Estoque nacional se aproxima de 700 mil embriões e especialista aponta consolidação estrutural da medicina reprodutiva no país
O número de embriões congelados no Brasil cresceu 65% entre 2020 e 2025, segundo dados oficiais do SisEmbrio, Sistema Nacional de Produção de Embriões, vinculado à Anvisa. Apenas no último ano, o país registrou 143.194 novos embriões criopreservados, o maior volume da série recente e um crescimento de 11,7% em relação a 2024.
Em 2020, haviam sido registrados 86.833 embriões congelados no ano. Desde então, os números mantêm trajetória ascendente, consolidando uma curva estrutural de crescimento. Atualmente, o Brasil acumula 688.177 embriões armazenados em clínicas de reprodução assistida e se aproxima da marca simbólica de 700 mil.
A concentração regional é expressiva. O Sudeste responde por 68,14% de todo o estoque nacional, com 468.937 embriões congelados. O Sul aparece na sequência, com 84.499, seguido pelo Nordeste com 73.661, Centro-Oeste com 51.272 e Norte com 6.833. O Norte representa menos de 1% do total, evidenciando a desigualdade regional no acesso à reprodução assistida.
Entre os estados, São Paulo lidera com 363.552 embriões congelados, mais da metade do total nacional. Minas Gerais soma 49.665 e o Rio de Janeiro, 46.929.
Outro fator que ajuda a explicar a expansão é o perfil etário das pacientes. A maioria das mulheres que recorrem à fertilização in vitro no Brasil tem mais de 35 anos. Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida indicam que mais de 70% dos ciclos de FIV realizados no país ocorrem nessa faixa etária. O adiamento da maternidade por razões profissionais, acadêmicas e pessoais tem levado muitas mulheres a recorrerem à fertilização in vitro em idades mais avançadas. Nesse contexto, o congelamento de embriões ocorre como etapa técnica do tratamento, permitindo a transferência embrionária em momento posterior dentro do planejamento terapêutico. Quando a estratégia é preventiva, o procedimento mais comum é o congelamento de óvulos, realizado antes da formação do embrião.
Para o médico Wilson Jaccoud, CRM SP 41.142, RQE 130381 e RQE 130391, diretor médico da Fert Embryo, o avanço no número de embriões congelados reflete tanto uma mudança no perfil das pacientes quanto a consolidação da medicina reprodutiva fora dos grandes centros.
“Observamos um número crescente de mulheres acima dos 35 anos que recorrem à fertilização in vitro. Nesse contexto, o congelamento de embriões é uma etapa técnica do tratamento, utilizada para preservar os embriões obtidos em determinado ciclo e permitir sua transferência em momento mais adequado dentro do planejamento clínico. A partir dessa faixa etária há redução da reserva ovariana e aumento do risco de alterações cromossômicas. A criopreservação, quando indicada, amplia as chances cumulativas de gravidez e oferece maior previsibilidade terapêutica”, afirma.
Segundo o especialista, o crescimento também reflete a ampliação da oferta de tratamentos de reprodução assistida em regiões fora dos grandes centros, o que tem facilitado o acesso de casais ao acompanhamento especializado sem a necessidade de deslocamentos frequentes. “O congelamento de embriões é hoje uma das principais ferramentas da fertilização in vitro. Ele amplia as chances cumulativas de gravidez, permite um planejamento terapêutico mais seguro e integra protocolos cada vez mais avançados da medicina reprodutiva moderna. Trata-se de uma tecnologia consolidada, com elevados índices de segurança laboratorial e resultados consistentes ao longo dos últimos anos”, completa.
Sobre a Fert-Embryo
Fundada em
1999 em Presidente Prudente (SP) pelo médico Wilson Jaccoud,
especializado em ginecologia e obstetrícia, a Fert-Embryo Medicina
Reprodutiva é referência nacional em reprodução assistida combinando
ciência, tecnologia e acolhimento para ajudar famílias a realizarem o
sonho de ter filhos. Com estrutura moderna e equipamentos de ponta, a
clínica oferece atendimento completo em reprodução humana, incluindo
fertilização in vitro (FIV), inseminação intrauterina, congelamento de
óvulos, sêmen e embriões, biópsia embrionária e ovodoação. Também mantém
o projeto social “Ser Mãe”, que democratiza o acesso a técnicas de
reprodução assistida para famílias de baixa renda.
Mais informações: fertembryomedreprodutiva.com.
Instagram: @fertembryo
Informações à Imprensa:
Amanda Belo amanda.belo@benditaimagem.com.br

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