terça-feira, 7 de outubro de 2025

Outubro Rosa e saúde mental na maturidade: como o câncer de mama afeta autoestima e resiliência das mulheres 50+

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O Outubro Rosa chama a atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, mas seus impactos vão além da saúde física. Entre mulheres com mais de 50 anos, grupo que concentra a maior parte dos diagnósticos, a doença pode trazer mudanças significativas não apenas no corpo, mas também na autoestima, na vida íntima e na saúde emocional. Pesquisas apontam que até metade das pacientes desenvolvem algum transtorno psicológico, como ansiedade ou depressão, durante o tratamento.

Para a psicóloga e pesquisadora Candice, especialista em Gerontologia, é preciso olhar para essa realidade de forma integral. “O câncer de mama na maturidade não afeta apenas a expectativa de vida. Ele toca em dimensões muito sensíveis da identidade feminina, como a percepção da própria imagem e o papel social e afetivo dessas mulheres”, explica.

Segundo a especialista, procedimentos como a mastectomia podem alterar profundamente a relação da paciente com o próprio corpo. “Muitas mulheres relatam sentimentos de perda, queda da autoestima e impacto na vida sexual e social. Esses fatores não são apenas estéticos: eles estão diretamente ligados à motivação para seguir o tratamento e à capacidade de se reinventar após a doença”, afirma Candice.

Esse desafio emocional é especialmente relevante para mulheres 50+, que frequentemente acumulam múltiplos papéis, como cuidadoras, mães, avós e podem ter mais dificuldade em priorizar a própria saúde mental. “O apoio psicológico contínuo é fundamental para que elas consigam desenvolver resiliência. É no período pós-tratamento, quando precisam se adaptar ao ‘novo corpo’ e às mudanças impostas pela doença, que a rede de suporte se torna ainda mais importante”, reforça.

Além do acompanhamento profissional, Candice destaca estratégias que podem fortalecer a saúde emocional na maturidade: cultivar redes de apoio, buscar atividades prazerosas que tragam sensação de controle, adotar práticas de mindfulness e investir em momentos de autocuidado. “Quando a mulher aprende a cuidar da mente junto com o corpo, ela preserva sua qualidade de vida e enfrenta os desafios com mais confiança”, comenta.

O Outubro Rosa, portanto, também é um convite à reflexão sobre a saúde emocional das mulheres na maturidade. Como conclui Candice: “Garantir dignidade e bem-estar para mulheres 50+ que enfrentam o câncer de mama significa entender que corpo, mente e emoções precisam ser tratados com a mesma prioridade”.

Sobre Candice Pomi
Depois de 24 anos de carreira no mercado corporativo, Candice decidiu investir naquilo que acredita ser realmente importante na vida: saber envelhecer bem. E assim, com cara e coragem, mergulhou nos estudos da Longevidade. Psicóloga, especializada em Gerontologia pelo Albert Einstein e defensora de que o envelhecimento é uma fase a ser encarada com leveza e preparo prévio, Candice desenvolveu o Programa de Mentoria em Longevidade®, com o propósito de inspirar indivíduos e grupos a planejarem de forma intencional suas jornadas de envelhecimento. 
E assim, desde 2019 tem auxiliado corporações no combate ao Etarismo e  orientado grandes marcas na construção de diálogos mais autênticos com o público 45+.

Co-autora do 1º Manual Boas Práticas contra o Etarismo da América Latina - em parceria com a ABA (Associação Brasileira de Anunciantes), a especialista tem a missão de ressignificar o Envelhecimento no Brasil e democratizar a cultura gerontológica através de seus escritos sobre Envelhecimento Ativo e Consciente com a sua marca, a Beyond Age.

Em 2024 estreou como apresentadora do Podcast "Tantos Tempos", que aborda o tema "Longevidade" com diferentes perspectivas através de uma dupla de convidados.

Informações à imprensa: Prima Donna Comunicação
Tatiana Fanti tatiana@primadonna.etc.br

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