O youtuber PC Siqueira mostrou
ontem, em vídeo, o resultado da cirurgia que fez para corrigir o estrabismo, no
último dia 11. E surpreendeu fãs com o resultado. Deixando claro que era uma
questão estética — já que, na vida adulta, a cirurgia não é capaz de corrigir
problemas de visão —, PC afirmou que a mudança já trouxe melhoras à autoestima.
A oftalmologista responsável pelo procedimento, Cláudia Faria, explicou o
distúrbio:
— (O estrabismo) é o
desalinhamento dos olhos. Os tipos podem ser: esotropia ou desvio dos olhos
para dentro (caso do PC); a exotropia ou desvio para fora; e desvios verticais,
quando um olho fica mais alto ou mais baixo que o outro.
Cerca de 10% das
crianças são estrábicas, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Até
quatro meses de idade, porém, é normal que os olhos apresentem algum desvio,
mas se o distúrbio persistir após esse período, é preciso buscar um médico.
— Quando o
diagnóstico e tratamento começam cedo, a chance de cura é até 70% maior —
alerta o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier —
Muito além da estética, o estrabismo é uma questão de saúde pública. Para
enxergarmos normalmente, os dois olhos precisam estar direcionados ao mesmo
ponto de observação.
O youtuber contou
que, antes de fazer a cirurgia, o que mais o incomodava era questões como
estética, autoestima e piadas sobre a sua condição:
— Resolvi fazer a
cirurgia de uma hora para outra, pensei na ideia e me pareceu boa. Antes disso
eu não queria fazer, foi uma mudança de ideia repentina — conta PC Siqueira,
que explica como foi a operação: — É tranquila, incomoda bastante, mas a dor
não é uma sensação presente. Causa irritação nos pontos e é difícil enxergar
nos primeiros dias. Mas nada muito forte. Recomendo a todos que puderem fazer.
Se eu soubesse que iria me sentir tão melhor, teria feito há muito mais tempo.
Causa nem sempre é conhecida
A causa do
estrabismo na infância é, muitas vezes, desconhecida. Já o distúrbio na vida
adulta pode ser causado por traumatismo craniano, diabetes e problemas
vasculares, como aneurismas e tumores cerebrais. Os sintomas, porém, nem sempre
são claros.
— Muitos pacientes
não apresentam sintomas, dependendo da idade e do tipo de estrabismo. Mas
alguns podem apresentar cefaleia, diplopia (visão dupla), dificuldade para ler,
lacrimejamento e dor ocular — diz Cláudia.
Os tratamentos para
o estrabismo dependem da sua gravidade. Para algumas crianças, por exemplo, o
uso do óculos já é suficiente para eliminar o problema. Outra forma de corrigir
o problema é a aplicação de botox — que, embora possa causar consequências,
como queda da pálpebra, tem a vantagem de ser menos invasiva.
Fonte: O Extra
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