terça-feira, 31 de março de 2026

Sindicato dos Médicos aponta superlotação na UPA Canindezinho e cobra medidas do ISGH para pacientes graves

UPA Canindezinho


O Sindicato dos Médicos do Ceará encaminhou, na última sexta-feira (27), ofício ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) solicitando providências diante do cenário de superlotação na UPA Canindezinho. A manifestação ocorre após visita de fiscalização realizada pela entidade, que identificou recorrência de pacientes em estado grave permanecendo na unidade por períodos prolongados, em função de dificuldades no processo de regulação para hospitais de maior complexidade.

De acordo com o Sindicato, a permanência desses pacientes em uma unidade de pronto atendimento, cuja estrutura é voltada a atendimentos de menor complexidade e estabilização inicial, tem gerado sobrecarga assistencial e ampliado o risco operacional. O cenário implica, ainda, a assunção de responsabilidades clínicas que extrapolam a capacidade estrutural da unidade.

Durante a inspeção, também foram observadas fragilidades no dimensionamento da equipe médica, especialmente na condução de casos críticos. Segundo a entidade, a concentração de atribuições em um único médico responsável por plantão compromete a capacidade de resposta diante de ocorrências simultâneas de maior gravidade, elevando o risco assistencial e a possibilidade de eventos adversos.

Diante desse contexto, o Sindicato dos Médicos do Ceará solicitou ao Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar a adoção de medidas imediatas, incluindo a designação de um segundo médico para funções de chefia ou subchefia por plantão, com o objetivo de assegurar melhor distribuição de responsabilidades e suporte à equipe assistencial. A entidade também recomendou a reavaliação do dimensionamento da equipe, considerando o perfil de gravidade dos pacientes atendidos.

O ofício encaminhado ao ISGH propõe, ainda, a revisão dos fluxos de regulação, visando reduzir o tempo de permanência de pacientes graves na unidade, além da análise de viabilidade para implementação de programas de formação em urgência e emergência, com supervisão qualificada, como estratégia para qualificação da assistência.

Segundo o Sindicato, a adoção dessas medidas é fundamental para adequar a operação da unidade às diretrizes assistenciais previstas para o atendimento de urgência, garantindo maior segurança para pacientes e profissionais de saúde.

Assessoria de Imprensa Sindicato dos Médicos do Ceará - Capuchino Press

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