A implementação de protocolos gerenciados no atendimento
a pacientes com sepse e choque séptico nos hospitais da rede pública e
particular é o objetivo do Seminário de Sepse que a Secretaria da Saúde do
Estado realiza nesta quinta-feira, 13, das 8 às 13 horas, no Auditório Waldir
Arcoverde da Sesa. O seminário reunirá médicos e profissionais de enfermagem de
UTIs e representantes das comissões de controle de infecção hospitalar, núcleos
de segurança do paciente e núcleos de vigilância epidemiológica de hospitais
públicos e privados de Fortaleza para discutir a implementação do protocolo
clínico do Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), revisado em março deste
ano.
Conforme definição do ILAS, a sepse é um conjunto de
manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. A sepse
era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais
conhecida como infecção generalizada. Na verdade, não é a infecção que está em
todos os locais do organismo. Por vezes, a infecção pode estar localizada em
apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo
uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente da infecção.
Essa inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos órgãos do
paciente. Por isso, o paciente pode não suportar e vir a falecer.
Esse quadro é conhecido como disfunção ou falencia de
múltiplos órgãos. É responsável por 25% da ocupação de leitos em UTIs no
Brasil. Atualmente a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia
Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia,
superando o infarto do miocárdio e o câncer. Estima-se que ocorram cerca de 24
milhões de casos de sepse anualmente em todo o mundo, com mortalidade que
ultrapassa 50%. No Brasil, a mortalidade é ainda maior, chegando a 65% dos
casos.
No último dia 3 de setembro, um estudo sobre sepse
realizado pelo Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA), da rede de
assistência do Governo do Estado, rendeu ao hospital o primeiro lugar no prêmio
Melhores Práticas em Destaque 2016, entregue no Seminário Internacional da
Organização Nacional de Acreditação (ONA), em São Paulo. O HGWA vem
apresentando números positivos na taxa de vidas salvas entre pacientes com
diagnósticos de sepse. De janeiro a julho deste ano, a taxa média de vidas
salvas ficou em 55%, enquanto a taxa de mortalidade pela doença ficou em 45%.
Serviço:
Seminário de Sepse
Data: 13 de outubro de 2016
Horário: 8 às 13 horas
Local: Auditório Waldir Arcoverde da Secretaria da Saúde
do Estado do Ceará
Av. Almirante Barroso, 600, Praia de Iracema
Assessoria de Comunicação da Sesa


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