quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Janeiro Roxo: Brasil é o segundo país no mundo em número de casos de hanseníase


Testes moleculares possibilitam o diagnóstico rápido e preciso, promovendo um tratamento assertivo, diminuindo o desenvolvimento de incapacidades físicas dos pacientes pela doença

Estamos no Janeiro Roxo, mês de conscientização e combate a hanseníase, uma doença que apesar de contagiosa, tem cura. O Brasil é o segundo país no número de casos, com uma média anual de 20 mil, ficando atrás apenas da Índia. No último relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o mundo registrou uma diminuição global de 5,5% no número de casos, totalizando 172.717 detecções em 2024, sendo 80% na Índia, seguido pelos 22.129 mil casos no Brasil. A tendência de diminuição acontece desde 2015, com uma diminuição durante a pandemia de Covid-19 e o retorno de crescimento com seu fim. 

“A partir desse período, observa-se uma retomada das notificações. No entanto, esse aumento recente reflete principalmente a redução do diagnóstico durante a pandemia, e não necessariamente um aumento real da transmissão. A queda de casos durante a pandemia refletiu a redução do diagnóstico. Do ponto de vista técnico, os números da hanseníase no Brasil se mantêm relativamente estáveis ao longo da última década, o que reforça a persistência da doença como problema de saúde pública”, destaca a dermatologista Laila de Laguiche, fundadora e diretora do Instituto Aliança contra Hanseníase - AAL.

A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae e tem cura, mas para que os danos causados sejam menores, o diagnóstico precoce é um dos principais fatores. De acordo com a dermatologista, a testagem e a identificação são as principais frentes de enfrentamento da hanseníase no país, seguida por informação de qualidade, que visa combater estigmas e preconceitos e reabilitação de pessoas com incapacidade física mesmo após a cura, com acompanhamento multiprofissional. 

Principais sintomas 

Os principais sinais de alerta da hanseníase, muitas vezes, podem passar despercebidos, pois são alterações neurológicas e cutâneas na pele. Entre eles, estão perda de força muscular, cãibras à noite e situações que indicam o comprometimento dos nervos periféricos, como perder chinelo ou deixar objetos caírem da mão de forma despercebida. Manchas na pele e diminuição ou ausência de sensibilidade também são comuns. 

“Esses sinais, isolados ou em conjunto, devem sempre levantar a suspeita de hanseníase. É fundamental lembrar que a hanseníase é uma doença endêmica no Brasil e que o diagnóstico precoce é essencial para evitar incapacidades físicas e garantir melhor qualidade de vida às pessoas afetadas”, afirma Dra. Laila. Nestes casos, o ideal é que o paciente procure médicos dermatologistas ou infectologistas, que também estão aptos a cuidar da doença. 

Avanços na medicina diagnóstica

A detecção precoce segue sendo necessária, tanto para que a doença seja tratada ainda no início, quanto para que a pessoa acometida não a transmita para outras. Existem alguns tipos de testes que diagnosticam a doença de forma rápida e assertiva, como os rápidos ou os moleculares (PCR), mas também podem ser solicitados exames de imagem para avaliar o comprometimento ou não de nervos periféricos e superficiais. 

A Mobius, empresa especializada em soluções de biologia molecular, comercializa o kit XGEN Master Leprae, baseado em PCR em Tempo Real, detecta os alvos RLPE, dos genes 16S e 18S com alta sensibilidade e tem validação inédita para raspado intradérmico (amostras de pele). O teste é um dos mais tecnológicos disponíveis atualmente e permite ampliar o rastreamento e auxiliar na conduta médica que visa o tratamento adequado. Em 2021, a empresa lançou o primeiro teste comercial que diagnostica a doença em 24 horas, um marco na detecção da doença, pois o resultado das biópsias podem demorar semanas.

O esquema de tratamento recomendado pela OMS e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) é feito com antibióticos e, apesar de ser eficaz, é prolongado, podendo durar de seis a 12 meses e com possibilidade de ser estendido entre 20% e 30% dos casos, dependendo da forma clínica da doença. No Brasil, já foram desenvolvidos novos esquemas terapêuticos combinados, mas que mantém a rifampicina como base. 

De acordo com a hansenologista Dra. Laila, existem estudos para viabilizar o uso de um medicamento utilizado no tratamento de outra doença causada pela Mycobacterium, a molécula Telacebec, desenvolvida em um laboratório na Coreia do Sul. “Essa molécula está em estudos clínicos multicêntricos e representa a opção mais promissora em desenvolvimento, indicando a possibilidade de tratamentos muito mais curtos e eficazes”, afirma. 

Sobre a Mobius

A Mobius faz parte de um grupo sólido de empresas com mais de 25 anos de atuação e grande expertise no mercado. Desenvolve, produz e comercializa produtos destinados ao segmento de medicina diagnóstica, fornecendo kits para o Diagnóstico Molecular in vitro de doenças infecciosas, oncologia, genética e sorologia, tornando o diagnóstico cada vez mais rápido e preciso. Mais informações, acesse www.mobiuslife.com.br

Informações à Imprensa: Jéssica Amaral - DePropósito Comunicação de Causas

jessicaamaral@depropositocomunica.com

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