| Da esquerda para direita; Ronaldo Shinit (Empresa Varian), o médico Dr. João Evangelista e José Wilker, engenheiro elétrico da Santa Casa |
Na última segunda-feira (05/02) o Acelerador Linear de Partículas passou por uma inspeção técnica realizada pelo gerente de projeto da Varian, Ronaldo Shiniti, empresa responsável pela instalação do equipamento. "Hoje estamos fazendo a inspeção final do site da Santa Casa, verificando todos os pontos e infraestrutura do hospital para iniciar a instalação definitiva do aparelho", explica o gerente.
Inspenção
Todo o processo de inspeção foi acompanhado pelo engenheiro elétrico do hospital, José Wilker, e pelo chefe do serviço da Oncologia da Santa Casa, Dr. João Evangelista Ponte, frisando que o equipamento é de alta tecnologia e por isso a sua instalçao é muito criteriosa. "A instalação de um equipamento desse porte demanda muitas etapas complexas como uma infraestrutura energética potente, além de várias inspeções de órgãos como o Ministério da Saúde, a Comissão Nacional de Energia Nuclear e a Anvisa", ressalta Dr. João Evangelista.
Ele diz, ainda, que superadas todas as etapas da instalação, até o final de março deste ano, o Acelerador de Partículas Linear estará funcionando, representando um grande avanço e melhoria no tratamento do câncer para os pacientes da zona Norte. "É com muita esperança e alegria que aguardamos o funcionamento deste equipamento, que revolucionará o tratamento do câncer através da radioterapia de última geração, com menos danos para o paciente e as inúmeras possibilidades de campos, no contorno do paciente, o que não é possível com a Bomba de Cobalto", destaca o chefe do serviço da Oncologia da SCMS.
O que é acelerador linear?
O
acelerador linear é um aparelho utilizado largamente no mundo inteiro,
no tratamento dos pacientes portadores de câncer, esta doença que
atualmente é a segunda causa de morte com viés de ser a primeira, a
partir de 2025 a 2030, segundo estudos prospectivos do instituto
Nacional do Câncer – INCA-RJ. Se a doença é de alta frequência e
letalidade, claro que se faz necessário altos investimentos nos setores;
prevenção, detecção precoce, diagnóstico e tratamento por profissionais
bem treinados e uma infraestrutura hospitalar com o mínimo necessário
para alcançar os índices de cura, conseguidos nos centros mais elevados.
Matéria e Fotos: Vanderley Moreira (Jornalista)
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