terça-feira, 20 de janeiro de 2026

UFC aprova três projetos de pesquisa inovadores em edital do Ministério da Saúde; investimentos somam 1,27 milhão

Imagem: A professora Kalyne Leal, do Departamento de Farmácia, coordena a pesquisa que busca desenvolver um fitoterápico para tratamento da asma (Foto: divulgação)
A professora Kalyne Leal, do Departamento de Farmácia, coordena a pesquisa que busca desenvolver um fitoterápico para tratamento da asma (Foto: divulgação)

 Escrito por UFC Informa

A Universidade Federal do Ceará (UFC) teve três projetos de pesquisa inovadores na área da saúde aprovados na chamada nacional do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), uma iniciativa do governo federal para financiar pesquisas voltadas à saúde da população brasileira.

A coordenação do edital é do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), fundações de apoio à pesquisa e secretarias estaduais de saúde e ciência e tecnologia.

Um dos projetos da UFC aprovados tem como objetivo desenvolver um medicamento fitoterápico à base do extrato da planta Justicia pectoralis - popularmente conhecida como chambá ou anador - para o tratamento da asma. O valor aprovado para o projeto foi de R$ 793,68 mil.

Coordenado pela professora Luzia Kalyne Leal, do Departamento de Farmácia, o projeto inclui a avaliação da segurança (pré-clínica e clínica) e da eficácia clínica em pacientes portadores da doença respiratória.

Além de cientistas do Centro de Estudos Farmacêuticos e Cosméticos (Cefac) e do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM) da UFC, o trabalho contará com a participação de pesquisadora do Herbarium Laboratório Botânico, do Paraná. A vigência do projeto é de 30 meses.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO SUS - Outra iniciativa da UFC aprovada consiste no desenvolvimento de uma inteligência artificial (IA) para facilitar e melhorar o acesso de populações vulneráveis à atenção primária no SUS.

Imagem: O pesquisador Howard Lopes comanda projeto de desenvolvimento de uma IA para melhorar o atendimento de populações vulneráveis no SUS (Foto: Viktor Braga/UFC)
O pesquisador Howard Lopes comanda projeto de desenvolvimento de uma IA para melhorar o atendimento de populações vulneráveis no SUS (Foto: Viktor Braga/UFC)

Coordenado pelo pesquisador Howard Ribeiro Júnior, servidor técnico-administrativo e docente das pós-graduações em Patologia e em Medicina Translacional da UFC, o projeto “SABER+ Saúde IA” consiste no desenvolvimento, validação e implantação-piloto de um chatbot para o WhatsApp com funcionalidades úteis para a promoção da qualidade, equidade, eficiência e literacia em saúde, beneficiando comunidades urbanas, quilombolas e indígenas.

Entre os principais eixos do projeto, destacam-se: desenvolvimento de um módulo de pré-consulta digital; geração e envio automático de relatórios clínicos em PDF para profissionais e unidades básicas de saúde cadastradas; criação de funcionalidades voltadas à literacia em saúde, com explicações simplificadas de exames, prescrições e orientações médicas (sem emissão de diagnóstico); implementação de gamificação educativa em saúde, dentre outros.

A proposta prevê, ainda, a implantação-piloto em duas unidades básicas de saúde da Região Metropolitana de Fortaleza — uma urbana, com remanescentes quilombolas, e outra indígena. O projeto teve financiamento de R$ 250 mil aprovados, terá duração de 30 meses e envolverá pesquisadores da UFC e da Universidade Agostinho Neto (Angola). 

GESTAÇÃO E AUTISMO - O outro projeto aprovado é intitulado “Desenvolvimento de Tecnologia m-Health para Mulheres Autistas Gestantes e Puérperas: uma Inovação Social para Equidade no Cuidado Perinatal”, coordenado pela professora Aline Veras Brilhante, do Departamento de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente (Faculdade de Medicina).

Imagem: A professora Aline Brilhante, da Famed, coordena a pesquisa que visa melhorar as vivências de mulheres autistas durante a gestação e puerpério (Foto: divulgação)
A professora Aline Brilhante, da Famed, coordena a pesquisa que visa melhorar as vivências de mulheres autistas durante a gestação e puerpério (Foto: divulgação

O objetivo é desenvolver uma tecnologia de m-Health (aplicativo móvel) para reduzir barreiras informacionais e de comunicação, melhorar a experiência de cuidado perinatal e contribuir para a diminuição de riscos durante a gestação, parto e puerpério de mulheres autistas no contexto do SUS.

O projeto é um desdobramento da pesquisa atrelada à bolsa de Produtividade em Pesquisa da professora Aline Brilhante, na qual foram investigadas vivências e experiências sensoriais de mulheres autistas durante gestação, parto e nascimento do bebê.

A partir dos achados do estudo, foi pensada uma estratégia para redução dos prejuízos e melhoria dos desfechos de saúde materno-infantil nas mulheres autistas gestantes e parturientes. A vigência do projeto é de 24 meses, e o financiamento será de R$ 228 mil. 

Fonte: Secretaria de Comunicação e Marketing da UFC - e-mail: coordenacao.ufcinforma@ufc.br

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