencia que as estratégias implementadas não apenas foram sustentadas ao longo do tempo, mas seguem evoluindo, com foco na redução de riscos e na melhoria da experiência do paciente. “Esse resultado também reflete o engajamento das equipes assistenciais e de apoio, que traduzem, na prática cotidiana, os protocolos e diretrizes institucionais. Trata-se, portanto, de uma conquista coletiva, que fortalece a posição do HRVJ como referência regional em segurança do paciente e qualidade do cuidado”, explica.

Para alcançar o resultado, a Anvisa considera diversos critérios relacionados às práticas de segurança do paciente, entre eles prevenção de infecções, segurança na administração de medicamentos, higienização das mãos e prevenção de quedas e de lesões por pressão.

Entre os hospitais que atingiram 100% de conformidade, o HRC, que é referência para cerca de 1,5 milhão de pessoas da macrorregião do Cariri, também desenvolve ações contínuas voltadas à qualificação da assistência.

Protocolos assistenciais fortalecem segurança do paciente no HRC

A diretora-geral do HRC, Cléa Roriz, afirma que alcançar 100% de conformidade representa um cuidado cada vez mais seguro, organizado e centrado nas pessoas. “Esse resultado reflete o compromisso diário de toda a equipe do HRC em seguir protocolos, fortalecer a cultura de segurança e garantir uma assistência de qualidade para nossos pacientes. Essa conquista significa redução de riscos, maior vigilância dos processos assistenciais e um cuidado mais humanizado e responsável para todos que procuram nossa unidade”, destaca.

A gestora ressalta que o hospital busca fortalecer continuamente as práticas de segurança do paciente por meio da capacitação permanente das equipes, monitoramento constante dos indicadores, implantação e revisão de protocolos assistenciais e incentivo à cultura de notificação e melhoria contínua. “Esse resultado é fruto do trabalho integrado entre os profissionais assistenciais, equipes técnicas e gestão, que entendem a segurança do paciente como prioridade absoluta dentro da assistência prestada pelo hospital”, conclui.

Com o intuito de garantir um ambiente mais seguro e preparado para a recuperação plena dos pacientes, cada hospital que compõe o ISGH conta com um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP). 

Os núcleos seguem protocolos básicos estipulados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que propõe medidas para a identificação das pessoas atendidas nas unidades, higiene das mãos, segurança cirúrgica, segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos, prevenção de quedas e prevenção de úlceras por pressão.

Além das ações preconizadas pela OMS, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançaram, em 2013, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), visando promover e apoiar a implementação de iniciativas voltadas à segurança do paciente em diferentes áreas da atenção, organização e gestão de serviços de saúde.

Fonte: 

Mounjaro supera remédio contra câncer e se torna o medicamento mais vendido do mundo


O medicamento Keytruda ocupava o topo do ranking global desde o início de 2023, quando ultrapassou o Humira, da AbbVie, indicado para doenças autoimunes

Medicamento injetável Mounjaro (tirzepatida) (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

O Mounjaro, medicamento voltado ao tratamento do diabetes produzido pela Eli Lilly & Co., assumiu a liderança entre os remédios mais vendidos do mundo ao superar o Keytruda, da Merck & Co., utilizado no combate ao câncer.

Os dados foram divulgados pela Eli Lilly & Co. À base de tirzepatida, o Mounjaro rendeu à farmacêutica 8,7 bilhões de dólares (cerca de 43 bilhões de reais) apenas no primeiro trimestre de 2026. No mesmo período, o Keytruda, cujo princípio ativo é o pembrolizumabe, alcançou 7,9 bilhões de dólares (aproximadamente 39 bilhões de reais) em vendas.

O medicamento da Merck ocupava o topo do ranking global desde o início de 2023, quando ultrapassou o Humira, da AbbVie, indicado para doenças autoimunes.

Os números da Eli Lilly ficam ainda mais expressivos quando o desempenho do Mounjaro é somado ao do Zepbound, remédio para perda de peso que também utiliza a tirzepatida. Juntos, os dois produtos movimentaram 36,5 bilhões de dólares (cerca de 180 bilhões de reais) em 2025, acima dos 31,6 bilhões de dólares (155 bilhões de reais) registrados pelo Keytruda no mesmo ano.

Fonte: O OTIMISTA (https://ootimista.com.br/)

Planos de saúde coletivos registram reajuste médio de 9,9% em 2026

 

Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Apesar de representar o menor percentual registrado nos últimos cinco anos, o aumento ainda supera mais que o dobro da inflação oficial acumulada no período.

De acordo com a ANS, os reajustes analisados correspondem aos contratos renovados entre janeiro e fevereiro deste ano. A agência destaca que os planos coletivos — empresariais e por adesão — possuem dinâmica diferente dos planos individuais, com negociações diretas entre operadoras e empresas contratantes.

O levantamento mostra ainda que a última vez em que os planos coletivos registraram reajuste inferior a 9,9% foi em 2021, quando o índice ficou em 6,45%. Naquele período, a pandemia da Covid-19 impactou a utilização dos serviços de saúde, reduzindo exames e cirurgias eletivas, o que ajudou a conter os aumentos.

Para efeito de comparação, a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 3,81% em fevereiro de 2026.

A ANS ressalta que não existe uma relação automática entre inflação e reajuste dos planos de saúde. Segundo a agência, fatores como o aumento dos custos médicos, mudanças nos preços de medicamentos, maior frequência de utilização dos serviços e novas tecnologias influenciam diretamente os reajustes aplicados pelas operadoras.


Fonte: Sobral Em Revista

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Câncer e o papilomavírus HPV- Dr. Diego Bezerra (Cirurgião Geral - Cirurgião Oncológico)

 


O papilomavírus humano (HPV) se destaca nesse cenário, sendo responsável por metade desses casos. Com mais de 150 tipos conhecidos, a maioria das infecções pelo HPV não apresenta sintomas e desaparece espontaneamente.

No entanto, em alguns casos, a persistência do vírus no organismo pode levar ao desenvolvimento de diferentes tipos de câncer, como o Câncer de colo uterino, pênis, anus e orofaringe.


Por isso, é fundamental estar atento à prevenção através da vacinação contra o HPV e aos exames regulares para um diagnóstico precoce.


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Lembrar sempre da importância da vacina para combater o vírus


                


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Registro de atualidade do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Encontro de egressos)


ATUALIDADE - ENCONTROS DE EGRESSOS - No primeiro registro, um encontro em um momento de capacitação em neurocirurgia oncológica com os egressos Sebastião Oliveira (T21) e Saulo Barros (T18). Sebastião é do serviço de neurocirurgia de Presidente Prudente. Saulo atualmente atua na região de Santo André , neurocirurgião pelo serviço do ABC Paulista e subespecialista em neurocirurgia oncológica pelo serviço do AC Camargo O momento aconteceu em São Paulo, promovido pela sociedade Latino Americana de Neuro Oncologia.

No segundo registro, a vivência da rotina da enfermaria de Urologia da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. Na foto, as egressas Virgiane Alves (T14) e Marina Nobre (T31) dividiram um momento de trabalho e dedicação ao cuidado dos pacientes e aproveitaram para falar da Famed/Sobral. Conforme o recorte temporal, as duas estavam em turmas bem distantes, mas foram conectadas pela afinidade do Crso de medicina de Sobral da UFC.

Outro encontro aconteceu no Hospital do Coração, em Fortaleza: o médico emergencista Yan Lopes (T18), o R4 de Cirurgia Cardiovascular, Augusto Sousa (T18), e o anestesiologista Delano Aragão (T20). Contemporâneos dos rodízios do internato, aproveitaram o reencontro para lembrar dos tempos intensos — e inesquecíveis — do corre-corre da formação prática em Sobral.

E fechando a sequência, um daqueles rolês aleatórios que viram memória boa instantaneamente: os egressos da segunda turma Paulo Nobre (Psiquiatra), Viviane Araújo (Endocrinologista) e o casal mais carismático do Curso de todos os tempos; Caroline Evy (Gastroenterologista) e Rafael Sousa (Pneumologista). Os dois estão juntos há 24 anos e atualmente são Professores efetivos do Curso de Medicina de Sobral da UFC. Uma fonte sigilosa revelou que o encontro foi regado com muito pagode e cachaça, como nos velhos tempos de facudade.

Minas Gerais registra primeira morte por hantavírus no Brasil em 2026; homem tinha 46 anos

O homem morreu seis dias depois dos primeiros sintomas

(Foto: Freepik)

Redação O Otimista Brasil
redacao@ootimista.com.br

Minas Gerais confirmou a morte de um homem de 46 anos por hantavírus, de acordo com informações da Secretaria Estadual de Saúde. A informação foi divulgada neste domingo (10) e a vítima da doença é morador do município de Carmo do Paranaíba (MG).

Conforme os dados apresentados pela pasta, o homem teve contato com roedor silvestre em lavoura. No início de fevereiro deste ano, dia 2, ele começou a sentir cefaleia - dor de cabeça-, quatro dias depois teve febre, dor muscular, nas articulações e região lombar, quando decidiu buscar ajuda médica.

Logo após exames coletados e enviados para a Fundação Ezequiel Dias (Funed), foi detectado sorologia IgM reagente para hantavírus. Dois dias depois de ir ao médico o homem faleceu, dia 8 de fevereiro. Segundo a pasta, o fato é um caso isolado e não tem relação com outros registros da doença.

Além do caso em Minas Gerais, o Paraná também confirmou dois casos nesta sexta (8). Além deles, outros 11 estão em investigação e outros 21 foram descartados no estado. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, a rede pública vai seguir acompanhando e monitorando os casos suspeitos e que a doença está sob controle.

O caso tanto o que vitimou o morador de Paranaíba e como os confirmados não têm relação com o surto da doença no cruzeiro MV Hondius.

Curso de Odontologia une arte e ciência em projeto de educação em saúde para profissionais do SUS


Imagem: Grupo teatral do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Dor Orofacial
O projeto de educação em saúde para profissionais do SUS contou com a criação de um cordel e de uma peça teatral sobre DTM (Foto: Nepdor/UFC)

Um projeto de extensão do curso de Odontologia da Universidade Federal do Ceará (UFC) tem se destacado com ações que unem arte e ciência para promover educação em saúde. Através da literatura de cordel e das artes cênicas, a iniciativa chama a atenção para a disfunção temporomandibular (DTM), condição que envolve a articulação que conecta a mandíbula ao crânio. Em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), a ação promove a popularização da ciência, gerando integração entre os saberes acadêmicos e populares.

A DTM pode resultar em dores na face, disfunção articular ou muscular, limitação ou desvio de movimento mandibular e sons articulares durante os movimentos da mandíbula. A coordenadora do projeto e professora do curso de Odontologia da UFC, Hellíada Chaves, explica que a DTM pode gerar grandes impactos na qualidade de vida das pessoas. “Cerca de 1/3 da população global tem DTM, quando avaliadas por critérios padronizados, com maior ocorrência em mulheres e ampla distribuição entre diferentes faixas etárias, o que evidencia seu relevante impacto na saúde pública”, explica.

Vinculado ao Núcleo de Estudos e Pesquisas em DTM e Dor Orofacial (Nepdor), o projeto de educação em saúde para profissionais do SUS surgiu a partir de um estudo epidemiológico publicado em 2019. Segundo a professora Hellíada Chaves, esse estudo, que une ciência e arte, constatou que 73,4% dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) desconheciam as DTMs, e 83,5% nunca haviam recebido informações sobre o tema. Diante dessa realidade, o projeto criou instrumentos pedagógicos e culturais para falar sobre o assunto, valorizando a identidade nordestina e expandindo o conhecimento científico para linguagens mais acessíveis.

Um dos desdobramentos da pesquisa foi a criação de um cordel sobre DTM, de autoria poética de Hellíada Chaves e Paulo de Tarso Pardal (artista cearense e pai da professora) e com participação da equipe nos desenhos e diagramação do cordel. Intitulado DTM - a dor que a boca conta, o cordel ganhou destaque dentro e fora da universidade. “Viu-se a necessidade de promover educação e formação em saúde sobre DTM e bruxismo para os ACSs. Assim, o Nepdor propôs à Prefeitura de Sobral uma atividade interativa, cultural e científica, com o objetivo de promover educação e formação em saúde, unindo ciência, arte e serviço público sobre DTM”, destaca Hellíada Chaves.

Imagem: Equipe do Núcleo de Estudos e Pesquisas em DTM e Dor Orofacial (Nepdor)
Em 2026, o Nepdor dará continuidade ao projeto, com novas apresentações nas unidades de saúde pública e nos campi da universidade (Foto: Nepdor/UFC)

Mais de 3.500 pessoas já foram alcançadas, direta ou indiretamente, com a primeira ação do projeto. O cordel e o vídeo de sua encenação (veja abaixo) foram distribuídos entre as universidades e faculdades do Brasil, com apoio da Sociedade Brasileira de DTM e Dor Orofacial (SBDOF). Além disso, o cordel começou a ser utilizado na graduação como instrumento de metodologias ativas no processo ensino-aprendizagem. Em 2026, o Nepdor dará continuidade ao projeto, com novas apresentações nas unidades de saúde pública e nos campi da universidade. A equipe também está em contato com a gerência em saúde da Prefeitura de Fortaleza para expandir a atividade para a capital.

NEPDOR - Há 19 anos, o Núcleo de Estudos e Pesquisas em DTM e Dor Orofacial desenvolve ações na área de Odontologia, gerando contribuições em ensino, pesquisa, extensão, inovação, empreendedorismo e cultura, e atuando de maneira multidisciplinar com estudantes e profissionais da Fisioterapia, Psicologia e Medicina. Atualmente, o Nepdor integra os campi da UFC em Sobral e Fortaleza, e atua em parceria com o Grupo de Estudos em Dor Orofacial (Gedo) nas atividades clínicas em Fortaleza. Fazem parte do Nepdor docentes e discentes da graduação e da pós-graduação de Sobral e de Fortaleza, do Mestrado em Ciências da Saúde da UFC-Sobral e do Programa de Pós-Graduação em Odontologia (PPGO) da FFOE-UFC, em Fortaleza. 

O projeto conta com apoio de bolsas para os alunos a partir de projetos aprovados nas pró-reitorias da UFC – Pró-Reitoria de Cultura (Procult), Pró-Reitoria de Extensão (Prex), Pró-Reitoria de Inovação e Relações Interinstitucionais (Prointer), Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (Prae) e Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG). Conta também com apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Fonte: Hellíada Chaves, professora do curso de Odontologia da UFC - fone: (85) 3366.8005 / e-mail: helliadachaves@ufc.br

Sobral recebe oficina regional do Pacto contra o Feminicídio promovida pela ALECE

 

Sobral sediará no próximo dia 12 de maio a III Oficina de Planejamento e Integração – Sertão de Sobral, promovida pela Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), dentro das ações do Pacto contra o Feminicídio no Estado do Ceará.

O encontro acontecerá das 8h às 17h, no Centro de Educação a Distância (CED) da Seduc, localizado no bairro Jocely Dantas de Andrade Torres, e as inscrições podem ser feitas AQUI.

A iniciativa busca fortalecer a integração entre instituições, órgãos públicos e rede de proteção, promovendo planejamento de ações e estratégias de enfrentamento à violência contra a mulher na região Norte do Estado.

Coordenada pela equipe técnica do Pacto contra o Feminicídio, a oficina reunirá representantes de municípios, profissionais da rede de atendimento e instituições parceiras para discutir políticas públicas e ações voltadas à prevenção e combate ao feminicídio.

Reflexão da Semana

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Registro de atualidade do Curso de Medicina de Sobral da UFC retirados do Instagram @fotos_medsobral_amelhor (Momento dos Professores Gerardo Cristino e Keven Ponte com interno no HRN)

 

ATUALIDADE - O registro de hoje, trata-se de um momento em que os médicos neurocirurgiões e Professores do Curso de Medicina de Sobral da UFC, Dr. Gerardo Cristino (Prof. Emérito) e Dr. Keven Ponte (Egresso da T2 - Prof. Efetivo do Curso), acolhem em campo de estágio o interno Thiago Moita da 35ª turma.

Segundo o estagiário, é uma emoção realizar um momento da sua formação ao lado de médicos de alta competência e conhecimento, além da história do dois na construção e contribuição para a excelência do Curso. 

"É um momento muito gratificante na minha vida pessoal e de grande importância na minha formação na prática médica" ressaltou o estudante que é natural de Tianguá, e que depois de formado pretende contribuir com seu trabalho para a assistência médica na região.

Troca de comanda no IGS une mudança de perfil e conexão política na gestão da saúde em Sobral

A troca no comando do Instituto para Gestão em Saúde de Sobral (IGS) marca uma mudança relevante na estrutura da saúde municipal (sobral).

Sai a enfermeira Margarida Melo, com perfil técnico na área da saúde, e assume o advogado Ricardo Souza, indicando uma possível mudança no foco da gestão, com maior ênfase administrativa e jurídica.

O IGS tem papel estratégico na execução dos serviços de saúde no município, o que torna qualquer alteração em sua direção um movimento de impacto direto na rede.

Um ponto que chama atenção nos bastidores é o vínculo político-familiar do novo gestor: Ricardo Souza é casado com uma sobrinha do prefeito Oscar Rodrigues e cunhado do presidente da Câmara, Chico Jóia Júnior, o que adiciona um componente político à mudança.

A expectativa agora gira em torno de como essa nova condução irá se refletir na prática, especialmente na eficiência e continuidade dos serviços.


Fonte: Sobral Em revista (https://sobralemrevista.com.br/)

Anvisa vai monitorar efeitos colaterais de canetas emagrecedoras

Riscos não podem ser obscurecidos pela inovação, diz diretor da Anvisa

A iniciativa é desdobramento do plano de ação anunciado no início do mês passado, com foco no monitoramento pós-venda (Foto: Lasca e Catedral Laboratório/Divulgação)

A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (6), um lano de Farmacovigilância Ativa.
A iniciativa arca mudança na estratégia do órgão: em vez de apenas aguardar relatos voluntários de pacientes e médicos, a agência passará a realizar, em parceria com estabelecimentos de saúde, um monitoramento proativo.

O foco é identificar, de forma sistemática, eventuais efeitos colaterais do uso de medicamentos agonistas do receptor do GLP‑1 (sigla do inglês glucagon-like peptide-1, ou peptídeo semelhante ao glucagon 1), popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Segundo o diretor Thiago Lopes Cardoso Campos, a medida é uma resposta direta ao "crescimento expressivo do consumo" e ao aumento de complicações no Brasil. Entre 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos relacionados aos medicamentos, especialmente em 2025, e com predominância de casos associados ao uso da semaglutida.

“Estamos diante de medicamentos com benefícios comprovados para o tratamento do diabetes e da obesidade, mas cujo uso tem se expandido para situações fora das indicações aprovadas, frequentemente sem acompanhamento clínico adequado”, afirmou o diretor, durante a 7ª reunião pública da diretoria da agência.

Campos destacou que a demanda pelas canetas emagrecedoras tem alimentado a circulação de produtos falsificados, manipulados em condições inadequadas ou de procedência desconhecida. A venda de medicamentos irregulares é crime previsto no artigo nº 273 do Código Penal.

“Medicamentos falsificados ou sem garantia de origem representam um risco sanitário gravíssimo. Não há como assegurar esterilidade, qualidade, dosagem ou eficácia, o que pode expor pacientes a eventos adversos sérios e a danos irreversíveis.”

Segundo o diretor, a iniciativa é desdobramento do plano de ação anunciado no início do mês passado, com foco no monitoramento pós-venda e no fortalecimento das ações de farmacovigilância dos medicamentos agonistas do receptor do GLP-1.

O monitoramento conta ainda com a participação voluntária daRede Sentinela, composta por serviços de saúde, estabelecimentos de ensino e pesquisa, serviços de assistência farmacêutica, laboratórios clínicos e de anatomia patológica. A ação agrega a HU Brasil (antiga Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Ebserh), que reúne hospitais universitários em todo o país. 

Fonte: Agência Brasil (Via O OTIMISTA)